DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

AS COISAS QUE HÃO DE ACONTECER



Principiamos nosso estudo das "doutrinas das últimas coisas", considerando a importância dada a elas nas escrituras, posto que somente a temos usado como nosso único fundamento de fé, e sobre a qual estão edificadas todas as nossas doutrinas históricas. Notamos o seu realce, nas profecias do Velho Testamento, nas pregações do Senhor Jesus Cristo, nos testemunhos dos anjos e dos apóstolos do Novo Testamento (Ezeq 21:26-27; Malaq 3:1; Zac 14:3-5; Jo 14: 2-3). O segundo advento de Cristo e as coisas concernentes a ele, são partes da "herança da luz", garantida ao crente pelo seu sangue. Assim a nossa maior glória e satisfação estão vinculadas a total compreensão destas verdades (Apoc 22:20), portanto o seu apropriado conhecimento se faz necessário para:

-          Cooperar inteligentemente com os planos de Deus, conforme os mesmos são revelados na sua palavra (sem a sua compreensão não se pode pregar Jesus plenamente).

-          Saber o que virá no futuro dentro do programa divino a fim de darmos respostas àqueles que buscam a razão da esperança existente em nós (I Pd 3:15-16; I Tess 5:1-11), se não o soubermos, será como golpear no ar (I Cor. 9:26).

-          Receber os resultados benéficos em nossas vidas. É impossível conhecer estas verdades e não ser afetados por elas. A vida e o caráter do crente são moldados pela antecipação dos acontecimentos aprendidos no correto manejo da palavra da verdade acerca destes assuntos (II Tim. 2:15).

-          Salvaguardar contra os erros e ensinamentos falsos (Efs 4:12-25). A verdade sempre será a maior "garantia" contra qualquer tipo de erro. 

A MORTE E O ESTADO PRESENTE DOS MORTOS - (I Cor 15:26-28; 54-58; Apoc 21:4).

Por toda a história de sua vida, tem o ser humano indagado: Morrendo o homem, tornará a viver? (Jó 14:14). Vivemos a procura da verdade concernente ao nosso destino, do universo onde habitamos e as questões do futuro ainda no tempo presente. No entanto a ciência e a filosofia não nos satisfazem neste particular, somente os ensinamentos centralizados na Bíblia tem resposta positiva a estas perguntas, suas afirmações e promessas irrevogáveis, criam um firme alicerce de esperanças e consolo. Mas se por um lado estamos esperando o segundo advento de Cristo, por outro lado certos acontecimentos vão ocorrendo, "e a morte certamente é um deles". Cada pessoa (crente ou não, desde os dias de Adão), que morre fisicamente, terá que descer a sepultura, "disto não há como escapar".

A MORTE.

As escrituras ensinam que há três diferentes "mortes”:

- "Morte física": É a separação entre o corpo, a alma e o espírito (Gen. 3:19; Jo 11:14).

- "Morte espiritual": É a separação entre Deus, a alma e o espírito (Gen. 2:17; 3:6, 7; Efs 2:1; Is 59:1-3).

- "Morte eterna ou a segunda morte": É o sofrimento final do corpo, novamente unido à alma e ao espírito, no caso do pecador não regenerado, ficando completamente separado de Deus e dos redimidos por toda a eternidade ( Apoc 20:12-15; 21:8).

- Os mortos são existentes - (Jo 2:19-21; Lcs 24:37-43; II Tim 1:10).

Que os homens não entram no estado final quando morrem, é bastante evidente, e isto ocorre tanto ao justo, como ao o ímpio. A palavra de Deus ensina a existência dos espíritos de ambos, após a morte física (Lcs 16:19-31; Mats 17:3-4; I Pd 3:19-20; Apoc 6:9; 20:11-15), e esta não encerra a existência do espírito do homem, porque o mesmo não está sujeito à morte física (Mats 10:28; Lcs 12:4-5). Podemos matar qualquer coisa que está sujeita à morte física, e quando isto ocorre ao ser humano, seu corpo deixa de funcionar e ele deixa de ser "alma vivente". Inicia-se então o processo de desintegração e decomposição, mas o espírito não pode ser morto e dele nunca se fala como cessar na morte, ela é meramente a separação entre o espírito e o corpo (Lcs 23:46; Atos 7:59-60). Portanto a morte não é término da existência nem para o santo e nem para o pecador. Jesus Cristo assim o provou, em que sua ressurreição foi obra realizada pelo seu próprio poder (Jo 10:18; I Cor 15:19-23), bem como a plena demonstração de que o espírito continua em existência após a morte física.

- Uma orientação errônea refutada pelos textos acima expostos:

Rejeitamos completamente, por carecer de base bíblica e fundamento divino, o ensino humano hoje existente do "sono da alma", o qual traz, que as almas, tanto dos justos como dos ímpios “dormem” (inexistem), entre a morte física e a ressurreição. A Bíblia tão somente diz que os mortos "dormem" (Dan 12:2; Mats 9:24; Jo 11:11; I Cor 11:30; I Tess 4:14; 5:10). Nestas passagens, como em muitas outras, emprega-se o uso da linguagem das aparências. Neste sentido a apresentação da morte como um sono não ensina que o espírito é inexistente, o sono é puramente um fenômeno físico e a morte é "sono" por analogia (aparência). Essa aparência, contudo, aplica-se somente ao corpo, não ao espírito. 


O ESTADO PRESENTE DOS MORTOS - ( Lcs 16:19-31).

Já consideramos como "existentes" tanto os justos, como os ímpios falecidos antes da ressurreição (Paulo repreendeu Himeneu e Fileto, porque ensinavam que a ressurreição "já era passada" - II Tim 2:17-18). Durante este estágio de vida chamado de “ intermediário”, a alma e o espírito ficam destituídos de seu corpo permanente, porém seu viver é consciente e seus sentidos são preservados, conforme veremos:

"O estado intermediário dos mortos justos:" 

-          A alma do crente, por ocasião da separação do corpo, entra imediatamente na presença de Cristo (II Cor 5:1-8).

-          Os espíritos dos crentes que partiram estão em companhia de Deus (Ecles. 12:7; Hbs 12:22-23). 

-          Por ocasião da morte, os crentes entram no paraíso (II Cor 12:4; Lcs 23:42-43).

-          Os santos que partiram, desde então, estão vivos e conscientes (Mats 22:32; Lcs 16:22-25; I Tess 5:10), em estado de descanso e de bem-aventurança (Apoc 6:9-11; 14:13), sendo que sua estada presente é melhor que a vida no corpo, neste mundo (Fil 1:20-23).

"O estado intermediário dos mortos ímpios:"

-          Encontram-se desde suas mortes, até hoje em prisão sob restrição e vigilância (I Pd 3:19). Não há necessidade de vigiar espíritos inconscientes. A restrição subentende capacidade de exercer funções.

-          Estão desde então em tormentos e sofrimento conscientes (Lcs 16:23), debaixo de sentença e punição (II Pd 2:4-9).


-          Uma orientação errônea refutada pelos textos expostos:

Sabemos da existência do ensino chamado “doutrina do purgatório”, o qual traz, que aqueles que morrem com leves pecados nas suas almas, ou que não satisfizeram as exigências necessárias para entrar no céu, estão detidos, sofrendo punição temporal, até que se purifiquem suficientemente para serem liberados e então poderem lá entrar. As escrituras, contudo, não fornecem qualquer indicação que aqueles que estão redimidos, estarão sujeitos a qualquer sofrimento extraterrenos e a provação depois da morte. O ensino da existência do purgatório, o do limbo e o do sono da morte, são criações do espírito humano, produzido pela incredulidade dos corações humanos, quanto aos claros ensinamentos da palavra de Deus a este respeito. Estes ensinos têm sido fomentados com o propósito de manter controle sobre seus adeptos através do medo. Jesus Cristo levou o pecado e o sofrimento para a cruz, isentando o crente de pagar o seu preço (Roms 4:8; 8:33). Assim a salvação e a justificação, são totalmente de graça e pela fé (Hbs 9:28; Efs 2:8-9). Mas ainda, Hbs 9:27 implica claramente que não é possível nenhuma mudança entre a morte e o juízo, e não há nenhuma provação para o crente depois de sua morte, ela somente confirma o destino da alma, escolhido e definido pelo indivíduo, ainda aqui nesta vida presente. Assim os falecidos ímpios estão em tormento perene cônscios e ardente, e os falecidos justos gozam bendita paz com o Senhor.

O CÉU, UM LUGAR REAL - ( Jo 14:2-3; Apoc 7:9; I Tess 4:16-17; I Pd 1:3-5).

O Senhor Jesus Cristo pode não ter agradado sempre seus ouvintes por causa da franqueza que caracterizou suas mensagens. Porém, de tudo que Ele trouxe para nos revelar nada levou de volta em segredo. As suas mensagens aqui deixadas, respeitando as limitações dos que a ouviram, foi completa em tudo. Ele trouxe as mais completas informações a respeito de um esplêndido lugar o qual é o destino dos justos, as suas características, os seus governantes e seus moradores. Em nossa breve e incidental existência aqui na terra, e em busca de algo melhor, nosso coração anseia por este lugar. Assim para nossa satisfação e deleite, temos informações concretas da sua existência e isto chega a nós, não como um fato estabelecido pela razão e convicção humana, mas sim pela sua maravilhosa revelação divina.

Sua realidade bíblica-(Coloss 1:5; Hbs 11:10, 16; Apoc 22:1-5, 15).

Algumas passagens bíblicas indicam uma determinada parte do universo chamada de Céu, como a futura habitação dos crentes. Esta habitação é descrita como uma cidade, que em seus fundamentos, tem as seguintes características: ela é bem construída, bem iluminada, bem servida de água, bem aprovisionada, bem guardada, bem governada, de grande beleza e esplendor, cujos habitantes são redimidos, vencedores e o ambiente são santo. Moram ainda neste lugar seres angelicais, a pessoa de Deus e o Senhor Jesus Cristo, onde tem ele o seu trono.

