DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

O ESPÍRITO SANTO



A sua importância.

O estudo do Espírito Santo de Deus é importante devido a quem ele é, o que ele fez, faz e ainda fará na história da humanidade. Ou seja o Espírito Santo é Deus, e aquilo que se conhece verdadeiramente do Senhor, só é possível por sua pessoa. Ele é o alicerce da vida e também  da religião;  Enquanto o mundo associa-o ao fanatismo, ele no entanto  se mantém ativo em todas as áreas da vida, sendo dela o criador. Também trabalha na providência, na política, nos talentos humanos, na salvação e no crescimento espiritual. Inspirou a Bíblia e agora ilumina as nossas mentes para que possamos entende-la. Sua vinda ao mundo era tão necessária a nossa salvação quanto a vinda de Cristo. Sem o Espírito Santo nossa religião é vazia e não temos provas de nossa salvação (Roms. 8:9,16). É ele quem nos dá a vida física (Jó 33:4), espiritual e ressurreta (João 3:5; Roms 8:11), sendo ele o autor de tudo que é bom e agradável em nossa existência (Gal 5:19-22).

I - A personalidade do Espírito Santo

Ter personalidade implica na qualidade ou fato de ser uma pessoa. Quanto ao Espírito  Santo, isto é um fato descrito na Bíblia, tanto quanto a  personalidade do Pai e do Filho. As igrejas primitivas o conheciam como uma pessoa Divina, que poderia ser seguida (Atos 13:2),  e com quem poderiam ter comunhão (II Cor 13:13; I Jo 5:7).

Pode se dizer que a personalidade existe quando se encontram em uma única combinação, inteligência, emoção e volição, ou ainda, auto-consciência e auto-determinação. Quando um ser possui atributos, propriedades e qualidades de personalidade, então esta se pode atribuir a esse ser inquestionavelmente. Características pessoais são atribuídas ao Espírito Santo.

Por características não nos referimos a mãos, pés ou olhos, pois essas coisas denotam corporeidade, mas, antes, qualidades como: conhecimento, sentimento e vontade, que indicam personalidade.

A Ele pelas Escrituras são atribuído,

-  inteligência –  I Cor 2:10-11; Atos 15:28; Roms 8:27.

-  Amor  - Roms 15:30

-  Tristeza – Efs 4:30

-  Vontade – I Cor 12:11

-  Bondade – Neem 9:20.

Atos pessoais são atribuídos ao Espírito Santo.

Através das escrituras o Espírito Santo é apresentado como um agente pessoal, a realizar atos que só  podem ser atribuídos a uma pessoa.

- Ele penetra e investiga as profundezas de Deus.  I Cor 2:10.

- Ele fala -  Apoc 2:7; Gal.  4:6, Jo 15:26; Atos 8:29; 13:2.

- Ele intercede – Roms 8:26.

- Ele ensina – Jo 14:26; 16:26.

- Ele guia e conduz – Jo 16:12,14; Roms 8:4. 8.

- Ele chama os homens  e comissiona-os -  Atos 13:2; 20:28.

- Ele inspirou as Escrituras  - II Pd 1:21.

- Convence, conforta  e regenera  o pecador – Jo 16:8,11; 14:16; 3:5.      

As ações do homem para com o Espírito Santo, merecem  tratamento pessoal.

-          Podemos rebelar-nos, (Is 63:10; Efs 4:30), mentir ou tenta-lo  – Ats 5:3; 9.

-          Blasfemar, (Mts 12:31,32), resistir contra Ele, ou obedece-lo – Atos 7:51; 13:2,3.

Mediante o uso de pronomes pessoais a Ele empregados, as ações realizadas, associações e características possuídas, e ao tratamento recebido, as Escrituras provam que o Espírito Santo é uma pessoa.


II - A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

- As Escrituras ensinam enfaticamente a Divindade do Espírito Santo. Isto se entende que Ele é Um com Deus, fazendo parte da Divindade, sendo co-igual, co-eterno e consubstancial com o Pai e com o Filho.

As provas de sua divindade podem ser assim dividas:

- Ele é chamado “Deus”, e “Senhor” – Atos 5:3,4,9; II Cor 3:16,18; Efs. 2:22.

- (Atributos que pertencem exclusivamente a Deus, lhe  são livremente referidos:

Eternidade (Hbs 9:14; Roms 8:2), onipresença Salms 139:7,10), onipotência (Lcs 1:35), onisciência (Gens. 1:1,2; I Cor 2:10,11), santidade (Mats 28:19), soberania (João 3:8, I Cor 12:11).

- Obras divinas são por Ele realizadas:

Criação e transmissão de vida  Jó 33:4; Salms 104:30; Gens 2:7.

A encarnação e a ressurreição de Cristo (Mats 1:18; Roms 8:11).

Associação do nome do Espírito Santo aparece com  os nomes do Pai e de Cristo.

Na  comissão apostólica – Mats 28:19.

Na  administração da Igreja – I Cor 12:4,6.

Na  benção apostólica – II Cor 13:13.   

De muitos modos inequívocos, Deus em Sua palavra, proclama distintamente que o Espírito Santo não é apenas uma pessoa, mas sim uma pessoa Divina.

III -  A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

- Ao considerarmos a obra do Espírito Santo, precisamos lembrar a verdade que todas as pessoas da Trindade são ativas na obra de cada pessoa individual. Muitas destas  obras são atribuídas às três pessoas da Trindade. Este fato também é verdadeiro na criação, enquanto o Pai e o Filho são reconhecidos pela obra (Atos 45:24; João 1:3), o Espírito Santo não fica excluído.

a)  Em relação ao universo material:

-          Ele foi ativo na criação do universo – Gen 1:2; Is. 40:12,13; Jó 26:13; Salms 33:6.

