Articles Tagged ‘Doutrina’

Antropologia

DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

O HOMEM

 

Ao ser criado, o homem tinha inteligência suficiente para pensar, raciocinar e falar, para tirar conclusões e tomar decisões. Tinha um idioma, e evidentemente dominava-o perfeitamente. Aqueles que acreditam na ascensão do homem ensinam que ele começou a vida numa escala muito inferior  àquela na qual atualmente vive.  A única queda que reconhecem é para cima. Ensinam que o homem tem atingido alturas mais elevadas do que qualquer altura em que foi posto em seu início. Mas isso não pode ser verdade, visto que as Escrituras ensinam justamente o contrário. De fato, há evidencias abundantes que mostra que o homem se tem degradado de uma posição muito mais elevada. Tanto a Bíblia como a ciência concordam em fazer do homem a obra máxima da criação material de Deus. Não nos devemos esquecer no entanto de que, enquanto o homem, por um lado de sua natureza, está ligado a criação animal, é contudo sobrenatural, um ser de natureza mais alta e mais esplêndida;  ele foi criado à imagem e semelhança de Deus.

A CRIAÇÃO   -  (Ecls. 7:29).


O homem foi criado um ser santo (à imagem de Deus), possuindo faculdades intelectuais e uma natureza santa, com a responsabilidade de desenvolver um caráter santo.

Sua realidade

Decretada   - (Gen. . 1:26).

Declarada – (Gen. 1:27).

Seu método

a)     O homem veio à existência por um ato criador  - (Gen. 1:27).

b)      O homem recebeu um organismo físico por um ato de formação – (Ecls. 12:7).

c)     Foi feito completo ser pessoal e vivo por uma ação final – (Zac. 12:1 – Is. 43:7).

Condição original

As escrituras mostram, clara e enfaticamente que o homem é o resultado de atos imediatos, especiais e formativos de Deus.

a)     Possuía a imagem de Deus – (Gen. 1:27; 5:1; 9.6).

b)     Possuía faculdades intelectuais  - (Gen. 2:19-20).

c)     Possuía uma natureza moral santa  - (Ecls. 7:29 – Roms 5:12-14).


I -  A  CONSTITUIÇÃO  DO HOMEM  - (I Tessal. 5:23; Hbs 4:12).

Compõe-se o homem de corpo alma e espírito. Este tríplice divisão da constituição do homem é a mais geralmente observada e aceita.

a)     O  espírito   - (Mats. 27:50; Lcs 23:46).

Em se tratando do espírito, podemos afirmar que ele é também criação de Deus (Gen. 2:7). O espírito é imaterial e  invisível. Ele habita no corpo e age por meio dele. O espírito é a natureza do homem olhando para Deus e capaz de receber e manifestar o seu “toque”  especial; Esta é a parte mais elevada do homem.  Já foi manifesto a existência de semelhanças entre o homem  e criaturas irracionais fisicamente falando, mas quando tratam do espírito, não encontramos meios de compará-las, tais são as características que o  distinguem dos animais irracionais:

b) A alma  - (Mts. 26:38).

A parte imaterial do homem vista como uma vida individual e cônscia capaz de possuir e animar um organismo físico, chama-se alma, vista como um agente intelectual,  racional, volítiva e emotiva.  O homem se assemelha a Deus pelo fato de possuir natureza racional, a  capacidade do homem, a esse respeito, é a origem de todo o conhecimento científico. Ele interpreta a significação da natureza e descobre que traz os sinais da razão. O homem compreende Deus por motivo dos sinais de inteligência no mundo ao seu redor.

c) O corpo   -  (Coloss. 3:10; I Cor. 6:18-20).

O corpo é o instrumento, o tabernáculo, a oficina do espírito. É o meio pelo qual ele se manifesta e age no mundo material. O corpo é o órgão dos sentidos, é o laço que une o espírito ao universo material. Muito  pouco tem  se a dizer a respeito do corpo, é do universo físico quanto a sua matéria e estrutura, a mesma do planeta em que vivemos; Ensina-nos a Bíblia que o corpo foi tirado da terra,  que é pó,  e que Deus o criou. Quanto ao modo como o criou, nada sabemos além do que está escrito que Deus usou da matéria já existente, para a sua formação.

II -  A NATUREZA MORAL DO HOMEM

O homem é uma criatura moral. Isto é um dos sinais por que o homem se distingue da besta. O homem é  responsável pelas suas ações.

Consciência própria.  O primeiro ponto que serve de distinção entre o homem e os irracionais, é a consciência própria. O homem tem o dom de fixar em si mesmo o pensamento, e isto o faz cônscio de sua  própria personalidade. Em suma  a consciência é o poder da mente de conhecer o bem e o mal e sentir se obrigada a fazer o bem. O juízo está envolvido na consciência, e a razão está envolvida no juízo.

O intelecto. A faculdade de cogitar de coisas abstratas é privilégio exclusivo do homem,  que lhe abre um campo vastíssimo de desenvolvimento, que o irracional está eternamente fechado. Este é o poder de saber ou receber conhecimento. Sem isto o homem não seria uma criatura moral. Isto é ensinado por Jesus em  (João 9:41).

A lei moral.  É um fato que o  homem reconhece a existência de uma lei moral a que ele está sujeita. Por meio dela o homem tem ciência da diferença entre o  bem e o mal, e compreende o dever de obedecêla, não só pelo respeito de qualquer autoridade exterior, como também por um constrangimento interior. Até o mais embrutecido reconhece a obrigação de andar em conformidade com esta lei, e todas as vezes que a transgride sente-se condenado pela consciência e até castigado pelo remorso. Este ``juízo”  pessoal é inevitável,  pelo fato de conhecer o homem sua existência..

A vontade. A vontade é o poder da alma de escolher entre motivos e dirige sua atividade subsequente de acordo com o motivo assim escolhido, ou seja o poder da alma escolher o fim como os meios de atingir o escolhido.

III - A  PROVAÇÃO  -  (Gen. 2:15-17).

A provação do homem foi absolutamente essencial, a fim de capacitá-lo à completa expressão e exercício de sua liberdade intelectual e moral. Suponhamos que não tivesse a proibição no jardim, que teria sucedido à livre agência moral de nossos primeiros pais? Ainda que criados com tal capacidade, não teriam tido oportunidades de exercê-la, e isso tê-los-ia transformado virtualmente em escravos da vontade de Deus. O mesmo teria sucedido se Deus não os tivesse criado com o poder do livre arbítrio. Em ambos os casos estariam sido seres diferentes do homem, conforme o conhecemos hoje, e, assim sendo, não poderiam ter sido os progenitores da raça humana.

a)    seu significado

Por provação do homem referimo-nos àquele período durante o qual ele foi sujeito a determinada prova, que consistiu de um mandamento positivo concernente à arvore do conhecimento do bem e do mal. Os resultados seriam: ou a favor continuado de Deus, por motivo de sua obediência; ou a imposição da penalidade da morte por motivo de sua desobediência.

b) seu período

O período abrangido pela provação prolongou-se desde a criação de Adão e Eva até o tempo do seu fracasso e desobediência, e abrangeu evidentemente o de sua inocência.

b) A QUEDA - (Roms. 5:12; Gen. 3:1-6; I Tim 2:14).

A santidade original do homem não era imutável. A mutabilidade é uma característica necessária da natureza humana. Imutabilidade requer infinidade de conhecimento e poder. A infinidade é uma característica só da divindade. Portanto, desde que Deus desejou criar o homem e não um deus, Ele fez a Adão mutável. Isto tornou possível a queda.


A tentação

b.1) Sua maneira:

O tentador Satanás, por meio da Serpente. - (Gen. 3:1; Apoc 12:9;20:2).

Desse modo a tentação veio do exterior para o homem, não teve sua iniciativa dentre da esfera do seu próprio ser. O fato de Satanás ter assumido o disfarce de serpente, igualmente atenua a transgressão do homem, pois assim ele foi iludido, engodado para o ato de desobediência. Isso se torna claro se supusermos que nossos primeiros pais tivessem comido do fruto proibido sem o concurso do tentador e do engano. Neste caso seu pecado teria sido tão hediondo, depravado e imundo, tendo se originado nas profundezas de seus próprio ser,  que dificilmente poderiam ser salvos, e assim, talvez, nunca tivesse sido providenciado um Salvador. Segundo podemos entender dos ensinamentos da palavra divina, os anjos que caíram não podem ser redimidos; o que possivelmente se explica por que sua tentação teria partido do seu próprio íntimo, sem o concurso da qualquer atração ou ilusão externa.

b.2) Os efeitos:

Adão e Eva sofreram a corrupção de sua natureza, a qual lhes trouxe ao mesmo tempo morte natural e espiritual.

Seus resultados em si:

Para Adão e Eva

1) Evidente perda de aparência pessoal apropriada, acompanhada da consciência de nudez e senso de vergonha (Gen. 3:7-24; Salms. 104:2; Dan. 12:3, Mats. 13:43).

2) Medo de Deus (Gen. 3:8-10).

3) Expulsão do jardim (Gen. 3:23-24).

Para a raça em geral.

Visto que Adão era a cabeça federal da raça humana, sua ação foi representativa. Por conseguinte, aquele pecado, além de individual, foi ao mesmo tempo racial. Houve portanto resultados que caíram sobre toda a espécie humana, ou seja a corrupção da natureza da raça, a qual traz a um estado de morte espiritual e a torna a sujeita à morte física. Os descendentes de Adão são feitos responsáveis não pelo ato manifesto de Adão em particular do fruto proibido senão pela apostasia de sua natureza de Deus. Não somos pessoalmente responsáveis pelo ato manifesto de Adão porque seu ato manifesto foi o ato de sua própria vontade individual. Mas nossa natureza, sendo uma com a dele, corrompeu-se na apostasia de sua natureza tanto de culpa pessoal pelo ato manifesto de Adão como da corrupção da natureza da raça.