Onde fica o céu? - (Prov. 15:24; Atos 1:9; Lcs 16:23; II Rs 2:11).

Segundas certas crenças tradicionais supõem-se que existam sete céus, mas as escrituras se referem a apenas três: o céu atmosférico (Ats 14:17 ), o céu estelar (Gns 1:14), e o terceiro céu (II Cor. 12:2; Deut 10:14). A sua localização exata não é definidamente esclarecida, as escrituras, contudo expressam que a sua localização fica em cima e não em baixo.

Que tipo de corpos teremos no céu? - (Lcs 24:38-39; Jo 20:27; I Jo 1:1; Apoc 1:17-18).

Estas passagens da palavra de Deus, sem duvida alguma demonstram o fato que Jesus Cristo é possuidor de um corpo real, físico, vivo e que não é alguma "substancia etérea". Podemos nos regozijar grandemente no fato que ele tem prometido um corpo similar a todos quanto a ele pertencem (II Cor 5:1-6; I Cor 15:38; I Jo 3:2).

- Os crentes se conhecerão no céu, portanto as características pessoais serão conservadas - ( Lcs 16:19-31; Mats 17:1-4).

Após a sepultura a personalidade se estenderá e as características pelas quais nos conhecemos e somos conhecidos serão mantidas. Perderemos nossa natureza carnal e pecaminosa, bem como a carne que nos tem causado grande pesar e dor. Mas em tudo o mais nossa personalidade se manterá intacta e idêntica. O que é perfeito, será completado, o que estiver faltando será suprido. Nas regiões celestiais, não só reconheceremos aqueles que conhecíamos nesta terra, mas também seremos capazes de reconhecer a outras pessoas que nunca vimos antes. Ninguém terá de apresentar-nos a Moisés, Abraão, Davi, Paulo, e a outros. Nas passagens acima, vimos que os discípulos reconheceram Moisés e Elias, no monte da transfiguração, embora jamais antes o tivessem visto (apesar de na ocasião, ainda estavam limitados pela fraqueza da carne Lcs 9:32-34), e o rico reconheceu tanto a Lázaro como a Abraão, e eles o reconheceram e, no entanto ele jamais vira a Abraão, mas apesar disto pode reconhece-lo.

- Os que estão céu, conservam os seus sentidos - (Lcs 16:19-31; Mts 17:3).

Embora seus corpos continuem no sepulcro, eles vêem como se tivessem olhos, ouvem como se tivessem ouvidos, falam como se tivessem língua. O rico viu a Lázaro e a Abraão, no paraíso; os dois ouviram, o que cada qual dizia, o rico era atormentado no Hades, mediante o seu tato. Em Mats 17:3, Moisés e Elias falaram com Jesus. (Já que falavam, exerceram a razão e a capacidade de pensar. A alma é o centro da razão e da vontade, assim ela é o centro da vista, da audição, da formação dos sentidos, do raciocínio. Olhos, ouvidos, língua e outros órgãos, são apenas instrumentos físicos do homem para transmitir ou receber aquilo que a alma deseja). Assim entendemos que no céu os nossos entes queridos e os outros seres celestes, vêem, ouvem, falam e cantam (Lcs 15:7-10; Apoc 7:9; Dan 9:20-21; Jó 2:1-6; Apoc 1:10), e se regozijam na "terra que é mais bela que o dia". Multidões de santos moribundos (incluindo Estevão, Ats 7:59-60), tem dado testemunhos sobre as glórias do céu, outros têm escutado o cântico de coros angelicais, que lhes têm sido reveladas pouco antes de haverem passado para a presença do Senhor.   

- As atividades dos moradores daquele sublime lugar - (Apoc 22:3; 4:8).

Talvez não saibamos exatamente quais ou quantas formas de serviço serão prestados ali, mas é evidente, que o julgar e o reinar com Cristo estão inclusos nestes serviços, assim o Céu é um lugar preparado para um povo preparado, com programa apropriado a ambos.

"Assim ali os moradores, executam a vontade de Deus:”

- Ali há descanso e paz (Apoc 14:13),

- adoração e serviço (Apoc 5:14; 7:15),

- seremos consolados e galardoados (Mts 5:4; Apoc 21:4),

- prestaremos serviço ao Senhor (Apoc 7:15; 3:21: II Tim 2:12).

Concluímos então com a afirmativa em que morrer e em conseqüência ir para o Céu, não consiste em tragédia, mas sim numa gloriosa promoção e grande lucro, devendo ser um bendito alivio para os que têm seus nomes ali escritos (Lcs 10:20; Apoc 2:17). Nenhum salvo que se encontra do outro lado da praia, ainda que pudesse, queria retornar a forma decadente que aqui deixou (Apoc 14:13; Filip 1:21-23). Na ocasião da morte, nós os crentes, vamos para este lugar à presença de Cristo, lá veremos nossos entes amados que morreram salvos. Ali seremos vizinhos e companheiros de anjos não caídos, de homens redimidos e vencedores, os reais filhos de Deus, onde não mais teremos mais contacto com o pecado ( I Cor 6:9-10; Apoc 21:8).

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO - (Jo 14:2-3; I Tess 4:13-18).

- O fato da sua vinda, uma realidade estabelecida (Lcs 3:3-6; I Tess 5:1-6).

A promessa da segunda vinda de Cristo tem sido a expectativa maior do povo de Deus, ela nos tem animado, fortalecido e encorajado em todos os momentos de nossa vida. Sua realidade foi implantada em nossos corações como um fato iminente desde o momento em que abrimos o Novo Testamento. Ali encontramos João Batista a pregar, não do primeiro advento, mas antes do segundo. Assim as positivas afirmativas da vinda do Senhor Jesus Cristo, foi:

- predita pelos profetas (Is 11:1-11, Zac 14:3-5; Jds 14);

- aludida por João Batista (Lcs 3:3-6; Malaq 3:1);

- prometida pelo próprio Senhor Jesus Cristo (Jo 14:2-3);

- declarada pelos anjos (Atos 1:10-11; Apoc 1:1-2);

- ensinada pelos apóstolos (Mats 24:37, 42-44; Mcs 13:26; Lcs 21:27).

A natureza da vinda de Cristo.

Havendo incisivamente determinado a sua vinda como um fato, tornou-se então importante para nós conhecer a sua natureza, porque sem este último conhecimento, o fato em si torna-se praticamente inútil. Portanto naturalmente sua vinda, é para ser:

-          Corporal - (Atos 1:11; Zac 14:4-5; Mats 25:31; Jo 14:3; Filip 3:20). Sua ascensão foi corporal, e a promessa de sua volta, é que ela será da mesma maneira.

-          Visível - (Mats 24:27; Apoc 1:7; Ats 1:11). Todas estas passagens indicam a visibilidade de Sua vinda (em uma de suas fases), portanto ela será visível pela igreja na ocasião do arrebatamento, e pelo mundo todo por ocasião da manifestação (revelação).

-          Em glória e esplendor - (Mats 16:27; 24:29-30; Mcs 8:38; Apoc 19:11-16).

-          Duplicada. A vinda de Cristo consistirá de duas fases, ou dois estágios, separados por um período de tempo:

-          Próxima - (Lcs 21:28; Mats 16:3; 24:33). Os sinais da segunda vinda de Cristo hoje são tão evidentes e numerosos, que desafiam o maior dos cépticos. Os jornais fornecem diariamente, novos sinais do encerramento desta atual dispensação, e confirmam a Bíblia de maneira notável. Sendo assim então, notemos:

a)     Sinais nos céus ( Lcs 21:25a), na lua e nas estrelas.

b)     Sinais sobre a terra (Lcs 21:25b):

- Terremotos, Pestilências, guerras e fomes (Mats 24:6-8),

- Desassossego e anarquia (II Tess 2:3, 7),

- Transportes múltiplos (Dan 12:4; Na 2:4),

- Apostasia (I Tim 4:1; II Tim 3:1-7).

- Sinais de intensificação comercial e industrial (Apoc 13:16-17).

- Sinais políticos e judaicos (Dan 9:27; Mats 24:32-34).

1) A primeira fase, ou estágio - (o arrebatamento).

Nesta primeira fase, Ele virá:

-          Nos ares (I Tess 4:15-17). Não há sinal de que Ele venha sobre a Terra neste tempo.

-          Para seu povo (Jo 14:3).

-          Como a "estrela da manhã" (Apoc 22:16).

-          Como um noivo (Mats 25:1-10), para receber Sua noiva (II Cor 11:2). O casamento e a ceia são típicos das bençãos consumadas da salvação.

2) A segunda fase, ou estágio - (a manifestação ou revelação).

Nesta fase Ele virá:

- Como "o sol da Justiça" - (Malaq 4:1, 2).

- Na terra (Mats 25:31; Zac 14:4, Ats 1:12), Ele pisará o Monte das Oliveiras.

- Com seu povo (Zac 14:5; Jds 14; Apoc 19:14).

- Como destruidor juiz e rei (II Tess 1:7-9), para conquistar, julgar e reinar.

- Para ser recebido de Israel - (Zac 14:9-11).

As duas fases contrastadas.

- A primeira fase será no ar (I Tess 4:15-17); a segunda será na terra (Zac 14:4).

- A primeira fase de sua vinda será para o seu povo (Mats 25:6-10; Jo 14:2) a segunda fase será com o seu povo (Jds 14; Apoc 17:14).

- Na primeira fase de sua vinda será como um noivo (Mats 25:6-10); a segunda fase de sua vinda será como um rei para julgar e reinar (Salms 96:13; Apoc 19:15).