-          Ele foi ativo na criação  do homem - Jó: 33:4.

-          Ele está ativo na preservação da natureza – Slms 104:10,30, Is. 40:7.

A presente ordem de desenvolvimento, na natureza e no homem, é efetuada através da agência do Espírito Santo, ou seja: Ele é o Agente Ativo da criação, (tudo criou), na preservação e na restauração do universo material – Hbs 2:8.

a)    Na inspiração – II Tim. 3:16.

Mesmo que as porções variadas da palavra de Deus viessem por ditado (Ex 20:1), visão (Apoc.1:11), ou direção íntima (Lcs 1:1-3), fica claro que toda ela deve ser vista como a Palavra de Deus, inspirada (soprada) pelo Espírito Santo (Hbs 4:12). A inspiração nunca deve ser entendida como uma mera capacidade da inteligência humana. A inspiração assegura-nos que cada palavra na Bíblia representa os pensamentos do Espírito. Isto é provado pelas declarações feitas (II Sam 23:2-3; Jerem 1:9), e também pelo fato de os próprios profetas terem estudados seus escritos, para saberem o que relatavam (I Pd 1:10-12). A palavra inspiração enfatiza que as Escrituras vieram de Deus. Muitos falam de “homens inspirados”, mas a Bíblia foi inspirada e não seus escritores humanos.

A inspiração verbal plenária – II Tim 3:16.

O adjetivo “plenário”, quer dizer “completo”, com isto queremos dizer que a Bíblia é toda inspirada. Nela não se contém a Palavra de Deus em alguns lugares, mas ela o  é na sua totalidade. Ela foi inspirada verbal e plenamente e vista como tal pelo Senhor Jesus e seus apóstolos;  O Senhor usou todas as partes do Velho Testamento em seus ensinamentos (Lcs 24:27),  e citou livros tais como Jonas e Daniel hoje contestados  pelos críticos como palavra de Deus. Outros como o apóstolo Paulo cita tanto Moisés quanto Lucas como autoridade (I Tim 5:18). A Igreja primitiva não sabia da pseudo doutrina da inspiração “por grau”, ou porções “não inspiradas” da  Bíblia. Ela toda, deveria ser crida como “inspirada por Deus”.

A limitação da inspiração. - Tão importante quanto a inspiração verbal das Escrituras, é assegurar-se que somente elas são inspiradas. Expandir a inspiração além dela, para os dias de hoje, importa em minar as verdades da Bíblia como revelação completa do Espírito Santo. Temos aviso para não aumentarmos nada nela (Apoc. 22:18). As afirmações de cada profeta moderno a respeito da continuidade das inspirações extras bíblicas, são ataques contra a própria Palavra de Deus.

c-) A obra do Espírito Santo na Salvação.

Desde a queda de Adão, o homem tem permanecido num estado contínuo de depravação. Sem a influência graciosa do Espírito de Deus nunca houve um tempo em que o homem natural pudesse amar, confiar ou vir a Deus. Em todas as épocas o Espírito teve de convencer (Gen. 6:3), vivificar, iluminar (Salms 119:25-27) e conduzir a alma a Deus (Salms 65:3-4), ele tem sido, sempre o guia e o instrutor do homem a Deus (Neem. 9:20).

d-) A obra do Espírito Santo na revelação.

Da mesma maneira que Cristo prometeu que o Espírito Santo seria nosso professor,  ele também ensinou os crentes no Velho Testamento.

- Ele ensinou os profetas – II Sam 23:2; Ezeq 2:1-2; Miq 3:8

- Ele inspirou as Escrituras do Velho Testamento – II Pd 1:21; Atos 1:16, e instruiu o povo de Deus – Neem 9:20.

A pessoa do Espírito Santo no Velho Testamento.

Existem várias referências ao Espírito Santo de Deus distribuídas pelo Velho Testamento. Mesmo que a doutrina da Trindade não esteja muito clara no Velho Testamento, a personalidade e a divindade do Espírito Santo ali são reveladas. No primeiro versículo da Bíblia (Gen. 1:1),  a palavra hebraica  para Deus, é usada no plural. Em Gen. 1:2, o Espírito é expressamente mencionado. Deus também  refere-se a si mesmo no plural (Gen. 1:26; 11:7) e em Is 48:16, as três pessoas da Trindade são mencionadas juntas. Muitos dos títulos atribuídos ao Espírito Santo podem ser encontrados no Velho Testamento (Salms 51:11; Zac 12:10, Jó 33:4).

Dons Especiais do Espírito Santo foram manifestados  no Velho Testamento.  Dons Políticos - (Gens 41:38;  Num. 11:25; 27:18).

Foi o Espírito de Deus quem deu a Israel seus líderes. 

Dons Morais

- Coragem – Jz 6:34; 11:29.

- Indignação – I Sam 11:6.

Dons físicos

- Força – Jz 14:6; 15:14

- Capacidade mecânica – Êxodo 31:2-5.

Tudo isso deve nos ensinar o significado de Zac 4:6. Sem o Espírito de Deus, não podemos oferecer-lhe nenhum serviço.

As profecias sobre o Espírito Santo no Velho Testamento.

São freqüentemente estudadas as profecias que referem-se a Cristo no Velho Testamento, mas não  devemos esquecer aquelas que predizem a vinda e a obra do Espírito de Deus.

1-     Profecias sobre sua obra, durante o ministério terrestre de Cristo – Is. 61:1-3.

2-     Profecias sobre sua obra, durante o reino de Cristo – Is. 11:1-9.

3-     A profecia da sua descida, no dia de Pentecostes – Joel 2:28.