1)     A terra foi amaldiçoada para não produzir apenas o que é bom, exigindo trabalho laborioso por parte do homem (Gen. 3:17-19).

2)     Resultou em tristeza e dor para a mulher no parto, bem como sua sujeição ao homem (Gen. 3:16).

3)     Resultou na morte física e espiritual, dentro do tempo, e na penalidade ameaçada da morte eterna (Gen. 2:17; 5:5; Roms. 6:23; Roms 8:7-8).

4)     O homem adquiriu então uma natureza ruim que se inclina para o lado do pecado (Roms 5:12;  Salmos 51:5;  I Corint. 15:21-22;  Jerem. 17:9). Essa natureza se chama “carne”, a qual é a tendência natural para o pecado, e não pode agradar a Deus.

5)     Resultando daí que o homem não pode salvar-se a si mesmo. (Roms. 3:11).  É Deus quem busca o homem. Através de Cristo, Ele atraí todos, tornando possível a sua salvação (João 12:32).

 

Bibliologia

DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

 

 

AS ESCRITURAS



A BÍBLIA

As sagradas escrituras constituem o livro mas notável jamais visto no mundo. São de alta antigüidade. Contém o registro de acontecimentos do mais profundo interesse. A história de sua influência, é  a história da civilização. Os melhores homens e os maiores sábios têm testemunhado de seu poder como instrumento de iluminação e santidade, e visto que foram preparadas por homens que “falaram da parte de Deus movidos pelo Espirito Santo”, a fim de revelar o “único Deus verdadeiro e Jesus Cristo a quem ele enviou”, elas possuem  por isso a nossa mais fortes reverente e atenciosa  consideração.

1-)  A BÍBLIA, SEUS NOMES E TÍTULOS
Cremos que toda a palavra da Bíblia, nas línguas originais, é inspirada por Deus, e que é a única, exclusiva e suficiente regra de fé e pratica.

As línguas originais da Bíblia são o Hebraico e o Grego. O velho Testamento foi originalmente escrito em Hebraico e o Novo Testamento em Grego. Todas as Bíblias do mundo hoje são traduzidas das línguas originais.
A-) A BIBLIA  (Mcs. 12:26 – Lcs. 3:4).

A palavra “Bíblia” em português, vem do grego “biblos” (Mts 1:1) e “biblion”( forma diminutiva) (Lcs 4:17), que quer dizer “livro”. Os livros antigos eram escritos em biblus e em papiros,  e foi daí que veio o nome em grego “biblos”, que finalmente veio a ser aplicado aos Livros Sagrados.

A Bíblia não é meramente um livro. Ela é o “Livro”. Por causa da importância dos seus assuntos, do seu alcance e da majestade do seu Autor, fica sobre todos os demais livros, assim com o céu é mais alto do que a terra.

B-) A BÍBLIA SUA UNIDADE

Umas das coisa que diferenciam a Bíblia de outros livros é a sua unidade. Embora este livro tenha sido organizado por homens, sua unidade revela a mão do Todo-Poderoso. A Bíblia foi escrita durante um período de 1500 anos por mais de 40 autores diferentes. Estes autores vieram de vários meios sociais, entre eles Josué (um general), Daniel (um primeiro ministro), Pedro (um pescador) e Neemias (um copeiro). Os autores escreveram os vários livros em locais diferentes, como no deserto (Moisés), na prisão (Paulo), no exílio, na ilha de Patmos (João). Os textos bíblicos foram escritos em três continentes diferentes (África, Ásia e Europa). O conteúdo da Bíblia versa sobre vários assuntos controvertidos, todavia é uma unidade, do começo ao fim, temos uma narrativa reveladora do plano de salvação de Deus para a humanidade. Esta salvação é através da pessoa de Jesus Cristo (João 14:6). Jesus mesmo testificou que Ele é o tema de toda a Bíblia (João 5:39-46,47, Lcs 24:44). O Antigo Testamento é a preparação (Is. 40:3), os evangelhos são a manifestação (João 1:29). O livro dos Atos é a propagação (Atos 1:8), as epístolas são explicação (Coloss. 1:27), o livro do Apocalipse é a consumação (Apoc. 1:7). a Bíblia é uma unidade onde cada parte necessita das outras para se completar, há nela uma completa harmonia, que não  pode ser explicada por coincidência ou má fé. A unidade dela é um forte argumento em favor da inspiração divina.

C-)  O VELHO E O NOVO TESTAMENTO – (Lcs 22:20–I Cor 11:25).

A palavra Testamento significa concerto, foi primeiramente aplicado na relação existente entre Ele e o Seu povo, e depois aos livros que tinham o relatório da sua relação. O Velho Testamento mostra o relatório da chamada e da história da nação judaica, e é por isso chamado de O Velho Concerto. O Novo Testamento mostra a história e a aplicação da redenção, realizada através de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e como tal é o Novo Concerto.

2 – SUA  INPIRAÇÃO  (II Timot. 3:16-17).

A palavra “inspirada”, significa soprada pela Espirito Santo. Os homens santos de Deus escreveram a Bíblia pelo poder do Espírito Santo. ( II Pedro 1:20-21) A mão do Senhor estava sobre eles para que escrevessem exatamente o que Ele queria, ou seja os escritores da Bíblia foram dirigidos e influenciados  pelo Espirito Santo, de uma maneira que os escritos foram preservados de todos os erros de fatos e de doutrina  (Ezequiel  1:3 – Jeremias  36:1-2).


3 –SUA VERACIDADE  (Lcs. 24:44-45).
Com isto, queremos dizer que seus registros são verazes, e que assim podem ser aceitos como declarações dos fatos. O caráter genuíno da autoria das escrituras, fica demonstrado assim como estabelecido; um livro pode ser genuíno quanto a sua autoria e, contudo, não ser verdade quanto ao seu conteúdo. Por exemplo entre as obras de ficção, possuímos as de Dichens e Shakespeare entre outros, com provas incontestáveis de sua autoria. Nenhuma pessoa inteligente, entretanto, tentaria estabelecer a veracidade de suas narrativas. São universalmente conhecidas como ficção. A veracidade de qualquer afirmação ou séries de afirmações pode ser testada mediante comparação com os fatos, desde que os fatos estejam disponíveis. A veracidade das afirmações bíblicas pode ser, e tem sido testada   mediante fatos descobertos pela investigação científica e pela pesquisa histórica, ou seja a Bíblia  é ao mesmo tempo genuína e veraz.  

4 - É A  PALAVRA DE DEUS  (Mcs 7:13  -  Roms 10:17).

De todos os nomes dados a Bíblia, o nome “Palavra de Deus”, é sem dúvida o mais significante, comovente e completo; e como sendo a palavra de Deus, ela:

a)   Permanece eternamente (I Pd 1:25,  Is 40:8,  Mts 5:18,  Mts 24:35).

b)  Tem poder:  (Hbs 4:12).

c)   É pura (Prov. 30:5-6).

d)  Não se deve acrescentar ou tirar qualquer coisa (Apoc 22:18-19–Deut 12:32). Quando a lemos, Deus está falando conosco: (Hbs 3:7,8).

5 -  É A NOSSA ÚNICA  SUFICIENTE REGRA DE FÉ E

PRATICA - (II Timot. 3:16-17).

a)   A Bíblia é proveitosa para ensinar, redargüir (ensinar argüindo, argumentando), para corrigir, para instruir em justiça,    ela dá ensinamento perfeito,  para toda boa obra. Ela contém o leite para os recém-convertidos (I Pedro  2:1-2,  Hbs 5:13); e mantimento sólido para os mais maduros (Hbs 5:14).

b)  Seu estudo é mandado por Deus,  (Deut: 17:19,  Is 34:16,  João 5:39,  Atos 17:11, Roms 15:4, II Tim 2:15). Deus promete bençãos para quem estuda-la (Jos:1:8,  João 15:7, Salms 19:9, Mats 7:24, Lucs 11:28, João 5.24).

c)   A palavra de Deus: ilumina o crente, (Salms 119:105), revela o que está no seu coração (Hbs 4:12-13),  lava  e purifica, (João 15:3, Salms 119:9), dá-lhe certeza da vida eterna (I João 5:13, João 5:39), refrigera a alma (Salms 19:7), nos santifica (João 17:17).


 

Cristologia

DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

JESUS CRISTO



Jesus Cristo é a figura central da história do mundo. Este não pode esquecer-se dele enquanto se lembrar da História, pois a história é a história de Cristo. Omiti-lo  seria como omitir da astronomia as estrelas ou da botânica as flores. A historia da raça, desde sua concepção, tem sido a história da preparação para a vinda de Cristo. O Antigo Testamento prediz essa vinda através de tipos, símbolos e profecias diretas. A história de seu povo, Israel, é uma história de expectativa, de anseio e de preparação. A pessoa de Jesus Cristo não somente está firmemente engastada na história humana e gravada nas páginas abertas das Escrituras Sagradas, mas também é experimentalmente materializada nas vidas de milhões de crentes e entrelaçada no tecido de toda a civilização digna desse nome.