- Na primeira fase os justos serão tirados dentre os ímpios, na segunda fase os ímpios serão tirados dentre os justos (Mats 13:40-42).

- Na primeira fase os justos na terra encontrarão o Senhor no ar para irem para o céu com Ele (I Tess 4:17; Jo 14:2); na segunda fase eles simplesmente entram no reino milenar aqui na terra (Mats 13:42; 25:34).

- Na primeira fase os incrédulos são meramente deixados aqui na terra (Mats 25:10-12); na segunda fase eles serão destruídos e lançados no fogo eterno (Mats 25:41-46).

- A primeira fase está sempre iminente (Mcs 13:35-36; Tg 5:8; Apoc 22:12), a segunda é para ser precedida de certas coisas definidas (Mats 24:14-29; II Tess 2:1-8).    

O tempo da vinda de Cristo.

Não referimos aqui a data de sua vinda, mas somente a relação de sua vinda com o tempo, o qual está representado nas escrituras como:

-          Desconhecido de todos exceto do Pai (Mats 24:36).

-          Incerto aos homens (Mats 25:31). Sinais algum foram dados bastante explícitos para que se assegure de que Jesus virá em qualquer tempo particular. 

-          Quando não esperado (Mats 24:44-50; Lcs 12:40-46). Quando Cristo vier, não achará um mundo convertido onde à justiça governa, mais sim apóstata, injusto, profano e avesso sua doutrina e aos seus ensinamentos.

Propósito

O propósito de sua vinda será duplo, pois a mesma afetará a duas classes dos humanos. Assim notemos:

Para os justos:

-     Irá levantar (ressuscitar) os mortos (I Cor 15:23; I Tess 4:16; Apoc 20:5-6);

-          Irá arrebatar, (raptar) e transformar os vivos (I Tess 4:17; I Cor 15:51-52).

-          Irá julgar e recompensar suas obras (I Cor 3:12-15; II Cor 5:10; II Tim 4:8).

-          Casará com a Igreja (Mats 25:1-10; Apoc 19:7-10), e á estabelecerá nos lugares celestiais (Apoc. 21:2, 9-10).

Para os ímpios:

- Para estes, sua vinda (na primeira fase) iniciará suas participação nas experiências da tribulação (II Tess 2:7-12; Apoc 16:1-14).

- Os que tiverem vivos (na segunda fase), serão julgados por causa de Israel (Mats 25:41-46), mortos e lançados no seu destino final, o lago de fogo inferno (Apoc 19:19-21; 20:12-15; Jerem 25:15-33; Is. 24:17-21).

Portanto temos que os ímpios falecidos participarão somente da segunda ressurreição (Apoc 20:11-15), quando então receberão um corpo (Mats 10:28). E a respeito deste corpo pouco se sabe quanto a sua natureza. Temos, contudo que ele será capaz de sofrer, que será indestrutível e não será justo, como será os dos salvos.

- O ARREBATAMENTO DA IGREJA (I Tess 4:13-18; I Cor 15:51-57).

Uma das melhores maneiras de compreender o que está acontecendo no mundo hoje em dia bem como em qualquer outra época, é ter compreensão apropriada da palavra de Deus. Quando comparamos "escritura com escritura", descobrimos que certos acontecimentos dependem de outros, a fim de que sejam cumpridos. Assim temos que para cumprimento das promessas feitas pelo Senhor Jesus à Igreja, quanto ao seu arrebatamento e o conseqüente encerramento desta dispensação, na qual encontramos, é necessário o acontecimento de uma série de fatos.

A Sexta dispensação - (Ats 3:19; 17: 29-30).

No plano divino existem diversos períodos de tempo, que nós o chamamos de dispensações. Incluem nestes períodos, diversas condições de relacionamentos entre Deus e o homem e são de diferentes durações. Contudo todos estes períodos se relacionam com os propósitos de Deus para conosco. O presente período em que nos encontramos, chama-se: a dispensação da graça; Ele se estende desde a morte de Cristo até a sua volta, quando então virá para buscar a igreja. A parte bíblica envolvida incluí do livro de Atos, até o terceiro capítulo do Apocalipse, e sua característica mais notável é a presença pessoal do Espirito Santo nos corações dos crentes.

O curso desta dispensação:

O propósito de Deus nesta dispensação enfatiza a pessoa do Espírito Santo, sua obra, a oferta de perdão, a justificação e a concessão da vida eterna, como presente gratuito da graça divina. Mas o seu maior significado é que ela retrata uma representação gráfica do curso e progresso da igreja como um todo, que partiu de um pequeno começo e cresceu acrescentando seus membros através dos séculos. Todas estas bênçãos sem preço têm seu principio na aceitação do Senhor Jesus Cristo como salvador pessoal (Roms 5:15-19). Assim todos os crentes juntos desta dispensação formam a igreja de Cristo. 

Características do fim desta dispensação (Mts 24:3-12, Lcs 18:8; II Tess 2:1-12).

Já é possível perceber a aproximação desse importantíssimo acontecimento, pois existem sinais registrados nas escrituras e que apontam para essa aproximação (Mats 16:3). O principal desses sinais que, além de trazer nosso senhor de volta, vai também encerrar esta dispensação da graça, é o cumprimento da profecia do retorno dos judeus à sua terra natal (Ezeq 37:1-28). Depois de terem peregrinado pelo mundo inteiro durante séculos, eles estão voltando à terra de seus pais para aguardar inconscientemente à volta do Messias (Deut 28:63-68; 30:1-10). Outro sinal de evidência esmagadora é o da predição do desenvolvimento das ciências, do conhecimento e das viagens através do mundo (Dan. 12:4; Naum 2:3-5). Temos ainda o desenvolvimento de uma igreja fictícia, rica influente e liberal, mais completamente carente das verdades fundamentais divinas. Sua mensagem tem causado o afastamento do homem da verdade divina, e do contacto intimo com Deus e sua justiça. Este desvio espiritual e afastamento de Deus são um fato universal, biblicamente chamado de "a grande apostasia" (II Tess 2:3; II Tim 3:1-8; Apoc 3:14-22). Há, porém ainda outros sinais tais como: o relaxamento dos votos matrimoniais (I Tim 4:1-6), e uma ênfase dogmática sobre coisas sem importância. A grande maioria do mundo já zomba da idéia da volta de Cristo (II Pd 3:3), que por si só já constituí um dos sinais. Apesar de tudo isso, ainda alguns aguardaram a Sua volta (Tt 2:12-14).

O que será o arrebatamento - (Coloss 3:4; Jo 14:3; I Tess 1:7-9, 4:13-18).

A expressão arrebatar, significa raptar, roubar, tirar algo ou alguém de um lugar. Este acontecimento bíblico, que ocorrerá no futuro, também é chamado de "encontro", neste caso, significa literalmente "sair, a fim de voltar junto", tal como os crentes de Roma saíram até a Praça de Ápio ao encontro de Paulo, e dali retornaram com ele para Roma (Ats 28:15). Portanto, "arrebatamento" para nós os salvos, entendemos que seremos tirados, raptados, transladados, suspensos, da esfera terrestre e tomados para encontrarmos com Cristo nos ares. Nesta ocasião receberemos corpos glorificados repentinamente e seremos instantaneamente mudados para ser conforme o padrão de seu corpo depois da sua ressurreição (I Cor 15:35-58).

Ilustrações bíblicas sobre o arrebatamento.

Veremos a seguir algumas ilustrações extraídas da palavra de Deus, que darão uma melhor perspectiva acerca do arrebatamento da Igreja. Podem não ser tipos perfeitos, mas nos fornecem um quadro daqueles que foram poupados ou removidos, sem terem de enfrentar julgamentos iminentes, que se seguiram a tais acontecimentos. Por semelhante modo, a Igreja haverá de ser removida "antes" do período da tribulação.

- Enoque...(Gens 5:21-24).

Enoque andava com Deus (vs 22), foi transladado.”...para não ver a morte (Hbs 11:5).

- A arca...(Gns: caps. 6 e 7). 

A arca foi construída segundo as especificações dadas por Deus. Ela foi revestida de piche (expiação), por fora e por dentro; Deus disse a Noé e a sua família: "Entra na arca..." Deus fechou a porta da arca, pelo lado de fora, antes do início do dilúvio.

- Ló... (Gens 19:1-24).

Ló e sua família viviam em Sodoma (um tipo do mundo). O Senhor teve de tira-lo daquela cidade ímpia. O Senhor disse: "... pois nada posso fazer, enquanto não tiverdes chegado lá...” (vs 22).

- Abraão, Isaque, Eliezer e Rebeca ( Gens cap. 24).

Abraão enviou seu servo, Eliezer, para obter uma noiva para o seu filho Isaque. A noiva, Rebeca, jamais vira a Isaque face a face. Eliezer (tipo do Espirito Santo), conta tudo sobre Isaque (o noivo). Rebeca aceita o pedido de casamento (vs 58). Isaque sabe desta aceitação e sai a encontra-la no "caminho"... (vs 63 e 64).

- Elias... (II Rs 2:8-11).

Elias era servo do Senhor, ele foi enviado com uma mensagem de advertência ao povo de Deus. Ele foi "arrebatado para o céu em um redemoinho".

Quando terá lugar o arrebatamento? - (Mats 24:35-36; 42-44).

O arrebatamento será uma "surpresa" para o mundo, ainda que não venha a surpreender aos crentes verdadeiros. O seu acontecimento será indefinido quanto ao tempo, porém será iminente quanto à esperança e à expectação. Os crentes não devem deixar enganar-se pela apostasia de muitos que recusam a crer na verdade acerca de sua vinda (II Tess 2:3), porém devem ser consolados pela sua vinda prometida (I Tess 4:18), vigiar e negociar até a vinda do Senhor (Mats 25:13; Lcs 19:13). Portanto, este fato deve ser esperado para ocorrer a qualquer momento.