4-     Profecia sobre a futura obra com os Judeus – Is. 44:2-3; Ezeq. 37:1-14; 39:28-29; Zac 12:10.

e-) A obra do Espírito Santo em relação a Jesus Cristo  - I Tim 3:16.  Mesmo que a interação entre as pessoas  da Trindade seja sempre  incompreensível, ainda mais misteriosa é a relação entre o Espírito de Deus e o nosso Senhor encarnado. O Salvador era tão Deus quanto homem, cansado mas onipotente, ignorante mas onisciente, capaz de crescer perfeitamente, ele era auto-suficiente como Deus, mas na sua humilhação precisava ser ungido pelo Espírito. 

A necessidade de ser ungido.

A pergunta do por quê o filho de Deus necessitava ser ungido pelo Espírito, é parte do grande mistério da encarnação. Devemos considerar exatamente o que diz as Escrituras sobre isto, para não afastarmos em vãs especulações.

O Senhor sendo ungido igualou-se aos seus irmãos.

A aliança da graça requer de Cristo a representação do seu povo, tornando-se um servo e tomando sobre si a natureza deles (Fil. 2:5-11, Hbs 2:14-17).Dessa maneira Cristo tornou-se o último Adão. E como os filhos de Deus são dependentes do Espírito para servir, Cristo também serviu a Deus pelo poder do Espírito (Ats 10:38; Isaías 61:1-3; Mcs 1:12).

Cristo tinha duas naturezas.

Como homem: Cristo foi capaz de crescer e assim foi instruído pelo Espírito de Deus (Lcs 2:40; Is. 11:1-4), e como tal, foi  por ele conduzido ao deserto para ser tentado (Lcs 4:1), e até mesmo as suas obras foram atribuídas ao Espírito Santo (Mats 12:28).

Como Deus: O Novo Testamento mostra nos que Jesus Cristo tinha pleno conhecimento da sua própria deidade (Jo 3:12-13; 8:58; 14:9-10), e quando se submete ao Espirito Santo, isto caracteriza sua humilhação, pois está deixando de usar seus poderes que lhe eram garantido por sua natureza divina (Filip 2:6-8; Mts 26:53).  

Os estágios das atividades do Espírito Santo:

O estágio pré-pentecostal.

- O Espírito Santo existia antes do Pentecostes como a terceira pessoa da Divindade, e nessa qualidade esteve sempre ativo, mas o período que antecedeu a este dia, não foi os de sua atividade especial. O período do Antigo Testamento foi de preparação e espera. As verdades conhecidas então, eram verdades simples e dadas por meio de lições objetivas. Só havia e só podia haver bem pouco contato pessoal entre o homem e Deus. Ocasionalmente, um patriarca ou profeta falava face a face com Ele, naturalmente que o Espírito esteve ativo durante aquele período; Ele descia sobre os homens apenas temporariamente, a fim de inspirá-los para algum serviço especial, e deixava-os quando essa tarefa ficava terminada, não permanecia com os homens nem neles habitava.

O estágio pós-Pentecostal

- Este período, que se estende do dia de Pentecostes até os nossos dias, pode legitimamente ser chamado de dispensação do  Espírito. A partir dali marcou o raiar de um novo dia nas relações com a humanidade. Desde então habitou nos homens, e na Igreja; Todo o trabalho eficaz que a Igreja tem feito, tem sido realizado no poder do Espírito. Ela é o verdadeiro corpo de Cristo, habitado pelo Espírito Santo, e como tal é indestrutível, idêntica ao reino e trono de Deus.

O precursor de Cristo.

- O Espírito Santo capacitou  João Batista a fazer a sua obra como precursor de Cristo (Lcs 1:15), até mesmo os seus pais estavam cheios dele  (Lcs 1:41,67).

A conceição de Cristo.

- O Espírito de Deus preparou o corpo humano do Salvador no ventre de Maria (Mts 1:18-20; Lcs 1:35).

O batismo de Cristo.

- Cristo foi ungido novamente em seu batismo (Mts 3:13-17). O propósito era:

- Dar um sinal da completa satisfação do Pai através do Filho (Mts 3:17, Slms 45:7).

- Dar um sinal para as pessoas (Jo 1:32-34; 6:27). João reconheceu que Cristo tinha o poder do Espírito Santo (Jo 3:34), e finalmente equipar  Cristo para servir (Is. 61:1-4).

A tentação de Cristo.

- Foi o Espírito Santo quem conduziu Jesus a ser tentado (Mts 4:1; Mcs 1:12).

O serviço de Cristo.

As palavras e as obras maravilhosas de Cristo foram produzidas pelo poder do Espírito (Atos 10:38; Lcs 4:16,21; Mts 12:28).

A ressurreição de Cristo – Roms 1:4; 8:11; I Pd 3:18.

Jesus Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pelo poder coordenado de Deus trino. Portanto, o Espírito Santo teve participação proeminente em sua ressurreição. 

A glorificação de Cristo:

- João Batista ensinou que somente Cristo podia batizar com o Espírito Santo (Mts 3:11). Isso não podia acontecer depois da sua ascensão. (Jo. 7:39; Atos 2:33). Quando a Bíblia fala de Cristo enviando seu Espírito não devemos entender que ele não estava presente antes daquele tempo. Essas referências apontam sua vinda dele no tempo do  Novo Testamento com poder e benção. Em Jo. 14:16-17, nosso Senhor fala do Espírito que está presente e da sua vinda futura no seu modo de ação.

O reino de Cristo vindo sobre a Terra.