A IMPORTÂNCIA DA FÉ EM CRISTO:

As escrituras apresentam a pessoa de Cristo como tema central da mensagem transmitida aos homens através dos séculos até o presente:

Era o tema da mensagem dos antigos profetas – Atos 3:20  - Atos. 10:43

Foi o tema da mensagem dos apóstolos Atos 5: 41-42;  9:19-20

Foi o tema da mensagem apresentado aos judeus Atos 17:1-3

Foi o tema da mensagem apresentado aos gentios Gal. 1:15-16

É o tema do Evangelho que temos ordem de pregar (Roms. 1:1-3  I Cor. 15:1-4).

É necessário ter fé nele – Atos 16:31 – João 3:16 e 36

Aquele que crê nele nunca morrerá – João 1125-26


I -  SUA PREEXISTENCIA E ETERNIDADE

A preexistência de Cristo implica em sua existência antes de sua encarnação. As escrituras nos ensina muito claramente. Ela ensina também que Ele existiu deste toda a eternidade. João 1:1  - João 6:38  - João 17:5


II  - SUA ENCARNAÇÃO

O fato da encarnação:

- O verbo uniu-se com a humanidade pela encarnação,  fez-se carne,  tomou sobre si um corpo humano, habitou entre os homens e finalmente se deu como sacrifício pelos pecadores  João 1:14  Filip. 2:6-7  Hbs 10:5

A necessidade da encarnação:

- Era necessária para que se restabelecesse a reconciliação entre o homem e Deus         (Hbs 2:17,18; 4:15, I Timot. 2:5).  Encontramos na Bíblia, ensinos de que a união desta natureza a humana com a divina é eterna e indissolúvel. Quando o verbo uniu-se a carne, uniu-se uma vez para sempre Hbs. 7:24,28

- Foi preciso que ele tivesse um corpo para que pudesse “em tudo ser tentado como nós somos”, de maneira que como sumo sacerdote compadeceu-se de nossas fraquezas Hbs 4:15 – Hbs 2:18, e  também aturasse o sofrimento corporal se era para ele sofrer como substituto do homem.

- Foi preciso que ele tivesse provação na carne e rendesse perfeita obediência à Lei        para que houvesse operado uma “justiça” que pudesse ser-nos imputada Roms 3:21.

-  Foi necessário em seu ministério, a sua escolha dos doze apóstolos e fundação da igreja, a sua fixação de um modelo para nós de perfeita obediência à vontade de Deus.

Estes são alguns fatos elementares vistos por Deus,  que podiam ser melhor cumpridas por um na carne. Portanto, o Cristo incarnado foi enviado a cumpri-las.

III  - A HUMANIDADE DE CRISTO

Jesus Cristo era o  Filho do homem, conforme ele mesmo se proclamou. Sua  humanidade é demonstrada por:

Seu nascimento  humano  Gal. 4:4 – Mats 1:18

Ele é o representante de toda a humanidade. ele  era “Filho do homem” no sentido de ser o único que realiza tudo que está incluído na idéia do homem, na qualidade de segundo Adão, o cabeça e representante da raça. Ele pertence a à raça e dela participa, nascido de mulher, vivendo dentro da linhagem humana, sujeito às condições humanas e fazendo parte integral da história do mundo. Ao nascer submeteu-se às condições humana e do corpo humano, e sendo assim se tornou descendente da humanidade por meio de seu nascimento.

Seu crescimento e desenvolvimento naturais Lcs. 2:40,46,52.

A humanidade de Jesus passou pelos diversos estágios de desenvolvimento, como qualquer outro membro da raça. Da infância à juventude, e da juventude à idade adulta, houve crescimento constante, tanto em seu vigor físico como em suas faculdades mentais.

Sua aparência pessoal. João  4:9; 20:15.  Isaías 53:2,3.

A aparência pessoal de Jesus não mereceu menção particular nas Escrituras. Há poucas alusões a mesma. Evidentemente a pessoa de Jesus, em seu estado terreno não é para ser objeto  de contemplação ou forma de representação. No entanto ele tinha aparência  de homem, e ocasionalmente confundiam-no com outros homens.

Possuía natureza humana completa, corpo, alma e espírito. Mts 26:12,38–Quando Jesus se encarnou, passou a possuir verdadeira natureza física humana, pois foi feito “em semelhança de homens”. Essa natureza entretanto, não era carnal. Era isento de pecado. Na verdade ele possuía duas naturezas: a divina e a humana.

Suas limitações humanas sem pecado  João 4:6; 19:28;  Mats 8:24; 21:18; Lcs 22:44;  I Cor 15:3. Jesus Cristo estava sujeito às limitações físicas comuns da natureza humana, como a fome, a sede ao cansaço, a dor e a morte.

Suas limitações intelectuais  Lcs 2:52; Mcs 11:13; 13:32

Em seu estado de humilhação, o Filho de Deus pôs de lado o exercício de todos os atributos da divindade, fazendo uso de sua inteligência divina somente para viver sob a orientação do Espírito Santo. Ele tinha capacidade para adquirir conhecimento e crescer mediante a observação, e para limitar o mesmo.

Suas limitações espirituais Mcs. 1:35; Atos 10:38.

Por ocasião da encarnação, Jesus Cristo trocou a sua vida independente pela vida dependente. O período da sua dependência, foi o de sua humilhação. Prolongou-se de Belém ao monte das Oliveiras, ou seja, durante o período de sua vida encarnada sobre a terra. Depois ele assumiu a glória que tinha com o Pai antes que houvesse mundo, bem como todas as prerrogativas de sua divindade.

IV  - A DIVINDADE DE JESUS CRISTO

Para quem aceita a doutrina bíblica da Trindade, evidentemente não há necessidade de argumentos para provar a Divindade de Jesus Cristo, pois a aceitação de uma abrange a outra. Se Jesus Cristo é a Segunda pessoa da Trindade, é da mesma essência do Pai e do Espírito Santo, possuindo igual poder e glória. Sua divindade é demonstrada:

Por seu nascimento sobrenatural. Mats 1:18, 23; Is 7:14;  Lcs 1:35; João 1:14.

A concepção sobrenatural é harmoniosa com o nascimento de uma pessoa sobrenatural. Jesus Cristo é a manifestação ímpar do sobrenatural no terreno natural, o milagre de sua concepção está de conformidade com a natureza miraculosa de sua pessoa. Somente meios sobrenaturais de encarnação parecem adequados para a entrada no mundo de uma pessoa divina e pré-existente.

Pelos nomes divinos que lhe são dados nas Escrituras:

Deus – Hbs 1:8; João 20:28; 1:18; 5:20; Roms 9:5. O termo é aqui usado no sentido absoluto, referindo-se à divindade. João 10:33-36

Filho de Deus -  Mts 16:16,17; 27:40,43; Mcs 14:61,62; Lcs 22:70. Esse nome é dado a Jesus Cristo quarenta vezes nas Escrituras. Jesus não reivindicou esse título para si mesmo, mas aceitou-o quando usavam para indicá-lo. 

O Santo – Atos. 3:14

Senhor  -  Atos 9:17; 16:31; 4:31; Lcs 2:11

Senhor de Todos e Senhor da Glória – Atos 10:36; I Cor 2:8. Os nomes e títulos que claramente implicam divindade são usados à respeito de Jesus Cristo.

Pelo culto divino que lhe é atribuído. Mats. 4:10; Apoc 22:8,9.

Adoração como a que Cristo recebeu era ordinariamente prestada somente a divindade. Portanto o receber este culto, Cristo reconheceu seu direito como Deus.

As Escrituras reconhecem que o culto é devido exclusivamente a Deus.  Atos 12:20,25; 14:14,15, ele sem qualquer hesitação, aceitou adoração e encorajou-a. João 13:13; Mats 14:33; Lcs 24:52

A vontade de Deus revelada é que Cristo seja adorado – Hbs 1:6

Era prática da Igreja primitiva orar a Cristo e adora-lo. I Cor 1:2. Jesus Cristo, em harmonia com a vontade revelada de Deus, aceitou sem hesitação a adoração que pertence exclusivamente à divindade, adoração esta que homens piedosos e anjos bons sempre recusavam horrorizados.

Pelo ofícios e funções divinos que as Escrituras lhe atribuem.

1- Criador do universo – João 1:3 – Hbs 1:10. Jesus Cristo é o criador, e não uma criatura, e nessa qualidade é infinito e Divino, e não humano, é Deus e não homem.

2- Preservador de tudo – Hbs. 1:3; Coloss. 1:17. O que nós chamamos leis da natureza são as ações voluntárias do Filho de Deus. A preservação de todas as cousas.

3- Perdoador de pecados -  Mcs 2:5,10,11. Eis outra prerrogativa exclusiva de Deus.

4- Doador da vida imortal e da vida de ressurreição. Filip. 3:21; João 5:28,29

Transmitir vida pertence exclusivamente a Deus, a capacidade de Jesus Cristo e sua autoridade para levantar os mortos estabelecem  firmemente sua divindade.

5- Juiz de vivos e mortos – II Timot. 4:1; Atos 17:31; Mats 25:31. No Novo Testamento, o julgamento futuro é atribuído a Deus e também a Jesus Cristo. A conclusão lógica é que Cristo é o Deus que executará todo julgamento futuro.

6- Doador da vida eterna. João 17:2; 10:28. Somente um ser que possui inerentemente a vida eterna é que pode proporcioná-la, e somente Deus possui a vida eterna no sentido absoluto; por conseguinte Jesus Cristo, para ser “doador” da vida eterna, necessariamente há de ser Deus.