Quem participará do arrebatamento? - (Lcs 17:34-36; I Tess 4:17; Jo 11:25-26). . O arrebatamento alcançará os crentes regenerados de todo o mundo. Todos são aqui representados pelos diferentes horários mencionados nestes textos. Nesta ocasião também haverá uma geração de crentes que não verá a morte, estes que estarão vivos receberão uma transformação misteriosa instantânea, e os que estiverem mortos, serão ressuscitados e transformados. Assim todos nós, seremos arrebatados, e tirados juntos e iremos nos encontrar com o Senhor, que sairá donde está para ficar para sempre conosco.

A ressurreição dos mortos "em Cristo" e o transladar dos vivos:

Assim a ressurreição é um fato que tem um duplo aspecto, para:

-          Os que já dormem (I Cor 15:51-52);

-          Os que estarão vivos (I Tess 4:17).

Ambos serão arrebatados "juntos" ao encontro do Senhor nos ares (I Tess 4:17).

As categorias bíblicas dentro da qual são catalogados:

-          Nem todos os mortos ressuscitarão ao mesmo tempo.

-          Nem todos os vivos serão arrebatados.

Nesse caso a Bíblia ensina que haverá duas ressurreições separadas e distintas: (Ats 24:14-15; Dan 12:2; Jo 5:28-29; Apoc 20:4-6).

-          A ressurreição dos justos (a primeira ressurreição);

-          A ressurreição dos ímpios (a segunda ressurreição).

Vemos também, que há um intervalo de tempo separando essas duas ressurreições.

ACONTECIMENTOS QUE TERÃO LUGAR NO CÉU:

Após a primeira ressurreição e o arrebatamento, com os santos nos céus acontecerão dois eventos "tremendos", que só dizem respeito aos que são nascidos do alto, redimidos pelo precioso sangue de Cristo. Estes dois acontecimentos celestiais serão:

1°-) O tribunal de Cristo - (Roms 14:10; I Cor 3:11-15; 4:5; II Cor 5:10).

Muitos crentes se deixam confundir com os julgamentos referidos na Bíblia. Muitos deles não sabem "quem", nem "quando", e nem "por quem" serão julgados. Para efeito de esclarecimentos, esboçamos a seguir, de modo breve, esses juízos:

-          O pecado: foi julgado no Calvário (Is 53:5-6; Jo 5:24; Gal 3:13; I Pd 2:24).

-          Os crentes: devem julgar a si mesmos (I Cor 11:31-32; I Tim 1:20).

-          Os judeus: serão julgados (Ezeq 20:34-38; Apoc 6:19; Slms 50:16-32).

-          Os crentes: serão julgados (II Cor 5:10;l Roms 14:10).

-          As nações: serão julgadas (Mats 25:31-46; Apoc 20:8-9).

-          Os ímpios: Satanás e os anjos caídos: serão julgados (Apoc 20:10-15; Jd 6).

Os crentes serão julgados pelo menos mil anos antes do julgamento dos ímpios, mas seremos julgados somente com respeito às obras de nossos serviços, ao passo que incrédulo o será pelas obras que fizeram e por terem recusado a aceitar a Jesus Cristo como salvador, que é a rejeição do evangelho da graça de Deus. Assim o julgamento dos crentes não será um "teste" para verificar se somos culpados ou inocentes (no tocante aos nossos pecados), mas servirá para verificar "como temos trabalhado" para o Senhor, durante a nossa jornada na Terra (I Cor 9:24).

-          O Juiz: - Cristo será o juiz (Jo 5:22-23, 27; II Tim 4:1; Ats 10:42; 17:31).

-          O tempo: - deste julgamento será quando voltar o Senhor (I Cor 4:5).

-          O lugar: - deste julgamento será nos ares (I Tess 4:17).

-          A base: - deste julgamento, que visa o recebimento ou não de galardões e envolverá exclusivamente os crentes, é a sua palavra (I Cor 3:1-15).

-          O resultado: - galardões e coroas, ou danos das obras e não da própria alma.

“Cinco coroas aparecem dentre as obras que permanecem:"

-          "A coroa da vida" - (de mártir) - Apoc 2:10; Tg 1:12. Para os que não recuaram, e venceram as provações até mesmo diante a morte.

-          "Coroa de glória" - (de pastor ou mestre) - (I Pd 5:4) - Para os que não serviram por motivo de ganho desonesto e nem tentaram dominar a herança do Senhor.

-          "Coroa da alegria" - (do ganhador de almas) - I Tess 2:19-20; Dan 12:3 - Para os que levaram pessoas a experimentar a transformação de suas vidas.

-          "Coroa de justiça" - (I Tim 4:8) - Para quem aguarda a vinda de Cristo.

-          "Coroa incorruptível" - I Cor 9:24-27 - Para aqueles que não seguem a carne e suas concupiscências, mas que conservam seu corpo em sujeição (I Jo 2:28).

2°-) As bodas do cordeiro - (Salms 45: 1-17; II Cor 11:2; Apoc 19:1-9; 21:9, 27).

Logo nos primeiros capítulos da Bíblia, encontramos ali descrito o casamento de Adão e Eva (Gens 2:18). E quando chegamos ao seu término, ali encontramos a descrição do "banquete das bordas do cordeiro", que é o casamento de Cristo (o segundo Adão), com a sua noiva a Igreja. Assim as escrituras começam e terminam com um feito da maior importância para nós os crentes. Nos textos acima citados, vemos este acontecimento em andamento, e os fatos que o antecederam. A figura do casamento aqui empregado está de acordo com o modelo da cerimônia oriental que compreende três estágios:

a-) O noivado: É o compromisso legal. Ocorre quando os membros individuais do corpo de Cristo são salvos.

b-) A vinda do esposo para buscar sua esposa: Isto acontecerá quando a igreja for arrebatada.

c-) O banquete do casamento do Cordeiro: Isto somente acontecerá em conexão com a sua segunda vinda. Será quando ele virá para estabelecer o seu Reino Milenar.

Então com o andamento dos fatos, vemos quatro "Aleluias" serão ouvidas a reboar por todo o Céu:

-          Duas "aleluias" - pelos que tiveram sido mortos durante o andamento do período da tribulação (Apoc 7:14), mas agora ressuscitados dentre os mortos (Apoc 7: 1-3).

-          Uma "aleluia" - pelos vinte e quatro anciãos (santos do Antigo Testamento - Apoc 4:4-5), e pelas quatro criaturas vivas (santos do Novo Testamento, vs 6-8).

-          Uma "aleluia" - pela Assembléia inteira do Céu, por causa do que já aconteceu e do que está preste a acontecer.

Ali também estarão presentes toda as hostes celestiais, (estes serão os convidados para o casamento do Cordeiro - Mats 22:10-11), e os santos do Antigo Testamento (estes se encontrarão ali na qualidade de amigos do Noivo - Jo 3:29). Eis então apresentada a Cristo na qualidade de esposa, a igreja, vestida com suas vestes puras, símbolo de justiça. Esta a quem o Senhor amou e se entregou a fim de adquiri-la. Esta virgem casta, (Efs 5:25-27), certamente é o corpo coletivo dos crentes que têm sido recolhidos dentre os povos, tribos, línguas e nações (Apoc 7:9), ela é que tomará seu lugar de exaltada posição ao lado do seu amado Senhor (Apoc 21:9, 27; 19:8). Eis enfim estabelecida em seu lar nos lugares celestiais, o lar preparado, a casa do Pai. 

O simbolismo das vestes da igreja, a "esposa" de Cristo:

As vestes nas escrituras são um símbolo de justiça. No sentido ético mau, é símbolo de justiça própria (como exemplo Is 64:6 e Fil 3:6-8), que mostra o melhor que um homem religioso e moral sob a lei poderia fazer. No sentido ético bom, as vestes simbolizam:  

-          Manto de justiça: A provisão de salvação de Deus pela graça através da fé em Cristo. São vestes de salvação.

-          Linho finíssimo de justiça: São os atos dos justos, ou suas obras de piedade e bondade produzidas pelo Espírito Santo. Simbolizam também, quando o crente julga a carne e entrega-se a Deus (Roms 13:14). Estas são as "boas" obras para as quais somos "criados" em Cristo Jesus, com as quais devemos adornar-nos para honrar o nome de Cristo aqui nesta terra (Efs. 2:10). 

ACONTECIMENTOS QUE TERÃO LUGAR NA TERRA:

As setenta semanas de Daniel - (Dan 9:24-27).

A profecia das setenta semanas revelada a Daniel e ao seu povo, fornece um perfeito quadro cronológico de predição messiânica. Ela é a chave que abre os maiores tesouros secretos para o entendimento do programa divino ao estabelecer o seu reino sobre a terra.

A divisão das setenta semanas - (Dan. 9:25-26).

As "setenta semanas" da profecia, são semanas de anos. O seu começo, está fixado com "saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém". Partindo desta data, as primeiras sessenta e nove, chegam-se até "o príncipe ungido". Mais tarde, depois das sessenta e nove semanas de anos, duas coisas importantes aconteceriam:

1-) O Messias seria "morto", e a partir de então não teria nenhum dos seus direitos reais ("e já não estará").

2-) A cidade que fora reconstruída e o seu santuário, seriam novamente destruídos. Desta vez pelo "povo" de um outro príncipe que ainda estaria para vir.

De maneira que, há concordância sobre estes dois últimos acontecimentos que se cumpriram com a morte de Cristo (29 AD), e a destruição de Jerusalém por Roma (70 AD). Os dois acontecimentos foram colocados antes da septuagésima semana do texto (Dan 9:27). Portanto um período de tempo entre a morte de Cristo e a destruição de Jerusalém, deve intervir entre a sexagésima nona e a septuagésima semana. A prova maior de que esta septuagésima semana de anos ainda não se cumpriu, está no fato de Cristo explicitamente relaciona seus principais acontecimentos com a sua segunda vinda (Mts 24:6, 15). Portanto durante o período entre as duas semanas deve intervir todo o período da igreja apresentado no Novo Testamento.     