- A Bíblia liga a glória do futuro reinado de Cristo ao poder do Espírito (Is 11:1-4;  42:1-4).

f-)A obra do Espírito Santo em relação aos homens não regenerados:

Ele restringe a depravação

O poder corruptível do pecado é tão grande que só o poder restritivo do Espírito Santo proíbe o mundo de tornar-se uma fossa insuportável. O fato de o governo civil, a família, a adoração a Deus, a segurança pública, a moralidade e a honestidade ainda  serem encontrados entre os descrentes, deve ser atribuído à sua graça. Isto revela que Deus restringe o homem quanto a prática de toda a sua depravação. Este poder de restrição, é revelado pelo fato que Ele “endurece” os corações ou os “entrega” à iniquidade. Deus não é o autor do pecado (Tg 1:13), isto  então significa que Deus retira as restrições antes proibitivas a certos indivíduos (Ex. 10:1; Slms 105:25, I Sam. 2:25; Roms 1:24). O poder restritivo do Espírito é uma benção que não podemos esquecer de agradecer a Deus; Os descrentes que se orgulham da sua moralidade e cultura exterior, pouco sabem sobre as profundezas da depravação que é guardada em seus corações. É de fato, uma verdade gloriosa, que Deus restringe todo e qualquer pecado que não contribui para a sua glória (Slms 76:10).

Ele concede dons especiais:

Toda boa  dádiva vem de Deus (Tg 1:17). Foi o Espírito quem se apossou de Sansão (Jz 14:6) e quem deu capacidade a Bezalel (Ex. 31:2,5); Também podemos atribuir como obra do Espírito de Deus, as  habilidades especiais concedidas a poucos; Habilidades essas que beneficiam a humanidade de um modo geral, e a sociedade em seu tempo. Além disso podemos encontrar em algumas ocasiões dons espirituais sendo dados aos não regenerados. Como a Balaão que foi dado o dom de profecia e a Judas que teve o poder de operar milagres (Mats. 10:1), e Saul que  profetizou e recebeu  poder para reinar e lutar com coragem (I Sam. 10:9-11; 11:6). O Espírito Santo não restringe a sua atividade somente aos eleitos, mas é notório que Ele freqüentemente ajuda-os e protege-os da influência daqueles que estão ao seu redor. Aprendemos ainda que Deus controla os corações dos reis (Prov. 21:1). Entre alguns,  podemos  lembrar de Artaxerxes,  Nabudodonozor e de Ciro, que mesmo sendo um pagão, foi chamado o  ungido de Deus devido o propósito especial que tinha de abençoar os judeus por seu intermédio (Is 45:1), e de como José e Daniel acharam favor diante dos seus carcereiros. Tudo isso lembra-nos que Deus pode influenciar até mesmo os não regenerados para  o bem (Prov 16:7).

O Espírito luta com eles- Gns 6:3. Ele luta com os homens, procurando refreá-los para que não prossigam em um caminho de insubordinação, impiedade, pecado e iniquidade. Esta luta é travada por meio de nossa instrumentalidade individuais, através da pregação do evangelho e mediante influência de nossas vidas.

Testifica-lhes – João 15:26.  - O Espírito testifica aos não salvos por meio da verdade concernente a Jesus Cristo.

Desperta-os – João 3:16 – Hbs 10:31.  - Ninguém pode superestimar o perigo em que se encontram os homens pecadores, a Bíblia retrata-os como adormecidos, cegos, mortos e inconscientes. A morte, o pecado, o julgamento e a eternidade não são realidades para eles, que dormem a beira do inferno (Is. 28:15). No despertar do pecador, o Espírito de Deus impressiona as suas mentes sobre a realidade da eternidade e do juízo. O pecador torna-se consciente de que está perigosamente sob a ira de Deus, e os assuntos espirituais tornam-se importantes. Mas nem todos os despertados chegam a salvação. Alguns voltam a dormir através de uma confissão vazia de religião ou pela força do mundo (Ats. 24:25).

Ilumina-os  II Pd 2:20-21.  - Enquanto apenas os regenerados são “renovados para o conhecimento” (Coloss 3:10), os não salvos podem receber um grau de iluminação. Quando um pecador está convicto, ele pode ser ignorante em relação a natureza da fé, mas vê claramente o perigo do pecado, a gravidade da eternidade e pode ser movido a temer o inferno, e a estar preocupado com o seu eterno bem. Pela primeira vez, a sua alma torna-se importante. Isto é claramente diferente da luz da regeneração que capacita o homem para amar a Deus. Esta iluminação é simplesmente um alerta na mente natural do homem para que ele veja o perigo do pecado e do juízo.

Ele convence-os  - João  16:8-11.  - Enquanto o “despertar” trata mais com  o perigo, a “convicção” é a obra de Deus pela qual é revelada a causa do perigo. Pela convicção, o homem é convencido e reprovado a respeito de sua condição pecaminosa. Eis algumas das áreas que  Ele convence o pecador:

-          Do pecado: (Atos 2:36,37)  - Deus convence os homens dos pecados grossos que tenham feito, do pecado original, da falha ao quebrar a sua lei, e de sua incredulidade  quanto a rejeição da pessoa de Cristo, e de sua justiça pessoal, que envolve a veracidade de suas declarações a seu próprio respeito.

-          Da justiça:  Os homens são convencidos da justiça de Cristo, e de sua necessidade de confiar nele (Mats 5:6).

-          Do juízo vindouro:  Juízo geralmente refere-se a domínio. Os homens são convencidos que Satanás  será vencido, e Cristo será o Rei. Os poderes do mal não terão oportunidade de vencer, mas todos ficarão diante de Deus (Atos 17:30-31; Roms 14:11).

Necessidade de convicção: - Sem a convicção, os homens nunca estariam prontos para admitir a sua total profanação, nem viriam a Cristo como necessitados (Coloss 3:11). A convicção prepara a alma para a fé em Cristo ao arrependimento. A tristeza segundo Deus (II Cor 7:10) procede o arrependimento que é uma mudança permanente acerca do pecado.