7- Profeta.    Deut. 18:15; Mats 21:11, Lcs 24:19; João 6:14 O profeta representava Deus diante dos homens, e o seu verdadeiro trabalho, era fazer conhecida aos homens a vontade de Deus; Outro ofício era encaminhar o povo nos caminhos traçados por Deus.  Três eram os métodos empregados no desempenho de sua função: o primeiro, era ensinar o povo, o segundo predizer os acontecimentos futuros, e o terceiro consistia em operar milagres, o que concorria para que as suas mensagens fossem mais bem acatadas pelo povo em geral.

8 -  Sacerdote. Hbs 3:1; 5:5; 6:20;

O sacerdote representava os homens diante de Deus, devido a sua relação íntima com Deus, Jesus era o profeta ideal, e, devido a sua relação íntima com o homem ele era o sacerdote ideal.

9- Rei. Salms. 72:8,11, Isaías 9:6,7; 32:1; Dan. 7:13; Mats. 2:26; 19:28 Jo. 12:13,15

V - A OBRA DE JESUS CRISTO.

Referimos a obra de Jesus Cristo em relação à nossa redenção, e não em relação a seu ministério pessoal de ensino, pregação e cura.

a-) A MORTE DE JESUS CRISTO.

Sua importância:

Conforme demonstrada, sua morte tinha em vista a expiação e fazer propiciação, ele nasceu para morrer. Manifestou-se para tirar os pecados. Encarnou-se a fim de que, ao assumir uma natureza semelhante a nossa, oferecesse sua vida em sacrifício pelos nossos pecados. Portanto a encarnação foi uma declaração da parte de Deus mostrando  o seu propósito,  ou seja: de promover salvação para o mundo.

A importância da morte de Jesus Cristo percebe-se no destaque que Deus lhe deu:

- Pelo lugar proeminente que lhe é dado nas Escrituras – Lcs. 24:27,44

- Foi assunto de investigação por parte dos profetas do Velho Testamento. I Pd 1:11

- Foi questão de profundo interesse por parte dos anjos – I Pd 1:12

- É uma das verdades cardeais do Evangelho – I Cor 15:1,4

- Foi assunto único da conversa por ocasião da transfiguração de Jesus Lcs 9:30,31

- Será o tema central do cântico celeste – Apoc. 5:8,12

Sua necessidade:

É razoável acreditar que a morte de Cristo era necessária, pois doutro modo Deus Pai jamais teria sujeitado seu Filho muito amado ao tremendo suplício da cruz.

- O próprio Jesus Cristo, refere-se à sua morte como necessidade – Jo. 3:14,15

- A santidade de Deus tornou-a necessária – Hc 1:13

- O amor de Deus tornou-a necessária – João 3:16

- O pecado do homem tornou-a necessária – I Pd 2:25

- O cumprimento da escrituras tornou-a necessária – Lcs 25:25-27

- O propósito de Deus tornou-a necessária At. 2:23

Sua natureza:

-          Foi pré-determinada, planejada com antecedência (Ats 2:23; I Pd 1:18,20).

-          Foi voluntária (por livre escolha, não por compulsão) Jo 10:17,18 – Gal 2:20

-          Foi  vicária (a favor de outros) Mats 20:28, I Cor 15:3, I Pd 3:18

-          Foi sacrificial (como holocausto pelo pecado) I Cor 5:7; Is. 53:5

-          Foi expiatória (apaziguando e tornando satisfatório) Gal 3:13

Seus resultados:

-    Em relação aos homens em geral, é introduzida a era da graça. Tt 2:11, e uma nova oportunidade é assegurada, sendo os homens atraídos a Deus. Roms 3:25, Jo 12:32,33

-   Uma propiciação foi providenciada,  e o pecado do mundo é purificado e removido – I Jo 4:10; Jo 1:29; 1:7,9.

-          O poder do pecado foi potencialmente anulado, foi providenciado livramento da escravidão da lei – Gal 2:14; Hbs 9:26.

-          Foi fornecida a base para a filiação e possibilitada a reconciliação com Deus  – Gal 4:3,5; Roms 5:10

-          É anulada a distância moral entre o crente e Deus, e garantido o perdão dos pecados. Efs 2:13, 1:7.

-          Foi  providenciada a base de sua justificação (ou absolvição da culpa), e removida para sempre a condenação. Roms, 8:32, 34; Roms 5:9.

-          Foi realizada sua aquisição para Deus, e esta garantida a doação de todas as coisas. I Cor. 6:20, Roms 8:32.

-          Satanás é destruído Provisionalmente tornado ineficaz), principados e poderes são derrotados. Hbs 2:14, Cols. 2:14,15.

b-) A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO.  II Tim 2:8, Mats 28:6.

A ressurreição de Jesus Cristo é um dos fatos mais bem comprovados da história humana. É sustentado e apoiado por provas exaustivamente investigadas, como bem poucos fatos históricos. Este fato é firmemente estabelecido nas Escrituras.

Sua realidade:

Como profetizada Salms 16:9,10

Como ensinada por Jesus mesmo  Mats 12:40; 16:4, Mcs 9:9; Lcs 18:33

Como testemunhado pelo anjo  Mats 28:6

Como ensinada pelos apóstolos  At 2:24; 3:15, Roms 1:4; 4:25,  I Pd 1:3; Apoc 1:5

Suas provas, conforme se vêem:

No sepulcro vazio. Lcs 24:3; Jo 20:1,8

Nas aparições do Senhor ressurreto. At 1:1,3;  Jo 20:16, Mts 28:5,9.

Aos discípulos. Lcs 24:13,32; Jo 20:19,29; I Cor 15:4,7

Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos, segundo as Escrituras conforme atestado por muitas provas infalíveis.

Seus resultados:

-          É o cumprimento da promessa de Deus aos pais. At 13:32,33; 3:25

-          Confirma a divindade de Jesus Cristo. Roms. 1:4, Lc 24:3.

-          Fornece uma ilustração da medida do poder de Deus, posto a disposição do crente. Efs 1:19,20.

-          Possibilita o crente tornar-se frutífero para Deus. Roms 7:4.

-          É o penhor divino do julgamento futuro. At 17:31.

-          Fornece-nos uma base concreta e inexpugnável para a certeza de nossa própria ressurreição futura. II Cor 4:14; I Tess 4:14.

Os resultados da ressurreição de Jesus Cristo são muitos e de grande alcance, constituindo uma parte essencial da fé e da salvação dos crentes.

c-)  SUA ASCENSÃO

-    Como profetizada – Salms 68:18

-    Como ensinada por Jesus mesmo. Jo 6:62

-          Como recordada pelo escritor evangélico. Mcs 16:19

-          Como recordada pelo historiador inspirado. At 1:9

-     Como declarada pelos Apóstolos. At 3:21, Efs 1:20; 4:8

-     Como profetizada por sua presença à destra do Pai. At. 7:56.

Depois de sua morte, Jesus voltou para a presença do Pai, ali recebeu novamente aquela glória que tinha antes que o mundo existisse, e as prerrogativas da divindade, então entrou em pleno uso daqueles poderes que tivera antes do período de sua humilhação, que vai de Belém ao  Monte das Oliveiras, dando assim inicio as épocas da exaltação, ou seja a ressurreição e a ascensão e reinado.  


 

Eclesiologia

DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

A IGREJA



O ensino das Escrituras acerca da Igreja é tão claro e positivo quanto os que dizem a respeito de qualquer outra doutrina, nela  tomamos conhecimento das características e qualificação da Igreja como organismo vivo funcional, e da sua garantia de continuidade na forma de instituições locais e visíveis por todos os séculos.

I – IDENTIFICANDO A IGREJA DO SENHOR JESUS (Mts 16:18-19; Efs 4:4-6).

Nas mesmas escrituras encontramos a explícita promessa do Senhor Jesus, que sua Igreja permaneceria  existindo aqui no mundo, independente das condições morais e espirituais deste. As características, a definição e a razão de existência de sua Igreja, ainda hoje são muito mal entendidas, apesar de muito discutidas. Por este motivo seu estudo se tornou muito importante e sua compreensão essencial porque é por ela que o Senhor Jesus Cristo recebe louvor e glória (Efs 3:21).

-          DISTINÇÃO ENTRE A FAMILIA E A IGREJA DE DEUS.

Uma pessoa  torna-se participante de uma família por nascimento ou por adoção, assim também acontece com o crente. Após crermos e arrependermos, ingressamos à família de Deus pelo novo nascimento (Jo 1:12-13; 3:6-7; I Pd 1:3-5,23) tornando assim seus filhos por adoção (Gal 3:26; Roms 8:15). No entanto uma pessoa pela conversão não passa a fazer parte automaticamente da Igreja. Todos os salvos fazem parte da família de Deus, e vão seguramente para o céu, mas para ser especialmente galardoado é necessário servir a Cristo segundo o padrão bíblico, fazendo parte como membro de uma igreja local (Mcs 16:15; Ats 28:19, II Tim 2:3-5), e isto só é possível através do batismo (Ats 2:40-41,47).

-          A DEFINIÇÃO DA IGREJA DO SENHOR JESUS – (Ats 7:38; 19:32,39,41; Hbs 2:12; 12:33).

A palavra portuguesa “igreja” é tradução do termo grego “Ekklesia”, e o seu sentido original é “os chamados para fora”. Eram eles chamados para constituírem uma assembléia, reunião, congregação ou sessão, e então convocados para se organizarem num lugar público, com o propósito de tratar assuntos de uma cidade grega. Este é o termo que originou e deu significado as ações desta instituição. Ou seja Igreja, é uma assembléia dos chamados por Deus, batizados segundo os ensinos e exigências de Cristo, unidos e organizados num local visível, com o propósito de realizar sua vontade aqui na terra (I Cor 1:10).