A lacuna profética

Assim, estamos vivendo agora a chamada "lacuna profética". Ela representa o tempo da Igreja de Cristo, ou o tempo da graça, que está entre a ascensão do Senhor Jesus aos céus e a sua segunda vinda em glória. Esse tempo entre a sexagésima-nona e a septuagésima semana é para os judeus, o tempo dos gentios, que sobreveio a eles por causa do endurecimento de seus corações. No entanto as escrituras indicam que este endurecimento, não é definitivo. Ele cessará quando a "plenitude dos gentios" estiver passado e eles forem salvos (Roms 9:27; 11:25-27).

O fim vem... - (Ezeq 7:1-10).

Para efeito de ênfase e a fim de dirimir possibilidade de mal entendidos, expomos a seguir, um breve sumário dos tempos difíceis que hão de vir, e os acontecimentos que terão lugar nestes dias que antecederão o reinado do Anticristo, cujas características serão as seguintes:

-          Os judeus terão voltado para a Palestina na sua incredulidade e recuperado o legado como nação (Is. 11:11-16; Ezeq 36; 24-28).

-          Os judeus terão restaurado e reconstruídos o templo em Jerusalém e os sistemas de adoração, oferendas e sacrifícios do Velho Testamento terão sido restaurados (Is. 66:1; Apoc. 11:1-2).

-          O diabo e seus anjos terão sido expulsos das regiões celestiais (Apoc 12:7-12), suas atividades estarão circunscritas à Terra, será quando suas atividades aumentarão intensamente. Por fim isto acarretará na energização e controle do Anticristo (Apoc 13:2)

-          Os judeus aceitarão um pacto de sete anos com o anticristo (Dan 9:27; Jo 5:43).



"A tribulação" - ( Mts 24:15-22; Mcs 13:14-23; Lcs 21:20-24).

Quando acontecer o arrebatamento da Igreja, cada cristão nascido de novo, será imediatamente transladado para o cenário celestial (Lcs 17:34-36). Este acontecimento procederá ao começo do cumprimento da septuagésima semana de Daniel, cuja última metade é a grande tribulação. Enquanto lá no céu o folguedo e o regozijo tomarão conta, aqui na Terra, serão derramadas ira e miséria.

“A duração deste período - (Dan.7:25; 9:24-27; Apoc.11:2-8; 12:6,14)”. 

Cremos firmemente que este período será de "sete anos" de duração dividida em duas metades igual de três anos e meio cada. A segunda metade deste período vai se caracterizar pela crueldade crescente da parte do governador do mundo, perseguição e sofrimento. Nossa convicção é sustentada pelo tempo de que as duas testemunhas terá de profetizar em paralelo com a carreira da besta (Apoc 13:5). Notemos que as testemunhas devem profetizar por mil duzentos e sessenta dias (aproximadamente três anos e meio); então é para a besta levantar-se e matá-los (Apoc 11:7) e continuar por quarenta e dois meses (Apoc 13:5). Em harmonia com estas passagens, entendemos ser este o período de duração da tribulação, porque consideramos que o Nosso Senhor liga o "abominável da desolação" mencionado por Daniel (Dan 9:27; Mts 24:15-21; Mcs 13:14-19), então está evidente que a tribulação referida terá ligação com a septuagésima semana profética.

Os horrores deste período - (Apoc 4:1-19:11).

Este período é para ser "o dia" da ira de Deus. Nele, Deus derramará os seus justos juízos sobre o mundo, que por séculos desdenha de seu amor (Slms 2:5), será quando ele vingar-se-á completamente seus eleitos a respeito do tratamento que este mundo dispensou ao Seu filho e aos Seus santos (Lcs 18:7; Roms 12:19; Apoc. 6:9-10). Será quando Ele derramará os vasos de Sua santa ira sobre esta terra amaldiçoada de pecado e entenebrecida pelo diabo. Será um período de grandes perturbações causadas pelo Anticristo e pelo falso profeta, de inigualável agonia, que envolverá o mundo todo (Apoc 3:10b), de extrema convulsão social e sofrimentos sem precedentes, será "o tempo de angústia de Jacó", que envolverá especialmente os judeus (Jer 30:7; Apoc 7:14; Mats 24:15), e se os dias desse holocausto não forem encurtados a humanidade toda se perderá. Por fim a terra será arrancada do diabo e do seu povo, e será dada ao povo de Deus (Mats 5:5).

Salvar-se-á alguém durante este período? - (Apoc 7:1-17).

Deus nunca deixou o mundo sem alguma testemunha Sua; Com a Igreja fora do mundo, Ele irá levantar primeiramente duas, e depois um grupo de judeus chamados nas escrituras de os cento e quarenta e quatro mil. Estes serão chamados de modo sobrenatural, receberão poder para testificar e andar pelo mundo todo. Principiarão a proclamar o evangelho da vinda do Rei logo depois do rapto (arrebatamento) da igreja (Apoc 11:2-8). Temos, porém que seus testemunhos despertarão amarga oposição, alguns serão lançados na prisão, muitos serão vergonhosamente tratados, e praticamente todos provarão a morte por causa da sua fé (Mats 25:31-46). Assim afirmamos inesitantemente que a tribulação será um período de salvação, os eleitos de Israel serão redimidos (Apoc 7:1-4; Roms 9:27) com uma inumerável multidão de gentios (Apoc 7:9).

Assim as características do período da grande tribulação são:

-          A ativa interposição de Satanás - (II Tess 2:3-11; Apoc 12:12; 13:4-5).

O mistério da iniquidade que está sob restrição divina, já tinha começado no período apostólico e tem se expandido durante a "dispensação da igreja". Parece evidente que o que restringe, (ou influencia), este mistério é o "Espirito Santo". A remoção ou afastamento deste agente dar-se-á quando a igreja for transladada. Então Satanás cheio de grande cólera se manifestará na plenitude do seu poder, energizará a besta (o homem do pecado) resultando daí: a grande apostasia.

-          A atividade sem procedentes dos demônios (Apoc 9:2, 11,20).

Será nestes dias que sob a permissão de Deus, que os demônios poderão desencadear todo o seu diabolismo e será quando o pecado que habita os corações dos homens poderá demonstrar o seu verdadeiro caráter.

-          O reinado cruel da "besta" que surgiu do mar - O Anti-Cristo (Apoc 13:1-10)

Um notável elemento da tribulação começará com o aparecimento de uma figura chamada nas escrituras de "Anti-Cristo", a "besta" ou "o homem do pecado". Ele levantar-se-à do mar, que é o símbolo dos povos e das nações, com sabedoria e poder satanicamente inspirados, apresentará um plano viável para o alívio dos problemas desconcertantes que têm atormentado o mundo desde os primórdios e rapidamente subirá até o posto de Ditador Mundial. Durante algum tempo, governará pacificamente, depois por força militar, ele não descansará até que cada pessoa no mundo concorde em cumprir seus terríveis desejos.

"O ANTICRISTO" - ( Dan 7:8-27; 8:8-25; II Tess 2:3-2; I Jo 2:18-22; 4:3; Apoc 16:13-17; 19:17-20).

O estudo do assunto do Anticristo precisa ser feito com grande cautela. Tal estudo é freqüentemente desaconselhado ou menosprezado por causa de teorias estranhas a respeito de quem, ou o que constituíra este poder anticristão. É particularmente importante numa época de anarquia e desassossego fenomenais como a atual, quando tudo está amadurecendo para o seu reino, que compreendamos as escrituras referentes a esse "homem da iniquidade", pois as previsões a ele relacionadas são muito distintas e definidas. Conforme afirmamos antes, interpretamos qualquer passagem das escrituras literalmente, a menos que haja algo em seu contexto, ou em alguma outra escritura que indique um sentido figurativo. Não achamos absolutamente nenhuma razão, para tomarmos a descrição do homem do pecado doutra maneira que não literalmente, sendo assim então vejamos:

O Anticristo, um sistema ou uma pessoa

Alguns afirmam que o Anticristo será apenas um fenomenal sistema voltado contra Deus e ao cristianismo autêntico, que se alastrará por todo o mundo, mas não uma pessoa. Neste caso ele seria comparável a uma ideologia ou a uma corrente política econômica/religiosa permeada (rodeada) pelo ateísmo. No entanto parece que o Anticristo será ambas as coisas, um sistema baseado em determinados princípios, mas que terá a sua expressão máxima em uma pessoa, um ser diabólico, a encarnação do próprio Diabo, que estará à frente de uma colossal organização satânica, representando a concentração máxima do ódio, da maldade e da perversão. 

A identidade do homem do pecado.

-          Ele e a besta do Apocalipse devem ser o mesmo indivíduo.

Sustentamos esta convicção pelas seguintes razões:

- ambos tem o seu curso durante o ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo.

- ambos serão destruídos na vinda final de Cristo a terra (II Tess 2:8; Apoc 19:11-20).

- ele é para ser um rei mundano com assento de poder em Roma (Apoc 17:1-11).

-          Sua personalidade é retratada atraente e poderosa - (II Tess 2:3-4,9).

Assim como Cristo é a expressa imagem de Deus, igualmente parece que o Anticristo é a manifestação culminante de Satanás, "o príncipe deste mundo". Sua vinda será "segundo sua eficácia" (energia, ou operação interna), com todo o seu poder, e sinais e prodígios da mentira e com todo engano de justiça.

- Ele é para ser um indivíduo atual - (Dan 7:20; 8:23-24; Apoc 17:17).