Mesmo sendo um trabalho do Espírito de Deus, contudo ele se agrada por usar certas verdades neste trabalho, assim ele usa freqüentemente as verdades  da ira divina para despertar os pecadores para a convicção e também usa:

1)  A lei (Roms 3:19-20; 7:7,13) Os homens geralmente julgam-se pelas ações do seu próximo, mas pela convicção eles entendem que a glória de Deus é o que falta para eles (Roms 3:23).

2) A bondade de Deus (Roms 2:4). Muitos têm dado testemunho de que foi  o entendimento da bondade de Deus que lhes convenceu dos seus pecados.

- As marcas da verdadeira convicção:

- Faz com que os homens aceitem suas culpas (Slms 51:4; Lcs 18:9-14),

- Destrói o egoísmo do homem (Lcs 18:9-14; Is. 64:6),

- Encara o pecado como sendo contra Deus (Slms 51:4; Lcs 15:18),

- Guia o convencido a Cristo, e não ao desespero mundano (II Cor 7:10).

A convicção pode não ser uma obra agradável, mas é necessária; Ver-nos como somos, é um pré-requisito para que vejamos  a Cristo. Nas primeiras quatro bem-aventuranças (Mts 5:3-6) nosso Senhor explica que só os que conhecem a verdadeira convicção são realmente abençoados.

g-) A obra do Espírito Santo nos salvos:

Ele habita no crente – I Cor 6:15-19; 3:36; Roms 8:9.

O Espirito Santo vem habitar ou fixar residência na vida do crente, por ocasião da regeneração, e ali permanece, seja qual for o grau de imperfeição ou imaturidade desse crente. Assim Ele possibilita o crescimento da nova vida iniciada. Esta moradia é para a realização da  obra de Cristo nas vidas dos mesmos.

Ele dá garantia de salvação – Roms 8:16; II Cor 1:22; Efs 1:14.

O Espírito não só testemunha aos crentes da filiação atual, mas dá garantia de salvação final. A presença do Espírito em nossos corações proporciona um antegozo do céu e é uma garantia de que receberemos a herança  incorruptível e impoluta, que não fenece, reservada no céu (I Pd. 1:4,5).

Ele sela – Efs 1:1-14; 4:30.

Ele sela divinamente o pecador, no momento em que crê, tornando-o então propriedade sua, e dando a garantia da herança eterna.

Ele liberta – Jo 8:32,36; Roms 7:9-24, 8:2.

Ele liberta o homem, da lei do pecado e da morte. É obra  dele livrar-nos do domínio desta lei, e capacitar-nos a andar em harmonia com Deus.

Ele fortalece – Efs 3:16-19.

Os resultados desse fortalecimento são claramente vistos. O seu poder se torna operante em nossas vidas corporificando e entronizando realmente Cristo, o que é descrito como sua habitação (fixação permanente de residência) em nossos corações.

Ele enche o crente – Efs. 5:18-20.

Ser cheio do Espírito, não é limitado a uma única experiência, mas pode ser repetida incontáveis vezes.

Produz o fruto das graças – Gal 5:22,23.

O fruto do Espírito, é na realidade, o retrato do caráter de Jesus Cristo.

Possibilita todas as formas de comunhão com Deus – Gal 4:6; Jd 20.

(1) Ditando  oração e intercedendo -  Efs 6:18; Roms 8:26-27.

(2) Movendo nos a adorar. Efs 5:18-20.

A adoração, a veneração e a contemplação da criatura a seu Criador, deve ser levada a efeito em completa dependência da orientação do Espírito.

Ele vivificará o corpo do crente – Roms 8:11,23.

A ressurreição é atribuída ao Espírito Santo, como também as demais pessoas da Trindade. Ele fará retornar à vida os nossos corpos depois da morte física.

Ele guia – Roms 8:14.

(1) Chama para o serviço especial – Atos 13:2-4.

O Espírito Santo não somente dirige o teor geral da vida cristã, mas seleciona e chama homens para trabalhos especiais, tais como missões, ensino, ministério e etc.

(2) Lidera e orienta em serviço – Roms 8:14; Gal 5:16, Atos 8:27,29.

Quando nos rendemos a Deus, o Espírito não só dirige nossas vidas pessoais, mas também nos orienta para conduzirmos outras pessoas a luz de Deus.

Equipa para o trabalho – I Cor 1:7.

Conforta e ilumina – I Cor 2:9,12; Efs 1:17; I Jo 2:20,27.

Ensina instrui e capacita – Jo. 16:13,14; I Tess 1:5.

Distribuí dons  espirituais  - I Cor. 12:4-11.

Notai que “a manifestação do Espírito é dada a todo o homem (isto é, todo homem salvo) para o que for útil vs. 7”. Nenhum salvo pode dizer verdadeiramente, que está com falta de habilidades espirituais no serviço do Senhor.

Definição de dons espirituais:

Os dons espirituais são capacidades e talentos dados a alguém pela operação interna do Espírito Santo. Eles devem ser distinguidos do dom inicial do próprio Espírito concedido ao pecador num momento para que ele alcance a salvação (Atos 2:38; 10:45; 11:17; I Cor 12:4). Estes dons, também não devem ser confundidos com habilidades ou talentos naturais. A pessoa nasce com certas capacidades que podem ser desenvolvidas. Dons espirituais não são, por um lado, um produto de nascença mas do poder do Espírito Santo.

Tipo de dons espirituais - Roms 12:5-8; Efs 4:11-12;  I Cor 12:8-10, 28-29.