-          A ORIGEM DA IGREJA.

Encontramos no Velho Testamento, a profecia de que Deus iria mandar um precursor do Messias (Is 40:1-4, Malaq 3:1-6, 4:5). Para cumprir esta promessa, foi enviando João Batista; Ele veio pregando aos homens, a chegada do reino dos céus, e transmitindo aos mesmos as exigências de Deus para quem quisesse alcançar tal bençãos. Deveriam mostrar frutos dignos de arrependimento e de conversão verdadeira. Esses frutos consistiam em provas evidentes de completa mudança radical de coração e vida. A nenhum homem João permitiu que arrastasse para o reino de Deus vícios ou suas próprias obras de justiça. Os que aceitavam estas exigências, eram então por ele batizados (Lcs 5:25; Mats 3:1-12), inicia então o ministério da graça, ou a dispensação do evangelho (Mcs 1:1-5; Lcs 16:16, Hbs 2:3-4).

Assim como Davi que preparou e deixou boa parte do material para construção do templo, mas foi seu  filho Salomão quem o construiu, foi João quem preparou o material para a nova casa de Deus, a Igreja. Quando Cristo veio, os encontrou preparados, então juntou-os e os fez membros da primeira igreja (Jo 1:35-51), a qual o acompanhou durante os três anos e meio do seu ministério aqui na terra. Portanto Cristo formou sua Igreja dos batizados por João o Batista, na qual colocou primeiramente os apóstolos (Ats 1:21-22; I Cor 12:28; Lcs 6:12-13), e a quem prometeu perpetuar até a sua vinda (Mts 16:18-20).


- CARACTERÍSTICAS DA IGREJA VERDADEIRA DE CRISTO.

Com características queremos demonstrar a distinção que lhe é própria e exclusiva, a sua forma ideal de existência, o que a classifica, fundamenta e distingue como organismo espiritual, a qual traz os traços de seu formador.

Seu cabeça, fundador e legislador: Jesus Cristo - (Mts 16:18 – Coloss 1:18).

Ela foi organizada durante o seu ministério terrestre e público, antes do dia de Pentecostes, Ele é o seu único sacerdote rei, Senhor, legislador e único cabeça. Ela executa somente a vontade do seu Senhor expressa em suas leis completas, nunca legislam emendam ou abrogam velhas leis, ou ainda formulam novas.

Sua única regra de fé e pratica: a Bíblia - (II Tim 3:15-17; Hbs 4;12).

Sendo uma instituição divina, ela não pode aceitar livros, escrituras, nem credo, nem visões, nem ciências ou tradições para a sua regra de fé e pratica, somente a Bíblia.

Suas armas de combate: espirituais e não carnais -(II Cor 10:4; Efs 6:10-20).

É comum vermos crentes preocupados com questões sociais, materiais e políticas como: segurança, educação, distribuição de rendas e governos. No entanto o campo de batalha da igreja pela sua formação e ideal, deverá ser essencialmente o espiritual, ou seja sua luta deverá ser a favor dos homens a fim de resgatar suas almas de Satanás, suas hostes, seu domínio e influência.

Seu nome: Igreja ou Igrejas - (Apoc 22:16; I Cor 11:16; Roms 16:4).

As igrejas eram organizadas e recebiam nomes de acordo com o lugar em que estavam localizadas. Dessa maneira encontramos referências à Igreja de Antioquia (Ats 13:1), a Igreja de Jerusalém (Ats 8:1), e à Igreja de Cencréia, que ficava num subúrbio de Corinto (Roms 16:1). O romanismo é o culpado pela concepção que se arraigou nos homens de “a igreja “, como se só houvesse uma. Isto feito, para poder fundamentar  o dogma do papado. A luz do Novo Testamento no entanto, tal pretensão não acha guarida. Eram elas organizadas segundo os princípios ali expostos e muitas delas funcionavam em casas particulares, ex: a Igreja que estava na casa do casal Áqüila e Priscila (Roms 16:3-5), a Igreja que estava na casa de Gaio (Roms 16:23, na casa de Ninfas (Coloss 4:15) e na de Filemon (Fil. 2).

Ela é dos quatro evangelhos (pré-pentecostal) – (Mats 28:18-20; Lcs 24:49).

Os religiosos modernos crêem que a Igreja não se encontravam nos evangelhos. Segundo eles, a igreja só aparece desde o segundo capítulo de Atos em diante. A Bíblia ensina no entanto que a Igreja encontra-se fundada e organizada desde os dias do batismo de João Batista, e que tem sua continuidade na forma de igrejas visíveis e organizadas desde então até o dia de hoje.

A primeira igreja foi organizada por Jesus Cristo, pessoalmente antes de sua crucificação e ressurreição.

Nela os apóstolos foram empossados (Lcs 6:12-16), a doutrina da disciplina, a grande comissão e a ceia lhe foram entregue (Mats 18:15-22; 28:16-20; Mcs 16:15-16). Nela os apóstolos batizaram sob as ordens diretas de Cristo (Jo 4:1-2), nela o Senhor Jesus celebrou a ceia, cantou hino de louvor juntamente com os discípulos (comparar Hbs 2:12 com Mts 26:30). Ela tinha tesoureiro, Judas o que veio a trair o Senhor (Jo 13:29) e um rol de membros de 120 pessoas arrolados antes do dia de Pentecostes (Ats 1:13-15), e nela os apóstolos realizaram culto de negócios com eleição, afim de eleger um elemento para tomar o lugar de Judas, completando assim o número sacerdótico dos doze (Ats 1:15-26), por fim a mesma recebeu de Cristo a promessa de perpetuidade e os três mil convertidos do dia de Pentecostes (Ats 2:41-47).

Ela nunca deixou de existir - (Mts 16:18-19; I Cor 11:26).

A história dos batistas tem sido escrito por um “Rastro de Sangue”, deixado pelas perseguições. Em muitas ocasiões sua história só é encontrada nos registros dos inimigos, mas mesmo assim é possível traçar a sua continuidade. Não se deve porém confundir a doutrina bíblica da sucessão de igrejas com a chamada sucessão de papas e bispos da igreja romana. Não é esta sucessão que reclamamos, mas sim a promessa que Cristo deu, que sua ceia seria celebrada em sua memória constantemente sem interrupção através dos séculos, até a sua volta. Isto torna necessária uma sucessão de igrejas, praticando-a e observando-a segundo a norma primitiva do Novo Testamento. Cremos que nunca houve um momento desde que Jesus fundou sua Igreja em que não tenha havido uma igreja verdadeira sobre a Terra. Tiveram sua existência em todo o tempo até ao presente e continuará a existir até que ele venha para recebe-la em si mesmo, isto independente do desvio de algumas igrejas locais e a conseqüente perda de sua identidade como tal (Apoc. 2:5). 

Ela é um corpo local independente - (Apoc 1:20; Roms 12:3-6; I Cor 12:12-17).

A igreja local é como um corpo, e cada crente participante do rol, é um membro dele. Os crentes primitivos eram batizados logo após sua conversão e tornavam-se membros da igreja local e participavam dos cultos e trabalhos da mesma, inclusive da ceia e das contribuições (Ats 2:41-47; II Cor caps. 8 e 9), rejeitamos categoricamente como carente de base bíblica a nova doutrina protestante de “igreja invisível, universal e mística”. Todas as figuras usadas da igreja no Novo Testamento têm sentido local assim: edifício, corpo (um corpo é um organismo, ocupando espaço e tendo localização definida), lavoura, noiva rebanho, templo, casa, castiçal e etc... Quem jamais viu uma “casa universal” ou uma “noiva universal”, ou um “rebanho universal”, que abranja todas as ovelhas do mundo? É muito mais fácil entender a palavra no seu sentido básico e simples, ou seja: um grupo de crentes unidos na mesma confissão de fé em Cristo, batizados biblicamente e organizados pela sua autoridade, para executar a grande comissão de evangelizar, batizar e ensinar os discípulos feitos. Além disto, todas as igrejas do Novo Testamento tinha endereço local e Cristo se dirige a cada uma delas em particular (Apoc caps. 2  e 3).

Ela tem sustentado a verdade como a maneira de fazer discípulos - (Gal 1:6-11; Roms 1:16-17).

O intuito de Jesus, ao pôr a igreja no mundo foi  que o seu Evangelho fosse pregado a toda criatura; Tira-se esta idéia missionária da igreja, e ter-se-á  uma vida sem objetivo, uma árvore estéril, uma casa vazia. Limitar o Evangelho em seu escopo ou poder, é arrancar-lhe o próprio coração. Cristo viveu e morreu a favor de todos os homens, e a incumbência da Igreja é torná-lo conhecido a todos. No entanto nenhuma instituição que prega um Evangelho falso, é reconhecida daquele que ameaçou a igreja de Eféso com a remoção do seu castiçal porque simplesmente esfriara no seu zelo e ficará negligente concernente à obra que Ele comissionara (Apoc 2:1-7).  Nenhuma instituição que ensina qualquer forma de salvação pelas obras, está sustentando a verdade quanto ao meio de fazer discípulos. Uma igreja deve ensinar a salvação totalmente de graça e pela fé (Efs 2:8-10).

O ingresso e a participação dos membros, é individual, pessoal e voluntária - (I Pd 5:1-4).

A participação na Igreja do Senhor Jesus, é individual, pessoal e puramente voluntária ou persuasiva, sem nenhuma compulsão física ou governamental, mas sim resultante de um exame individual e de escolha pessoal.


II – A MISSÃO DA IGREJA DO  SENHOR JESUS  (Mats 28:18-20).