O Cristo impostor será um maravilhoso erudito, perfeitamente à vontade em qualquer assunto. Será exímio orador, possuindo uma língua de prata, os homens ficarão embevecidos por suas palavras, será um cientista, assim como também um grande esotérico, tendo um completo conhecimento do oculto. Suas mãos manusearão as forças invisíveis, será também um verdadeiro mago das finanças, ultrapassando em habilidade os mais capazes financistas que já viveram. Será ainda um gênio militar, sobrepujando a todos os maiores generais pelo seu magnetismo e estratégia. Os homens agregar-se-ão a ele aos milhares em torno de sua bandeira, sentido-se orgulhosos em servir sob seu comando.

-          Seu caráter é descrito: ímpio e blasfemo - (II Tess 2:3, 8-10; Apoc 13:6).

O Senhor Jesus é o justo, mas o homem da iniquidade será o iníquo. O Senhor Jesus foi nascido sob a lei (Gal 4:4); o Anticristo opor-se-á a toda lei, sendo "lei para si mesmo". Quando o Salvador entrou no mundo, Ele disse: "Eis aqui estou para fazer, oh Deus, a tua vontade (Hbs 10:9); mas do Anticristo está escrito: "Este rei fará segundo a sua vontade" (Dan 11:36). Ele estabelecer-se-á em oposição direta a toda autoridade, tanto divina como humana.

- Seu nome demonstra que ele antagoniza ao verdadeiro Cristo (Apoc 13:1-18).

O Anticristo não só opõe-se a Cristo, mas é alguém que se coloca "no lugar de Cristo". Isto significa "outro" Cristo, um pró-Cristo, um pretendente ao nome de Cristo. Ele parecerá ser e exibir-se-á como se fosse o verdadeiro Cristo. Será o falso Cristo criado por Satanás. Assim como o diabo é o Anti-Deus, não apenas o adversário, mas também o usurpador da posição e das prerrogativas de Deus, exigindo adoração a si mesmo, o Falso profeta, é o anti-Espírito, da mesma forma o filho da perdição será o Anticristo. Não apenas o antagonista e adversário de Cristo, mas igualmente seu rival, assumindo a própria posição e prerrogativas, fazendo-se passar pelo legítimo, reivindicando direitos e honras do Filho de Deus.

O tempo de sua carreira

- É para ser revelado no intervalo entre as duas fazes da vinda de Cristo - ( I Tess 4:15: 17; II Tess 2:8).

Ainda não houve nenhum indivíduo que cumpra a descrição exigida do "homem do pecado" revelado aqui na terra. Cremos que sua revelação está sendo agora impedida por um impecilho, e este impecilho é o Espírito Santo habitando em todo verdadeiro crente (I Cor 6:19), e em toda verdadeira Igreja do Novo Testamento (I Cor 3:16). É sua influência retentora, exercida através dos crentes que impede a revelação do "homem do pecado". Retirar do caminho o impecilho, então significará remover o Espírito Santo da terra. Este fato ocorrerá na primeira fase (ou estágio) da vinda de Cristo (I Tess 4:15-17), (ao referirmos a remoção do Espírito Santo, fazemos com referência a sua presença especial habitando nos crentes e na igreja, que teve inicio no Pentecostes. Esta remoção marcará o fim desta dispensação especial do Espírito. Então o seu ministério reverterá ao que era antes do Pentecostes), portanto a revelação do "homem do pecado" não se pode dar até depois da primeira fase da vinda de Cristo. E desde que ele é para ser consumido e destruído na segunda fase da vinda de Cristo, então sua revelação deve ocorrer entre as duas fases da vinda de Cristo.       


- A duração de sua carreira será de quarenta e dois meses (Apoc 13:5).

É para ser revelado pelo meio do período da grande tribulação e para continuar através da sua última parte. Três anos e meio respondem bem a "um tempo, tempos e metade de um tempo", durante o qual "o homem do pecado" tipificado em Daniel, (Dan 7:25; 12:7), espalhará o poder do povo santo (os judeus), durante o qual a mulher (representante da nação judaica Apoc 12:14), habitará no deserto. 

Suas atividades:

- Ele fará a industria prosperar - (Dan 8:25; Apoc 13:16-17).

O período da tribulação ou do reino do Anticristo começará aparentemente com uma falsa paz e muita prosperidade (Apoc 6:1-2). Parece que haverá pouca ou nenhuma dificuldade de sua aceitação com as nações gentias que logo aderirão ao seu programa de governo e religião (Apoc 17:17). Assim vemos que o Anticristo será um grande líder industrial e que ele dará ao mundo um novíssimo tráfico. No entanto logo haverá guerras, pestes e fomes. A mesma personagem que subira ao trono mundial com o propósito declarado de resolver seus males, em breve revelará seu verdadeiro propósito abominável. Usando pressão econômica obrigará o mundo inteiro a usar o seu sinal, que será um sinal de submissão ao seu pseudo-religioso programa.

- Ele fará um concerto com os judeus - (Is 28:14-18; Dan 9:27; Jo 5:43).

Sabemos que tem havido um problema semítico mundial durante séculos. As nações têm odiado os judeus e os mesmos têm sido jogados de um lado para outro sem pouso. Misturam-se com todas as nações, mas não são absorvidos por nenhuma delas, cumprindo profecia bíblica (Deut 28:63-68). Muito estranhamente, o Anticristo aparentemente resolverá este problema. Ele fará um trato amigável de sete anos entre o seu governo mundial e a então nação judaica. Essa aliança garantirá aos judeus sua integridade como nação. Os mesmos tendo voltado à Palestina na incredulidade, receberão autorização para construírem o templo de Jerusalém, e retornarem ao culto sistemático do Velho Testamento. Com isto receberão o filho da perdição como seu prometido Messias, que imitando o verdadeiro Cristo, que na ocasião de seu regresso a Terra, fará um novo pacto com a casa de Israel e com a casa de Judá (Jerem 31:31). Todos nós sabemos que a mais profunda ambição de Satanás sempre foi a de receber adoração de todo o mundo, e que esta paixão consumidora, este pecado hediondo levou-o à rebelião pré-histórica e foi a causa da qual foi julgado e amaldiçoado por Deus (Is 14:12-17; Ezeq 28:12-19).  Assim temos que com este pacto, ele então obterá ascendência sobre Jerusalém, ponto crucial de adoração humana.

- Ele fará coisas arrogantes (Dan 7:25; 8:10-12,23-24; Apoc 13:15; 17:1-18)

Com a igreja verdadeira arrebatada, será reconhecida oficialmente uma grande (universal), falsa igreja ecumênica, (a prostituta apocalíptica) a qual já vemos seus tentáculos implantados e espalhados por toda terra. Durante algum tempo será vantajoso para a Besta tolerar essa igreja mundial que debilmente estará adorando o Deus dos céus. Mas de repente e sem aviso, ele juntamente com seus dez reis, virar-se-ão contra a mãe das prostitutas, a exterminará, destruirá e colocará sua própria imagem a vista, exigindo adoração completa de todos.  

- O falso profeta - (Apoc 13:11-18).

O Anticristo terá o apoio incontinente de um ajudante que juntamente com o diabo apresentarão a sugestão de uma trindade do mal. Assim como há a trindade do bem, Satanás irá forjar uma trindade falsa com ele mesmo, a Besta e o Falso Profeta. Este será o líder da vida religiosa da humanidade, sua obrigação será a de arregimentar a adoração do mundo que a transmitirá ao Anticristo e este, por conseguinte a Satanás, que o sustenta. É claro que eles não divulgarão suas verdadeiras identidades, proclamarão em altas vozes simplesmente que o Cristo de Deus, voltou.

- Seu pacto com os judeus será rompido - (Dan 9:27b; Dan 7:25; Apoc 13:5-7).

Este acontecimento se dará na metade da septuagésima semana de Daniel, será quando ele romperá a aliança firmada com "muitos" judeus (através da qual os mesmos terão garantido sua autonomia como nação, e restabelecido o culto sistemático do Velho Testamento). Assim então temos a identidade do falso Messias revelada. Ele fará cessar as oblações e a adoração no templo no que concerne á adoração a Jeová e estabelecerá uma nova ordem de culto.

- Será exaltado e adorado como Deus - (Mats 24:15; II Tess 2:4 Apoc 13: 11-17). 

Entendemos que o templo em que o homem do pecado se sentará, será o Templo judaico construído por Salomão (hoje em ruínas), o qual o veremos restaurado em Jerusalém em algum tempo durante o período da grande tribulação (Apoc 11:1-2). Temos que o Anticristo juntamente com a nova religião ora implantada ordenará ali a cessação do sacrifício e oblações, se assentará no santíssimo lugar, e com uma audácia inconcebível, exigirá culto a si. Entendemos, porém que ele não se sentará pessoalmente no templo, mas será "representado" pela sua imagem.

- Ele perseguirá os judeus - (Dan 7:25; 11:35-41; Zac: 13:8-9; Apoc 11:7; 13:5-7).

Isto será ocasionado pela recusa dos judeus de se curvarem à sua autoridade e adorarem sua imagem. Esta recusa evidentemente vai despertar um terrível ódio deste ditador mundial, que fará um decreto de morte e um voto de derramar cada gota de sangue dos que rejeitarem adorarem como o Cristo de Deus.

- Ele comandará e conduzirá os Reis da Terra e seus exércitos contra Jerusalém, na batalha de Armagedom - (Apoc 16:13-16; 17:8-14).

Após grande perseguição e aflição, próximo ao fim do período da grande tribulação a besta e o falso profeta incitarão as nações da terra para se unirem em guerrear contra Israel. Ao desfilarem seus exércitos unidos, talvez esta seja a maior exibição de força militar jamais vista, pois estarão envolvidas as nações do mundo todo. Reunidos, marcharão contra Jerusalém, com isto não fazem senão cumprir o propósito de Deus, porque é seu designo reuni-las todas para as julgar (Joel 3:2), e derramar sobre elas sua indignação e ira (Zac. 14:2).