Várias classificações têm sido sugeridas:

Administrativo, funcional, sinal, edificação, autenticação, permanente, temporário; Alguns dons foram determinados como sinais (línguas, milagres, cura, revelações, sonhos, visões, etc). Outros dons permitem a igreja operar de forma mais ordenada (ajudas, governos), ou abençoa a alguns com suprimentos especiais (mostrando misericórdia, exortação e alegria), e um grande número de dons concernentes ao ministério da palavra (ensino, instrução e profecia). Aqueles dons, dados unicamente para suprir as necessidades das igrejas apostólicas eram obviamente temporários. Isso inclui todos os dons de sinais e qualquer dom que envolva a revelação direta a parte da Bíblia. Verificando os vários tipos de dons espirituais, notamos também que certos homens talentosos estão na lista (I Cor 12:28-29). Os homens que ocupam estas posições têm que possuir indubitavelmente mais que um dom que leve a cabo os seus trabalhos; Eles próprios são dons à igreja (Efs 4:7-12). No entanto alguns destes ofícios como apóstolo e profeta eram temporários. 

A fonte dos dons do Espírito.


Os dons do Espírito têm uma dupla origem:

1) Eles foram dados por Cristo – Efs 4:7-11.

2) São dados pelo Espírito – I Cor 12:4-11.

Estes dois pontos podem ser conciliados entendendo que o Espírito foi dado à igreja por Cristo. O Espírito foi chamado “o dom” da ascensão de Cristo para a igreja (Ats 2:33, Jo 7:39). O Espírito, tendo assim enviado, produz dentro de nós habilidades espirituais necessárias.

Todos o crentes têm dons espirituais (I Pd 4:10, I Cor 12:7), contudo é correto dizer que os dons foram dados a igreja. Nem todos os cristãos são membros de uma igreja do Senhor, mas a vontade de Deus é que eles sejam. A igreja é o lugar apropriado para o exercício dos dons do Espírito. Os dons foram dados a igreja para o seu desenvolvimento espiritual (Efs. 4:8-12, I Cor 12:13-31) Os dons são dados aos santos individualmente, de forma que a assembléia como um todo seja abençoada. É falso o conceito atual, em que as pessoas recebem dons espirituais para serem pessoalmente abençoadas, cada dom é para o corpo de  Cristo como um todo. Nós não recebemos os dons para o nosso próprio beneficio, mas para o beneficio do corpo. Assim como o corpo humano há uma interdependência entre os membros. O bem do corpo deve ser o fator controlador no exercício de qualquer dom espiritual. Este é o tema central em I Coríntios capítulos 12-14.   

O Regulamento dos dons do espírito

Considerando que os dons espirituais são dados para o benefício do corpo, então eles devem ser  regulados de maneira que esta finalidade  seja alcançada. Enquanto são determinadas regras específicas (I Cor 14:27; 33-34 ), o preceito geral é permitir que o amor para com os outros controle as nossas ações. O amor é tão importante  no exercício de dons espirituais que a maior exposição de amor da Bíblia é encontrada em meio a uma discussão sobre dons espirituais (I Cor 13:1-13).

Mencionado o regulamento dos dons espirituais notaremos que isto implica no poder de controlar dons por aqueles que os possuem ( I Cor 14:32-33). Aqueles que perturbam os cultos de adoração com ações descontroladas não podem atribuir o seu comportamento ao poder do Espírito de Deus. 

Os nove dons temporários – I Cor 12:8-10.

Temos aqui listados nove dons que foram possuídos peculiarmente pelas igrejas apostólicas. Estes dons (assim como o ofício de apóstolo e profeta) foram dados por Deus temporariamente e não permanente.

1)     A palavra de sabedoria – Atos 6:8-10; Mats. 10:19-20.

Esta era a habilidade sobrenatural de tomar decisões ou não falar baseando-se em estudo ou premeditação, mas pelo trabalho direto do Espirito Santo na mente.

2)     A palavra do conhecimento – Atos 54:1-10; II Reis 5:25-26.

Esta era a habilidade de saber fatos e compreender situações em virtude de uma revelação direta pelo Espírito Santo.

3)     O Dom da fé – I Cor. 13:2; Atos 3:1-9.

Isto é o que chamaríamos de “fé milagrosa”. Esta fé não era possuída por todos os crentes, mas era soberanamente dada por Deus segundo o seu querer (I Cor 12:11). Não deve ser confundida com a fé salvadora, comum a todos os crentes.

4)     Dons de cura – Atos 3:1-12.

Esta era a habilidade de curar a vontade (Atos 9:32-35). A cura foi executada como um sinal (Jo 10:38, Atos 4:29-30).

5) Operar milagres –  Hbs. 2:3-4.

Esta era a habilidade de fazer milagres como um sinal ou a confirmação de que a mensagem era de Deus.

6) Profecia

Esta era a habilidade de receber e comunicar à outras pessoas mensagens ou doutrinas que vinham da revelação direta de Deus. A Bíblia foi escrita por profetas.

7) Discernir de Espíritos.

Esta era a habilidade de discernir se aqueles que reivindicavam exercitar dons espirituais eram de Deus ou de Satanás. As igrejas primitivas não tinham o Novo Testamento completo para examinar os ensinos dos profetas.

8) Línguas – Atos 2:1-11.

Esta era a habilidade sobrenatural de falar em idiomas que não haviam sido adquiridos através de estudo. Isso também aconteceu como um sinal (I Cor. 14:22).

9) Interpretação de Línguas – I Cor 14:27.

Esta era a habilidade sobrenatural de interpretar aqueles que falavam em línguas.