A missão da igreja está claramente esboçada na comissão de despedida de nosso Senhor, que é: glorificar a Deus conquistando almas para Cristo, edificando-as em Cristo e enviando-as por Cristo; No entanto há alguns elementos nesta comissão que convém recordar:

- SUA CONFORMIDADE DOUTRINÁRIA  - (Efs. 4:1-16).

Pelos séculos não se tem notado divergências no ensinos doutrinários da verdadeira Igreja de Cristo; sua conformidade e unidades são distintas e notáveis, onde cada parte necessita das outras para se completar, resultando numa completa harmonia, tendo um objetivo especial: o de formar indivíduos completos a medida da estatura de Cristo. As suas afirmações têm se sustentados desde a igreja primitiva, nos testemunhos dos cristãos e nos seus detalhes de vidas modificadas. A sua mensagem tem sido única, a  de conhecimento do pecado, de salvação pela graça, de segurança eterna e da volta de cristo e das cousas nisto envolvidas. 

- SUA MENSAGEM E RAZÃO DE EXISTÊNCIA:

Testemunhar a verdade, e tornar conhecida a multiforme sabedoria de Deus – (I Tim 3:14-15; Efs 3:20,21).

Entre as responsabilidades e privilégios dados à Igreja, encontramos esta distintamente: Somos comissionados a guardar com pureza as verdades do Senhor e tornar conhecida aos homens as grandezas daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Nunca devemos perder a visão desta maravilhosa missão evangelizadora.

Conservar puras a doutrina Cristã e sua prática  (I Cor 11:2,22-23; Jds 3).

A igreja, e não homens em particular, é a guardiã das doutrinas e das ordenanças do Senhor; ela é  a responsável por sua conservação, administração e prática.

Manter unidade de ação – (Roms 12:16; II Cor 13:11; Efs 4:3; Fil 1:27).

Podemos observar pela leitura das escrituras, que os ensinamentos ali contidos não são meros conselhos dados a igreja de submissão passiva, mas sim de cooperação e juízo harmonioso.

-          SEU TRABALHO:

Constituir lugar de habitação para Deus  – (Efs 2:20-22).

A igreja é o corpo de Cristo, da qual ele é a cabeça (Efs 1:22-23), e como tal ela é o  templo santo e a habitação de Deus através do Espírito (I Cor 3:16-17; 6:15,19-20), é “uma carne” com Cristo (Efs 5:30-31), é desposada com Ele como virgem casta para um só marido (II Cor 11:2-4), e ainda será trasladada ao céu na volta do Senhor nos ares (I Tess 4:13-17).

Dar eterna glória a Deus - (Efs 3:20-21).

A moderna cultura descaracteriza doutrinas fundamentais bíblicas, quando prega que cada crente deve individualmente elevar louvores e glórias a Deus independente da Igreja. Este ensino carece de base bíblica e desfigura este glorioso ministério eterno dado a igreja por Deus. Ele recebe louvor e glória através dela, por isto é importantíssimo que cada novo convertido filie-se a uma igreja neo-testamentária.

Evangelizar o mundo – a grande comissão - (Mcs 15:15-16). 

Pregar a salvação às pessoas, batizando-as (com um batismo que concorde com todas exigências da palavra de Deus), ensinando-as (educando-as) a guardar (disciplinando-as) todas as coisas que nos tem mandado, são as ordens do Senhor para a sua Igreja, chamada de a grande comissão. A execução destes mandamentos então, é primariamente uma responsabilidade da igreja.

Perseverar e preservar (Jó 17:9; II Tim 1:12; Hbs 10:38-39, II Pd 2:20-22).

Cremos que existe duas classes distintas de crentes mencionados na Bíblia, o verdadeiro e o crente nominal, isto é, só de nome. Este apóia sua fé na sabedoria dos homens e podem se apostatar (afastar-se I Tim 1:19-20, II Tim 2:17-19), vindo assim a abandonar sua profissão de fé. No entanto cremos que os crentes verdadeiros perseverarão, pois estão guardados pelo poder de Deus e sabem em quem têm crido. Mesmo que alguns sejam tentados e caiam no pecado, nele não permanecerão, “pois o justo pode cair sete vezes, mas sete vezes se levantará “ (Prov 24:16).

III – SEUS MEMBROS:

- A COMPETÊNCIA DE CADA ALMA – (I Tim 2:5).

Cremos que cada pessoa é suficientemente competente para aproximar-se de Deus, não necessitando de intermediários. Esta doutrina condena o batismo infantil e a crença por procuração e concordam com as escrituras, que diz: “... cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Roms 14:12).

- UMA IGREJA SÓ DE CRENTES SALVOS (Ats 2:27-47; I Pd 2:4-5).

A igreja é simbolizada por várias figuras no Novo Testamento entre as quais “casa de Deus vivo”, essa casa é construída de “pedras vivas”: os crentes, sobre  “a pedra viva” fundamental que é Cristo. A pedra deverá estar viva quando entrar na casa, Deus não construíra sua igreja de material morto. O crente já estará salvo, convertido e terá a vida eterna antes de ser colocado na Igreja. O uso de um corpo ligado a cabeça, que é Cristo (Coloss. 1:18) também indica que a Igreja local é feita por pessoas que possuí vida espiritual, pois caso contrário, será apenas um cadáver sem vida (Tg 2:26). Nós Batistas fundamentalistas, insistimos na necessidade da igreja local ser composta unicamente de pessoas regeneradas, verdadeiramente salvas.

Sendo assim, são três os requisitos que qualquer pessoa precisa preencher para na Igreja ingressar:

1-) Requisito espiritual – (I Jo 5:13; Jo 5:24).

O candidato deve provar que realmente é regenerado pelo poder de Deus, e que tem plena certeza de sua salvação. A experiência bíblica de uma conversão verdadeira é essencial e necessária para o indivíduo que pretende filiar-se a igreja. Somente a pessoa  que demonstra a realidade dessa conversão na vida, estará preparada para pedir seu ingresso.

2-) Requisito Social – (Mts 3:1-6; Roms 10:9-10).

É preciso confessar publicamente sua fé e submissão a Cristo como salvador pessoal e Senhor da sua vida. Assim deverá o mesmo apresentar-se perante a igreja, mostrando- se desejoso de nela ingressar. Após o exame de sua crença e fé, a igreja decidirá sobre sua aceitação ou não. Toda pessoa é livre para pertencer ou não a Igreja, assim como ela também o é para aceitar ou rejeitar qualquer candidato ao batismo e ao seu rol.

3-) Requisito formal – (Mats 3:13-17).

Não somos ritualistas, temos apenas duas ordenanças. No entanto todo novo convertido para ingressar na igreja, precisa preencher o requisito formal, isto é precisa submeter-se ao batismo.

- OUTRAS MANEIRAS DE FILIAR-SE A IGREJA:

Adotamos ainda outras maneiras de admissão de membros ao grêmio, se já exauridos os requisitos acima, senão vejamos:

Carta de transferência.

Um crente, quando se muda de um lugar para outro, é natural que ele queira participar de uma Igreja Batista da mesma fé perto de onde mora. Para pertencer à Igreja local, ele deverá comunicar ao Pastor ou dirigente sua preferência, este solicitará “carta de transferência” diretamente à Igreja de sua origem. A carta de transferência é o que regula o intercâmbio de membros entre as igrejas; isto feito para evitar-se a anomalia de crentes com “cartas de transferência no bolso”.

Por reconciliação.

Aceita-se por reconciliação o membro que foi excluído quando se verifica que de fato está plenamente restaurado e que não há nada que o impeça de voltar a comunhão.

Por declaração ou aclamação.

Esta modalidade só se realiza em casos especiais, como por exemplo, quando uma igreja já se dissolveu, ou quando após solicitada a “carta de transferência”, não obtivemos nenhuma resposta.

- O QUE O MEMBRO DEVE A SUA IGREJA.

Entre as responsabilidades e deveres do crente para com a Igreja, destacamos as seguintes:

Lealdade e cooperação: Tem o crente o dever de ser leal à Igreja a andar juntos no amor de Cristo, a se esforçar pelo progresso, graça, conhecimento, crescimento e espiritualidade, e ainda cooperar com seus cultos, e seus trabalhos.

Generosidade: deve o crente ser um contribuinte generoso assíduo  e proporcional, acatando o ensino bíblico a este respeito, visando o sustento do Pastor, o socorro dos necessitados, as despesas da Igreja e da propagação do evangelho pelas nações do mundo através dos missionários aprovados. 

Amor: É ainda dever do crente recordar constantemente o mandamento de Cristo, para amar uns aos outros, usando sempre de cortesia, tanto no falar como no agir e esforçar para não ofender-se facilmente, e procurar reconciliação com qualquer um que o tenha ofendido, orando sempre em favor da igreja dos perdidos e de si próprio.

Testemunho e santidade: Cada membro deverá procurar a conversão dos parentes, amigos colegas e vizinhos, esforçando-se por traze-los à Igreja (Jo 1:40-46), reforçando a pregação com uma vida reta, santa e honesta (Mts 5:16), tendo cuidado de guardar a língua da calúnia, das palavra mentirosas, levianas, imorais ou blasfemas, nunca tomando o nome de Deus em vão, abstendo-se do fumo, das bebidas alcoólicas, das drogas, dos vícios que prejudicam o corpo, dos jogos de azar de toda espécie, sendo honestos em todos os negócios, pagando as dívidas e evitando qualquer tipo de negócios ilícitos ou desonesto, promovendo assim sua própria santificação, lendo e ouvindo a palavra de Deus, orando pelos irmãos e filhos, ensinando-os a palavra de Deus, esperançosos de sua conversão e mudança de vida espiritual.