- Armagedon... (Is 66:15-16; Zac 14:1-13; Apoc 19:11- 20:3).

Esta será a hora mais negra de Israel, aos exércitos das nações serão permitidos capturar, e produzir grande destruição. Para Jerusalém, será hora de desolação, tristeza e vingança, será o tempo da plenitude dos gentios, quando então será pisada aos pés de Satanás (Lcs 19:43-44; 21:20-24; Apoc 11:2). Na aproximação dos exércitos e sua captura, serão mortos dois terços dos judeus então na Palestina. E os que não forem mortos, serão capturados, enxotados e assim expurgados de sua escória (impureza) (Ezeq 22:17-22; Zac13: 9). Então por algum motivo ainda não sabido, os exércitos marcharão em retirada para o norte, para a grande planície de Esdraelon também chamada de Armagedon. Porém neste momento terrível, os céus se abrirão e dele surgirá o Senhor, que virá montando num cavalo branco juntamente com todos os exércitos celestiais a segui-lo, para destruir seus inimigos e livrar seu povo.

- Por ocasião da revelação de Cristo, o Anticristo e o Falso Profeta, num ato, serão destruídos e condenados (II Tess 2:8; Apoc. 19:19-21). 

O Senhor Jesus Cristo por ocasião de sua volta destruirá o Anticristo, "o Iníquo" e o Falso Profeta. Essa destruição será efetuada pelo "sopro de sua boca" e a "manifestação de sua vinda". Finalmente o Cristo de Deus e o falso cristo de Satanás defrontar-se-ão. Mas no instante em que o conflito tiver início, terminará. O adversário será paralisado e toda resistência cessará. Então o mesmo homem da iniquidade e sua trindade diabólica, agora derrotada e deposta, serão presos lançados no local de suas condenação final, o lago de fogo.

- Inicia então um período de destruição mundial, "o dia do Senhor" - (Jerem 25:15-33, 46:10; Is 24:17-21; 26:20-21; 34:1-2).

Termina então o período chamado "dia do homem", e inicia "o dia do Senhor". Este será um tempo em que Deus interferira abertamente nos negócios dos homens em juízo e bençãos. Este período de destruição mundial é para ser um dia de duração prolongado (Zac 14:6-7), em que o Senhor vingará não somente os exércitos das nações que vem contra Jerusalém, mas também sobre todos os ímpios por todo o mundo (Ezeq 30:3; Joel 1;:15; 2:11; Amós 5:18-20; Obad. 15; Zac 1:15,18; 14:1).

- Relação da batalha de Armagedom com o julgamento das nações (Mts 25:31-46; Joel 3:2; 12-13; Mats 24:29).

Entendemos que o julgamento das nações terá lugar em conexão com a batalha de Armagedon, e se dará no vale de Josafá quando o Senhor Jesus Cristo vier na sua majestade e todos seus anjos com ele. Os textos acima são uma descrição figurada dos tratos de Deus com as nações participantes desta batalha e a destruição que sobrevirá. Há um julgamento futuro predito, que é preparatório para a entrada e o estabelecimento do reino davídico, tanto para a nação de Israel, como para as outras nações vivas.

Relações da manifestação de Cristo:

À nação de Israel:

A segunda vinda de Cristo terá referência especial à nação dos judeus, pois na dispensação do reino, desempenharão importantíssimo papel. Assim eles:

- Serão restaurados à sua própria terra - (Ezeq 36:24-28);

- Serão estabelecidos permanentemente na terra (Mqs 9:15);

- Israel e Judá serão unidos em um só reino debaixo de um só rei (Ezeq 37:21-22);

- Terão uma conversão nacional, por ocasião da volta de Cristo (Is 25:9; Dan 12:1; Mats 24:15-22,29; Roms 11:26; Is 66:8).

- Serão missionárias as nações (Slms 76:1-2; Is 2:1-3; Zac 8:13; 21; Roms 11:12-15);

As nações gentílicas:

A segunda vinda de Cristo, também tem o propósito de determinar quais nações serão incluídas ou excluídas do reino milenar de Jesus Cristo. Assim elas:

-          Serão separadas por meio de julgamento - (Mats. 25:31-33; Zac 14:1-4, 16-18).

-          As nações salvas participarão do reino milenário com Cristo - (Mats 25:34; Is 19:23-25).

-          As nações ímpias serão excluídas do reino milenário e sofrerão condenação eterna ( Mats 25:41-46). 

As nações salvas que entrarão no Reino de Cristo, serão aquelas que tiverem recebido a salvação nacional. As nações condenadas, ou "cabritos", serão aquelas que tiverem demonstrado rejeição ao Rei e ao seu Evangelho do Reino.

"O MILÊNIO" - O reino milenar de Cristo (Dan 2:44; 7:18; Apoc 20:1-6).

A grande visão profética das escrituras retrata um futuro reino econômico, político e terreno, tendo Jerusalém como sua capital e o Senhor Jesus Cristo assentado no trono de Davi. Este governo será tanto sobre a casa de Israel como sobre os reinos deste mundo, e se prolongará pelo espaço de mil anos (Lcs 1:32-33; 22:29-30). Em seu inicio, Satanás será aprisionado (Apoc 20:2-3), de forma que seus propósitos assim como sua influência maléfica será nulificada. Com isto, a injustiça cederá lugar à justiça, a violência à quietude, o ódio e a inimizade ao amor e a doce amizade; ficando assim o mundo em descanso, sob o domínio de aquele cujo poder se estenderá de mar em mar. No que diz respeito aos outros acontecimentos, que caracterizará este período consideremos o seguinte:

- Julgamento das nações vivas - ( Joel 3:2, 9,16; Mats 25; 40-41; Apoc 7).

Este julgamento "futuro" das nações se dará quando da manifestação do Senhor Jesus Cristo. Terá lugar no princípio do milênio, sobre a terra, no "vale de Josafá", ao sopé do monte das Oliveiras, e se baseará no tratamento dada pelas mesmas à pregação do "remanescente judaico", durante o período da tribulação.

- Jesus Cristo reinará na terra como rei - (II Sam 7:12; Mats 13:43; 25:31-34).

É na sua segunda vinda, que Cristo se manifestará como Rei e sentará no seu trono para reinar. Será quando estabelecerá a forma do seu futuro reino. Assim ele será:

Rei de justiça - Isaías 32:1;

Rei de Israel - João 12:13;

Rei de toda a Terra - Zac 14:9; Filip 2:10;

Rei dos reis - Apoc 19:16.

- Os santos governarão a terra com Cristo - (Mats 19:28; Lcs 19:15-19; II Tim 2:12; Apoc 3:21; 5:8; 20:1-6).

A Bíblia comprova que os doze apóstolos se assentarão em tronos a julgar as doze tribos de Israel. Afirmam que os crentes, especialmente os que morreram como mártires do Senhor Jesus, ressuscitarão e reinarão como reis e sacerdotes. Afirma ainda, que seremos vitoriosos, honrados, e convidados a partilhar com Cristo o seu próprio poder, tendo o direito de governar sobre a terra e não algum lugar nos céus. - Como será a forma futura do reino:

As escrituras sagradas revelam certos pontos importantes quanto à natureza do estabelecimento do reino do Senhor Jesus. A forma presente de tudo que vemos, bem como o final certamente será diferente. Assim o reino é para ser:

- Sobre a Terra. - (Zac; 14:9; I Cor 6:2; Apoc 5:10).

O reino do Senhor Jesus trata-se de um reino celestial, no que concerne ao seu caráter, no que diz respeito à sua esfera, ele é terreno.

- Na Terra "renovada" - (Mats 19:28; Atos 3:21; Is 65:17-25; 66:22-23; II Pd 3:13).

Durante o período do milênio a maldição pronunciada sobre a Terra, será removida. Então sua restauração será levada à plenitude. Ela terá alcance tão grandioso quanto os malefícios do pecado. O Senhor Jesus Cristo consertará e transformará esta terra, tornando-a um verdadeiro paraíso aos homens que nele confiam. Será então recriada, a ordem social de todas as coisas. O novo nascimento do mundo, ou a regeneração é a introdução da idade áurea da terra (Is 60:17).

-          Será preeminente judaico - (Is 1:26; Mats 19:28; Is 11:10-12; Os 3:4-5; Jerem 32:37-40; Amós 9:14-15).

A Bíblia conclusivamente ensina no que se refere a Israel como nação, que não houve ainda o seu cumprimento completo. Contudo ela afirma que haverá uma restauração, uma volta, e um ajuntamento (um trazer de novo a Deus), por parte dos judeus. Notamos que nas predições, há uma distinção entre os gentio e o povo judeu. Os gentios são para participar das bençãos do Senhor no seu reino, os crentes reinarão com Cristo e este terá seu trono estabelecido em um reino eminentemente judaico.

Durante o milênio, estão preditas bênçãos temporais e espirituais. Nele teremos:

era de paz universal, nela não haverá mais guerras(Slms 72:7-8; 85:10; Is 2:4; 9:6-7; Os 2:18; Zac 9:10).

Pela primeira vez na história do homem, a guerra será completamente banida de entre as nações. Finalmente o homem que por toda sua existência tem almejado a paz, mas nunca conseguiu estabelecê-la, poderá experimentar os efeitos benéficos da tranqüilidade entre seus semelhantes. Deus mesmo, por Jesus Cristo, se encarregará de implantar a tão esperada paz.

- era de progresso espiritual e de conhecimento universal de Deus - (Is 11:9; 24:6; 65:20-23; Jerem 31:34; Zac 2:11; 14:16; Salms 86:9). 

O conhecimento de Deus será disseminado por toda a Terra. O Senhor Jesus Cristo pessoalmente será o principal meio de propagação (Is 2:3). O poder de Satanás desaparecerá, pelo que os homens possuirão conceitos claros e corretos a respeito de Deus.