Os dons temporários


Os batistas acreditam historicamente que alguns dons espirituais (e ofícios) pertenceram à infância da igreja do Senhor. Esse foi um resultado natural de posicionamento em relação a Bíblia. Este posicionamento asseguraram à Bíblia como “única regra de fé e prática”. Quanto a onda  moderna milagrosa é examinada, pensamos que o caminho está sendo preparado para a vinda do Anticristo (II Tess. 2:8-12). A sua vinda será durante um tempo de grande ênfase as maravilhas e feitos milagrosos (Mts 24:24; 7:22-23).

Fatos que provam a natureza temporária daqueles dons.

Nesta seção desejamos provar a afirmação de que alguns dons eram temporários. Assim precisa ser entendido que nós não estamos tentando provar que Deus não cura, faz milagres, ou não conduz e não ilumina o seu povo. Todo crente regozija-se quando Deus ouve as suas orações. No entanto, há uma grandiosa diferença entre Deus curar em resposta a oração e em um homem que tem o dom  de cura como um sinal. O que nós estamos afirmando é que esses dons que tinham a finalidade de autenticação ou revelação eram temporários. Senão vejamos agora algumas das razões e o porquê esta posição realmente é verdadeira.

a)     As igrejas primitivas tinham necessidade especiais que não são encontradas nas igrejas hoje:

1) Elas não tinham o Novo Testamento completo, então tiveram  necessidade de várias revelações divinas.

2) Elas precisavam de sinais para autenticar as revelações recebidas (Hbs 2:3-4).

Nenhuma das razões dadas pelos religiosos modernistas para nossa suposta necessidade de dons milagrosos são bíblicas. Eles afirmam que estes dons farão da igreja mais espiritual, porém os dons necessariamente não tiveram este efeito na igreja apostólica (Comparar I Cor 1:7, com 3:1-3). Eles reivindicam que como as pessoas de Deus ainda adoecem, ainda precisamos de dons de cura. Isto revela a falta de entendimento quanto a operação daqueles dons. Naquela época os que o tinham, agiam como um sinal para os incrédulos. Nos dias de hoje Deu

s cura de acordo com a Sua vontade mas não como um sinal. Não há nenhuma razão bíblica para que as igrejas com um completo e totalmente autêntico Novo Testamento necessitem destes noves dons milagrosos.

b)     O testemunho da história da igreja.

A história da igreja confirma o ensino de que estes dons milagrosos foram limitados a tempos apostólicos (Hbs 2:3-4). Os mesmos religiosos modernos reivindicam que a carnalidade e a falta de fé são os responsáveis para que os dons deixem de existir. Isto porém contradiz vários fatos:

1.      A igreja em Corinto era carnal ( I Cor. 3:1-3) contudo teve abundância de dons.

2.      Os dons são soberanamente dados por Deus ( I Cor 12:11). Se eles cessaram tratou-se da sua vontade que eles cessassem e não porque faltou fé nos crentes.

3.      Cristo sempre teve igrejas sãs e elas teriam recebido estes dons se eles fossem ainda disponíveis (Mats 16:18).

c)     O testemunho do apóstolo Paulo.

Em I Cor 13:1-3, Paulo está revelando a importância do amor e a sua superioridade sobre outros dons. Provando a superioridade do amor ele declara algumas verdades interessantes relativas a natureza temporária dos dons milagrosos.

1.      Em I Cor 13:10, é anunciado um princípio básico. Somos ensinados que o incompleto será substituído com a vinda daquilo que é perfeito. A revelação incompleta do vs.10 será obviamente os dons milagrosos (vs 9), e nós acreditamos que a Bíblia é perfeita. Sendo assim o vs. 10 ensina obviamente que as revelações de Deus que “vinham em parte”, uma parte hoje, outra amanhã para os apóstolos, logo que Deus tinha acabado de dar tudo quanto é necessário para o nosso conhecimento e nossa orientação, retirou a imperfeição, decretando assim o fim da era dos dons milagrosos. Alguns tentaram evitar esta lógica dizendo “o que é perfeito” refere-se ao céu, ou a  vinda de Cristo. Esta interpretação será rejeitada pelas seguintes razões:

a)     “Perfeito”, é aplicado a um objeto neutro. É difícil acreditar que Paulo referira-se a Cristo como um “o que”.

b)     O contexto não está tratando do retorno de Cristo mas diferentes graus para se completar a revelação:

(1)   Revelação parcial dos dons espirituais  (vs 9).

(2)   Revelação completa da palavra de Deus.

(3)   A escritura deve ser interpretada de acordo com seu contexto.

(4)   Em Tiago 1:25 a Bíblia e tida como “perfeita”.

2.      Em I Cor 13:11, temos a insinuação de que os dons milagrosos foram para os tempos da infância da igreja.

3.      Em I Cor 13:8-13, Paulo parece comparar a permanência relativa da fé, esperança e amor com os dons milagrosos.

a)     O amor nunca falha (vs 8). Esta é uma graça que nós desfrutaremos até mesmo no Céu para sempre.

b)     A fé e a esperança continuam, quando comparadas aos dons milagrosos (vs 13,8-10). Lembremo-nos porém que o amor ainda é superior a fé e a esperança, pois elas serão desnecessárias após o retorno de Cristo (Roms 8:24).

c)      Os dons milagrosos foram temporários (vs 8). Eles não serão eternos como o amor e não continuarão até o retorno de Cristo como a fé e a esperança.

Hoje em dia, não se deve admitir a existência de um profeta na igreja, no sentido de alguém que alega ensinar coisas especialmente reveladas para ele (o que sucede nas igrejas “renovadas”, etc.). Não deverá existir o falar em línguas, a não ser que se trate de alguém que fale um idioma legítimo, traduzido por outro para que a igreja entenda (I Cor 14:27-28). As línguas têm de ser aprendias hoje em dia, na escola, nos cursos, não vem pelo poder milagroso de Deus.