- O QUE A IGREJA DEVE AOS SEUS MEMBROS - (Roms 12:18; 14:19; Efs 4:3; I Tess 5:13).

Amor - Todos devem se amar mutuamente.

Oração - Devem os crentes se aplicar a oração intercessora.

Instrução – A igreja foi constituída para ensinar e doutrinar.

Fortalecimento e compreensão – Cada crente está sujeito a falhas. Por isso, a igreja deve tratar  o irmão com brandura e ajuda-lo a fortalecer-se na fé.

Auxílio – nas doenças e nas dificuldades financeiras, etc.

Manter os laços de fraternidade – e desenvolver os laços da unidades.

O TRABALHO DA MULHER NA IGREJA DE CRISTO.

Para dizer o mínimo na introdução deste tópico não é nossa tradição torcer a Bíblia para justificar nossa prática. Nossa maior glória como igreja de Cristo, tem sido a que temos modificado nossa conduta quando preciso, para estar em acordo com a Bíblia. Para os tempos que mudam, temos a palavra de Deus fixa no céu. Costumes, tradições e modismos podem mudar sem danos ou perdas, mas a conduta divinamente ordenada deve permanecer segura, inviolável por aqueles cujos corações são regidos pelo temor de Deus. Portanto nosso assunto implica uma verdade que precisa de ênfase na sua afirmação, essa verdade, é que há lugar para as mulheres na igreja. Ao falarmos de “lugar” da mulher, parece ser um assunto de menor importância dentro das doutrinas fundamentais,  mas não podemos esquecer  que estamos tratando da sua conduta no serviço de Deus como membros da Igreja, logo nossa discussão têm a ver com a submissão absoluta à autoridade divina inerente nas escrituras, e com o cumprimento das tarefas ali exposta, independente de sua posição na sociedade nos dia de hoje. A glória da mulher, acha-se na obediência e na ocupação do seu importante papel divinamente dado. Seu vexame ocorre quando deixa de faze-lo.

Coisas que as mulheres estão vedadas a fazer

Estão proibidas de ensinar e usar autoridade sobre o homem – (I Tim 2:11-12).

“Ensinar” significa simplesmente que as mulheres não são para ocupar o oficio de mestres na igreja. Paulo após falar de não permitir que a mulher ensine, ajunta: “Nem tenha domínio sobre o homem”. Uma mulher mandona é tanto uma monstruosidade, como um homem efeminado.

De dirigir oração e falar publicamente na igreja – (I Tim 2:8; I Cor 14:34-35).

Num ajuntamento misto, não é bíblico que uma irmã ore, ensine ou tome a frente do trabalho. Afirma Paulo ainda que os varões é quem devem estar na direção dos trabalhos dizendo da necessidade de ordem nos cultos. Se a mulher tomar a palavra na igreja, estará quebrando a ordem divina de ser sujeita ao seu marido.

Não deve aparecer em traje imodesto ou soberbo  (I Tim 2:9-10; Prov 30:10-31).

Virtuosidade e espiritualidade são seus vestidos. Consagração, força de vontade e  dignidade são feições de seu caráter. Enganosa é a graça e vaidade é a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, esta será louvada.

Razões dessas proibições:

Prioridade de Adão na criação – (I Tim 3:13).

A prioridade de Adão na criação indica sua chefia da raça. Ensino público por parte da mulher ou seu exercício de qualquer autoridade discrepa essa chefia.

A decepção da mulher na queda – (I Tim 2:14).

A mulher foi enganada pela serpente ao pensar que comer do fruto traria benefício em vez de banimento. O homem participou do fruto, mas não foi enganado, ele sabia quais seriam as conseqüências, e participou do fruto, porque preferiu ser expulso com sua esposa a separar-se dela. A decepção da mulher na queda mostra a suscetibilidade da mulher para o malogro. A causa não é por ser inferior ao homem, e sim por uma diferença de temperamento e natureza. Sua natureza ajusta-a para o lar e a criação de filhos, para este fim ela têm um temperamento muito delicado e uma natureza fortemente emocional. Assim ela é caracteristicamente manejada mais facilmente que o homem. Sua natureza a dispõe para chegar a conclusões pela intuição antes que pela consideração. Todos estes fatos a desajustam para a liderança pública, ou para o ensino.  

IV – O GOVERNO DA IGREJA.

O governo da igreja do Senhor Jesus Cristo é congregacional, cabe a congregação gerir os seus próprios negócios. Ela é autônoma e independente, não está submissa a nenhuma associação, outra igreja ou pessoa. Ninguém tem o direito de nela mandar, devendo ela somente observar os mandamentos da Bíblia dados por Cristo e cada um dos seus membros tem direitos iguais em todos aspectos, inclusive o do  voto, e cada voto dos seus membros tem valor e peso iguais.

A autonomia e independência da Igreja local.     

A igrejas do Novo Testamento organizadas pelos apóstolos, as quais nos servem de modelo, eram autônomas, isto é independentes uma das outras, embora ligadas pelos laços fortes de amor, fé e doutrina. Cada igreja cuidava dos seus próprios negócios, com o devido respeito uma para com as outras, eram completas em si, vivendo uma espécie de republica debaixo das leis do seu chefe celestial, conforme vemos:

-          Cada Igreja votava e elegia seus próprios anciãos (pastores) e diáconos por comum consentimento – Atos 14:21-23 (um sinal simples e democrático de levantar a mão, que envolve o voto de cada um dos membros, homem mulher, moço ou moça, por mais humilde que fosse).

-          Cada Igreja examinava os casos de disciplina, excluía e recebia de  volta os membros, sem interferência de outras Igrejas ou  pessoas (I Cor 5; II Cor 2:6-8).

-          A Igreja local era o tribunal maior nos casos de disciplina, não podendo um membro apelar para outro qualquer corpo eclesiástico (Mts 15:15-18). A decisão da igreja local era final e definitiva. Notamos ainda a independência de cada igreja local pelo fato de Cristo se representar por andar no meio delas, fiscalizando e comungando-se com cada uma em particular (Apoc 1:12-13,20), dirigindo uma carta em separado a cada uma delas (Apoc cap. 3 e 4).


- OS OFICIAIS DA IGREJA – (Fil 1:1; Tito 1:5-9, Ats 6:1-7).

Há dois e somente dois oficiais permanentes na Igreja do Senhor Jesus Cristo. São eles: O pastor(es) (ou bispo/ancião) que é o seu oficial nos assuntos espirituais  e o(s) diácono(s) que é o servo na área patrimonial, financeira, (as coisas temporais) benéfica da igreja. Estes oficiais representam a assembléia da igreja diante dos poderes do mundo.

 

O Pastor: O oficio do Pastor é o de pregar (ministrar a palavra), ensinar, corrigir  e exortar as ovelhas (I Tim 4:13-15), deverá ele também dedicar-se ao estudo das escrituras, afim de saber preparar o alimento espiritual para atender a todos, tem ele ainda de proteger o rebanho das muitas falsas doutrinas e suas diversas formas de corrupção. Agindo assim estará ele “zelando pelas almas do rebanho” (Atos 20:28-31; II Tim 4:2-5; Hbs 13:17), por fim, recebe ele autoridade para dirigir, a qual nenhum outro membro o  tem (I Tess 5:12-13; I Tim 5:17, Hbs 13:17).

O diácono: O diácono é o servo da igreja, e só deverá fazer o que ela autoriza-lo a fazer, ele  nunca poderá agir com autonomia, ou ultrapassar os limites estabelecidos pela igreja. Assim são três as áreas em que o diácono serve:

a-) os necessitados e pobres: O diácono deve observar a situação de todos os membros, chamando a atenção da igreja para os casos urgentes (Ats 6:3).

b-)a Igreja: O diácono tem por responsabilidade verificar se os elementos estão  providenciados para a ceia, os quais são: o suco de uva e o pão sem fermento.

c-) o pastor: O diácono deverá verificar se o salário do pastor é adequado. Deve ter ele uma compreensão das necessidades do seu pastor e de quanto ele precisa para realizar a sua obra pastoral com eficiência (Gal 6:6). Todos os assuntos de ordem material da igreja fazem parte da responsabilidade do diácono (inclusive o patrimônio, construções, etc).


- A DISCIPLINA DA IGREJA DO SENHOR JESUS - ( I Pd 4:17; Hbs 12:1-15).

Por sermos ainda pecadores e imperfeitos, a disciplina na Igreja é necessária. Jesus Cristo ensinou e mandou que a praticássemos. Uma igreja que tem membros desordenados e heresias não pode observar a ceia dignamente e será culpada do corpo e do sangue do Senhor, comendo e bebendo para a sua própria condenação (I Cor 11:27-29). Além disto não disciplinando os membros eles vão se destruindo e pervertendo os ensinos do Novo Testamento como Igreja de Deus ( I Cor 10:16-17). A disciplina porém deve ser feita constantemente e corretamente; Deverá ser efetuada de maneira cuidadosa, atenciosa, respeitosa e afetuosa em bondade amor, não com vingança retaliação ou ódio.

Os motivos da disciplina:

A Glória de Cristo: A igreja, é  o corpo de Cristo aqui no mundo, e como tal tem que ser limpo, puro e santo para a sua glorificação. Se assim não for desonra-o.

O bem da Igreja: Outro motivo porque deve haver disciplina, é para não deixar o mal infectar. O mal exemplo de um erro poderá corromper toda a igreja. Portanto uma igreja tem que proteger o seu corpo do malfeitor.