- a natureza será transformada (Miq 1:3-4; Apoc 16:20; Zac14: 4 Is 35:1-3; 40:4; 43:20).

Haverá profundas e radicais mudanças jamais vista neste globo terrestre no período do milênio. Montanhas e ilhas desaparecerão, ou serão transladadas a outros lugares, a terra se tornará extremamente fértil, os problemas ecológicos serão completamente resolvidos e os desertos áridos produzirão água em abundância. Arvores crescerão em grande número e não haverão derrubadas indiscriminadas como nos dias de hoje. Na região da Palestina surgirá um novo rio (o rio da vida), cujas águas conterão elementos que purificará qualquer fonte o rio da vida, inclusive o Mar Morto que a milhares de anos está podre, será purificado pelas águas deste rio (Ezeq 47:7-10; Zac 14:8; Apoc 22:1). Os animais selvagens que sofrem os efeitos nocivos do pecado também serão favorecidos. O Senhor Jesus vai transformar toda a criação quando estabelecer o seu reino na terra. A natureza selvagem será completamente alterada (Is 11:6-8; 65:25, Ezeq 34:25; Os 2:18).

- A morte será uma raridade no milênio (Is 65:20-22; Zac. 13:2; Is 26:10; Zac 8:4-5). 

Ser menino na idade de cem anos parece uma história imaginária. Mas exatamente é essa promessa que recebemos do Senhor para viver durante o milênio. Com a prisão de Satanás e a eliminação dos espíritos demoníacos da terra os homens poderão resistir ao pecado e aceitar a Cristo como seu salvador com mais facilidade. Apesar de toda a facilidade, porém muitos se rebelarão contra a soberania do Senhor, esses ímpios serão severamente punidos pelo Senhor Deus. Ao que parece a idade física que o homem atingirá, vai ser determinada pela obediência à lei de Cristo, a desobediência produzirá a morte. Assim será concedida uma idade mínima para os perversos morrerem durante este período.

- centro do governo milenar - ( Apoc 21:2-3; Zac 9:10).

O centro de governo de reino mundial do Senhor Jesus Cristo, indiscutivelmente será a cidade de Jerusalém. Ele reinará soberanamente nos quatro cantos da terra. Não haverá uma só nação que não estará sob o seu domínio. Todos os reinos deste planeta o reconhecerão como rei e senhor.

Vemos a seguir alguns títulos conferidos ao milênio nas escrituras. Estes títulos ajudarão a compreender a importância e o significado áureo deste período futuro. Assim encontramos:

"A regeneração" - (Mts 19:28).

Este título demonstra o caráter terreno desta era. Será um tempo durante o qual a terra será renovada ou "regenerada", quando então será recriada a ordem social.

"O último dia" - (Jo 6:40).

Este título aponta o milênio em suas relações dispensacionais. Será o dia final da semana dispensacional da Terra, o dia do descanso sabático de Deus.

"Tempos de refrigério" - (Atos 3:19-20).

Este título demonstra quão abençoada será esta era vindoura. "Refrigério" aqui, sugere "refrescamento", uma nova vida, a fertilidade que se segue à chuva abundante, após uma longa seca.

"Tempo de restauração de tudo" - (Atos 1:26; 3:20-21).

Este título fala sobre os resultados da restauração, que terá pleno cumprimento nesta era. As coisas que diz respeito aqui são aquelas "de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a Antigüidade", e eles falaram sobre:

-          A restauração de Israel à sua terra (pacto palestino) - Gens 122; Deut 30:1-9, Roms 11:26.

-          A restauração da teocracia sob o Filho de Davi (pacto davídico) - II Sam 7:8-17; Zac 12:8). 

"O dia de Cristo" - (Fil 1:6).

Este título chama atenção para a exaltação e a glória do Rei. "O dia do homem", está tendo prosseguimento enquanto Cristo estiver ausente da terra. Mas Deus já estabeleceu os limites para este dia, tendo decretado que será seguido pelo "dia de Jesus Cristo". Então e somente então, é que Jesus reinará como "rei dos reis e Senhor dos senhores" (Zac 14; 9).

O fim dos mil anos dará inicio às eras intermináveis da eternidade - (Apoc 20:3-10).

Durante a era milenar o mundo inteiro ficará sob o domínio e o senhorio do Senhor Jesus. Mas apesar disto disso, nem todo o mundo se converterá. No fim deste período Satanás será solto de sua prisão (Apoc 20:7). Ele sairá para enganar as nações e os homens se revoltarão contra Deus e o seu Cristo. Assim uma vez mais sobrevirá julgamento da parte de Deus dos céus e Satanás receberá sua condenação final, no lago do fogo.

-          A bem-aventurança final dos justos e destinos final dos ímpios - (Jo 14:2; 17:24; Roms 8:18; Hbs 11:10, 16; 113:14; Apoc 21 e 22).

Quantos aos justos:

O bem-aventurado final dos justos está descrita em Apoc 21. Onde se vê a Nova Jerusalém descendo do céu para a nova terra. Os salvos formarão esta cidade celestial. Haverá nela completa satisfação, todo aborrecimento e causa de tristeza se acabaram. Talvez "glória", seja a palavra que melhor descreve a felicidade dos justos. Haverá graus de bem aventurança e de honra, proporcionais à capacidade e a fidelidade de cada alma. Cada qual receberá a medida de bençãos e de privilégios que sua capacidade e suas possibilidades tornaram possíveis. Assim este estado final, uma vez que alguém entre nele, será imutável quanto as suas características e interminável quanto à sua duração.

Quanto ao julgamento dos ímpios - (Apoc 20: 11-15).

Chegando ao término da dispensação do Reino, ainda resta uma grande questão a ser resolvida. É o julgamento dos mortos que não foram justificados, esse julgamento é chamado na Bíblia de julgamento do grande trono branco. Para estes, esta será a visitação final de Deus. Desde o começo dos tempos os injustos ficaram confinados num lugar de tormento temporário chamado "Sheol" em hebraico e "Hades" em grego (Lcs 16:19-31).  Evidentemente os justos ao morrer foram imediatamente para outra seção do Sheol onde ficaram até a ressurreição e ascensão de Cristo, quando o lugar dos mortos justificados foi mudado para o terceiro céu, paraíso ou trono de Deus (Efs 4:8; Atos 7:55-56; II Cor 12:24).

Enquanto os mortos justificados vão ressuscitar, por ocasião do arrebatamento e no começo do milênio (Apoc 20:4-6), os injustos "não viverão" até o fim dos tempos quando eles serão levados à presença do Grande Trono Branco, quando serão abertos os livros.

A punição dos ímpios será eterna, e isto é coerente com a justiça de Deus - (Mats 25:41, 46; Apoc 14:11 ).

Não apenas a culpa eterna, mas também o pecado eterno, requer uma punição eterna. Enquanto os homens, na qualidade de criatura morais, se mostrarem contrários a Deus, merecerão castigo. Deus é reto e justo (Roms 3:26), e é por esta razão que Ele tem o direito e a obrigação de punir o pecado. Assim aqueles que chegarem a comparecer ante o Grande Trono Branco, a fim de serem julgados, serão aqueles que tiverem sido classificados como os que "merecem" a chamada "segunda morte".

-          Os novos céus e a nova Terra - (II Pdr 3:5-13; Roms 8:19-23; Is 60:10; 65:17).

A palavra de Deus promete um novo céu e uma nova terra. Evidentemente é o propósito de Deus exterminar o último vestígio do pecado. Esses novos céus e nova terra não são de forma alguma uma renovação ou purificação de nosso presente universo. Antes, os nossos atuais céus e terra serão mandados de volta para o nada do qual Deus os chamou no principio. Neste novo lugar da criação do Senhor, tão maravilhosa será a majestade de Deus, que as belezas dos antigos céus e terra serão completamente esquecidos (Is 65:17). E esse universo será o lar dos redimidos para toda a eternidade.

A Capital Celestial - (Apoc 21:1-17).

Suspensa entre os novos céus e a nova terra criados por Deus, ficará a divina cidade de pedras preciosas, a Nova Jerusalém. Será a obra prima do poder criativo de Deus. Será de ouro puro, como cristal transparente. Terá 1.500 milhas quadradas e terá a forma cúbica. A cidade de Deus reunirá todos os redimidos de Deus, terá nos seus fundamentos os nomes dos doze apóstolos, e nos seus muros os nomes das doze tribos de Israel, o povo de Deus.

Nela não haverá mais maldições - (Apoc 22:3-5).

Todas as coisas que tiverem tido vinculação com o pecado, com a tristeza e com o sofrimento, serão removidas. A impecabilidade e a santidade perfeita habitarão para sempre.

O Trono de Deus e o cordeiro estarão ali - (Apoc 22:3).

Os redimidos estarão para sempre ligados a esse trono. A desordem jamais perturbará ou interromperá o governo bendito e perfeito de Deus, por toda a eternidade.

Será dada uma visão eterna - (Apoc 22:4).

"... vê-lo face a face..." Não mais contemplaremos como que por um espelho. Que alegria será a nossa, quando O virmos face a face, tal como ele é, para jamais deixarmos de comtepla-lo.

Haverá posse eterna e possessão eterna - (Apoc 22:4).

O nome do Senhor estará nas frontes dos redimidos. Somos dEle e Ele é nosso, unidos para eras eternas.

-          O nascer da eternidade - (II Cor 15:24-28; Apoc 21:1-27).

Ao término da "era das eras", quando Cristo entregar o reino a Deus e Pai, quando houver destruído todo o principado, bem como a toda a potestade e poder. Isso porá fim ao que compreendemos por "tempo".

... E então teremos a eternidade, e sobre o seu fim não há qualquer indicio. 

 

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