O Batismo no Espírito Santo -  João 14:16-18;  Efs 2:19-22

O Que é o Batismo no Espírito Santo? Eu devo buscar esta experiência?


Estas perguntas tornam-se cada vez mais comuns  ao passo que muitas igrejas modernas propagam seus pontos de vistas conflitantes acerta destes ensinamentos. Idéias falsas do batismo no Espirito Santo.

O batismo no Espírito Santo, para muita gente, é uma coisa que vem após a salvação chamado de a Segunda benção, ou a santificação inteira. Aqueles que acreditam  nisto, diz que recebe os dons e a exterminação do pecado inteiramente da vida. Só pensar nisto por um minuto, mostra que não pode ser a verdade sobre a vida do crente ainda presente no mundo. Diz-nos a Bíblia que a exterminação da natureza velha e pecaminosa do crente é uma impossibilidade -  Roms. cap. 7 e 8.

Sua vinda uma nova dispensação final – Ats 2, 1:4-8; Lcs 24:49, I Cor 13:8-13.

Não há absolutamente nada que justifique a crença que o Pentecostes é para repetir-se em experiência na vida de cada crente. Ele veio em cumprimento de profecias e promessas definidas e particulares e marcou o princípio de uma dispensação especial,  também foi a prova de que o trabalho remissório de Cristo estava acabado e aceito pelo Pai e assim foi glorificado no céu (Atos 2:33; Gal. 3:13-14); Portanto o batismo no Espírito Santo foi um ato histórico e único de Deus, ocorrido no dia de Pentecostes, com efeitos permanentes, os quais duram até o dia  de hoje. Através deste batismo, a igreja coletivamente e como instituição, foi identificada como corpo de Cristo,  organizada por pessoas de diversas raças, e revestida de poder para efetuar sua missão de evangelismo mundial. Os dons milagrosos (línguas, cura e etc) que a acompanhavam, duraram até o fim da era apostólica, sendo eles substituídos pela Bíblia completa, em qualidade de autenticação e orientação da igreja  para todos os tempos; Na ocasião de sua vinda o  Espírito Santo veio habitar a igreja como templo de Deus,  e nunca abandonou esta habitação (Ats 2; 1:4-8; I Cor 13:8-13; Efs 2:19-22; 4:11-16; Jo 14:16-18).

O “Batismo” como um sinal.

O batismo com o Espírito, foi  uma ação e um sinal importante. João Batista afirmou claramente que eles podiam reconhecer o Messias pela sua capacidade de batizar com o Espírito (Mts. 3:11). Então o batismo com o Espírito Santo verificou as reivindicações de Cristo, e a autoridade da igreja local. No dia de Pentecostes (o banquete das primícias), reuniram-se judeus de toda a parte do Império Romano para adorar a Deus em Jerusalém (Ats 2:1-11). Lá eles encontraram a primeira igreja composta pelos discípulos humildes de Cristo. O Templo judeu  que tinha sido a casa do Pai (Mats 21:13; 23:38), permaneceu destituído por Deus como aspecto espiritual, e a assembléia cristã passava a ser verdadeiramente a casa de Deus (I Tim 3:15).

O Espírito Santo veio habitar a Igreja como templo de Deus.

Deus habitou no meio do seu povo antigo no tabernáculo (Ex. 29:45-46; 40:34-38), no templo ( I Rs 9:3; II Cor 5:14; 7:1-3), e na época atual, ele habita a sua igreja na pessoa do Espírito Santo (Efs 2:19-22). No dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio acompanhado do som “como um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados, e de língua repartidas, como que de fogo”. Também os discípulos começaram a falar em línguas que nunca tinham antes falado (Atos 2:2-4). Isto mostrou para  todos, que o  Espírito Santo tinha chegado como Jesus havia prometido (Atos 1:5; João 14:16-18). A partir de então ele habita cada coração individualmente dos filhos de Deus, mas a igreja, ele a habita de maneira especial. Ele a batizou de uma vez por todas, trazendo-lhe plenos  poder e os dons necessários para a obra da evangelização do mundo (Lcs 24:47-49, Ats 1:8).

Desde o dia de Pentecostes o Espírito Santo entra em todo o crente na conversão e jamais parte – João 7:38,39; Ats 10:1; Gal 3:2; Efs 1:13; 4:30; Jds 19.

Todo crente recebe o Espírito Santo no seu coração no exato momento em que aceita Jesus como seu salvador (Roms 5:5; Roms 8:15,16; II Cor 1:22). Quem tem o Espírito, é filho de Deus, “... mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Roms 8:9), sendo o corpo do crente  o templo do Espírito Santo ( I Cor 6:19-20), é loucura orar para te-lo, ainda que possa orar pelo seu poder e plenitude. Tão pouco precisa-se orar para que Deus não lhe tire, porque ainda que possamos  entristecê-lo, e apagá-lo (I Tess 5:19) ou  recusar seus impulsos, não obstante estamos  permanentemente selados pela sua presença. Tem muita gente, hoje em dia, pedindo o seu batismo, porque não conhecem o verdadeiro sentido do mesmo. A palavra de Deus manda que andemos no Espírito (Gal. 5:16) e nos enchemos do mesmo (Efs 5:18) mas em nenhum lugar manda que  batizemo-nos no  Espírito. Portanto o crente não poderá ter a experiência do batismo do Espírito, pois isto foi um fato histórico acontecido uma só vez há  mais de 1900  anos atrás, no dia de Pentecostes. Para que o crente agora habitado pelo Espírito Santo possa gozar os benefícios dos seus frutos de uma maneira especial, ele deverá aceitar o batismo bíblico, e ingressar em uma igreja autêntica, pois foi para as mesmas que Cristo deu-lhes o poder à executar as suas ordens (Atos 1:8).  


 

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