O bem da pessoa disciplinada: Se não houver correção, estará a igreja demonstrando descuido, egoísmo e desamor a pessoa faltosa. A disciplina do homem incestuoso em Corinto (I Cor 5:1-15, II Cor 2:6-8), teve o fim desejado que era o arrependimento e o retorno de sua comunhão com a Igreja. Outro propósito da disciplina, é que o faltoso se envergonhe da causa de sua ofensa (II Tess 3:14); agindo assim estará a igreja incentivando seus membros a arrepender-se, a reconciliar-se e a andar corretamente com Cristo.  


Tipos de disciplinas

O termo disciplina origina-se do latim e significa ação de instruir na educação e no ensino. Portanto a função da disciplina é ensinar e corrigir. Assim uma igreja disciplinada é instruída, educada, ensinada. Entretanto a disciplina poderá ser:

Formativa ou instrutiva

Esta  é a disciplina de instrução, repreensão, conselho e alimentação espiritual, os crentes a recebem através das pregações, exortações, estudos da escola bíblica e união de treinamentos. Tem ela a finalidade de formar o caráter e consciência dos crentes. Deverá ser feita pelos pastores (Efs 4:11, Atos 20:28) e pelos outros.

Corretiva ou restaurativa – (Gal. 6:1).

Todos os crentes  estão sujeitos a falhas e quando alguém incide em algum erro ou falha, devem ser corrigidos. Ao aplicar a disciplina  correcional, a Igreja deve faze-lo com mansidão e brandura. Há muitos erros que devem ser corrigidos, alguns não parecem de grande dano, no entanto causam grande embaraço a obra do Senhor, tais como: a maledicência, o espírito faccioso, o orgulho e o mundanismo. Todos estes não podem ter a complacência da igreja, devem ser corrigidos. A aplicação desta disciplina, não é somente obra do Pastor, mas também dos espirituais da Igreja.   

Exclusiva

Esta forma de disciplina é quando tem que excluir, cortar, ou expulsar um membro da Igreja por causa de ofensa severa. A igreja é um corpo, e se um membro é um perigo para a sua saúde espiritual, deverá ser cortado. Quando os pecados trazem escândalos ofensas públicas à moral, a Igreja deve aplicar a disciplina exclusiva. Agindo assim estará demonstrando amor e que não pactua com o pecado. Esta forma de disciplina tem que ser feita pela igreja toda (I Cor 5:3, II Cor 2:6). Assim há três tipos de ofensas dignos de disciplina no Novo Testamento:

As ofensas pessoais ou particulares – (Mats 18:15-18).

Quando dois membros tem um problema pessoal e privado, os dois deverão resolver entre si. Se não puderem o ofendido deve levar mais um ou dois irmãos tentando resolve-lo; se o culpado não escutar os irmãos, deve se falar com a igreja toda; se o culpado não escutar a igreja, a igreja deverá disciplina-lo. A igreja não deve ouvir um caso assim antes de cumprir os primeiros passos prescritos por Jesus acima.

As ofensas morais. ( I Cor 5:1-11; I Tess 3:6-14).

Estas são as ofensas públicas de imoralidade, (prostituição, fornicação, adultério, homossexualismo), avareza, idolatria (ofensa religiosa como relíquias, ídolos, imagens ou heresias), maldizer, bebedice, (inclusive abuso de drogas), e roubo. Ninguém tem o direito de esconder estas ofensas, mas sim o dever de trata-las publicamente e disciplinar os desordenados.

As ofensas doutrinária – (I Cor 5:6-8; Efs 5:11; I Tim 6:3-5).

Quando há heresias doutrinarias, deve-se disciplinar, excluir, cortar ou expulsar os hereges da sua comunidade. Se deixá-lo persistente na sua heresia, ela crescerá e fermentará, até tomar conta da igreja toda. Somente praticando a disciplina certa e bíblica poderemos manter um bom testemunho neste mundo como Igreja de Cristo.

- O PLANO FINANCEIRO DA IGREJA – (Mal 3:8-10; II Cor 9:7)

Deus sempre teve um plano certo para sustentar, cuidar e manter o seu trabalho e sua obra. Esta para se manter nunca dependeu do mundo e nem tampouco recebeu autorização para utilizar seus métodos de arrecadação para sobreviver tais como: churrascada, canjicada, bazar de pechincha, assinatura em livro de ouro, coleta para cofre de bençãos ou listinha de pedidos. A igreja verdadeira de Cristo não deve usar estes expedientes e nem tampouco mendigar ao mundo; Se ela precisar pedir, deverá fazê-lo somente a Deus.

O plano financeiro divino – ( I Cor 16: 1-3; II Cor 9:15).

Sendo a palavra de Deus nossa regra de fé e prática, nela encontramos o método para financiar e sustentar as atividades da Igreja. O plano financeiro divino de participação dos crentes, sempre foi os dízimos e as ofertas especiais alçadas de seu povo. Foi instituído bem antes da  lei e é mantido até agora debaixo da graça.

O dizimar antes da Lei de Moisés – (Gns 14:20; 28:22).

Abraão o patriarca e seu neto Jacó eram dizimistas voluntários muitos anos antes da lei de Moisés, mostrando-nos que foi mandamento de Deus para todas épocas, e não somente exclusividade ou parte daquela lei.

O dizimar durante a Lei de Moisés – (Num 18:24-28; Lev 27:30).

Deus mandou seu povo dar o dízimo sob o período de Lei de Moisés. Então continuou sendo a maneira certa para sustentar e manter seu trabalho.

O dízimo no Novo Testamento – (II Cor 8:12; Mts 23:23).

A doutrina da mordomia cristã afirma que Deus é dono de todas as coisas e que a vida e a propriedade estão nas mãos do homem como administrador, e nesta relação os direitos pertencem a Deus; Portanto Deus chama todos os crentes para serem bons mordomos, e cada crente deve prestar contas de sua mordomia, oferecendo sua contribuição para a obra. Entendemos então que o dízimo e as ofertas são papéis de grande importância na nossa vida, é mais que contribuir com a solução das necessidades financeiras da Igreja, é a maneira que Deus usa para fazer crescer e provar nossa fé e caráter cristão. Portanto nossa contribuição para o sustento do trabalho, tanto local como evangelístico, além de pontual e proporcional as nossas riquezas, são frutos das nossas convicções, satisfação e dedicação. 

A maneira certa de dizimar

Onde devemos dizimar? – (Mal 3:10)

A casa do tesouro no Velho Testamento foi o templo, no Novo Testamento é a igreja do Senhor Jesus. Devemos dar nossos dízimos e ofertas à igreja onde somos membros, nenhum crente tem o direito de dar seus dízimos e ofertas para quem quiser, nem usá-los na maneira que achar certa. O dízimo e as ofertas são do Senhor, e devemos dá-los à igreja e ela decidirá o que fará com eles. 

Porque devemos dizimar? – (Mal 3:10).

Manter, cuidar e sustentar o trabalho de Deus gera custos e é responsabilidade de cada membro da igreja ser fiel nisto. Não devemos deixar outros pagar as despesas da nossa “casa”. A pessoa que pode trabalhar mas não quer e fica em casa dormindo, não ajuda a pagar as despesas, é irresponsável, preguiçosa e desonesta, não deve também desfrutar das bençãos que a recebe (II Tess 3:10).

Quem deve dizimar? – (I Cor 16:2).

“Cada um de vós”. É a responsabilidade de cada membro da igreja dar os dízimos e ofertas. Todo membro, que ganha, deve dizimar. Se todos membros assim fizer, a Igreja poderá fazer muito mais pela obra do Senhor.

Quando devo dizimar? – (I Cor 16:2).

“No primeiro dia da semana”. Não significa  que temos que dar todos os domingos, se não o ganhamos toda semana. As escrituras ensina que devemos dizimar com regularidade e fidelidade, toda vez que o ganhamos, e não somente quando quisermos. Devemos ofertar a Deus coisas de valor e primeiras (II Sam 24:24).

V – AÇÕES E RELAÇÕES DA IGREJA

AS ORDENANÇAS – (Mts: 28:18-20;  I Cor 11:1-2).

A palavra ordenança significa “aquilo que foi ordenado ou mandado”. Este termo têm sido usado para descrever as duas instituições que Cristo deixou  para  a igreja administrar, observar e guardar. A quem ele entregou a grande comissão, também entregou as duas ordenanças, que são retratos de sua obra salvadora feito na cruz. É obrigação da igreja de guarda-las puramente; Perverte-las, é perder o direito de ser reconhecida com sua igreja verdadeira (Apoc. 2:5).

- O BATISMO - (Roms 6:1-4,11-14;Ats 8:36-39).

O batismo é a imersão, mergulho ou submersão do crente nas águas, pela autoridade de uma igreja neo-testamentária com a finalidade de declarar simbolicamente ao mundo morte, sepultamento e  ressurreição de Jesus Cristo (I Pd 3:21; I Cor 15:1-3), demonstra também que o crente “morreu” para o mundo e “vive” para Deus (Gal 2:20; Coloss 3:1-4; Efs 2:1-10), e ainda, é o ato pelo qual ele ingressa à Igreja.

Porque o crente deve batizar:

- Para seguir o exemplo de Cristo – (Mats 3:5-17).

Cristo não se batizou para livrar de pecados, pois ele é o filho Santo do Santo Deus. Jesus se batizou para cumprir a justiça de Deus, e disto  Deus se agradou (I Jo 3:7).

- Para se revestir de Cristo (Gal 3:26-27).

Demostrar em símbolo (figura) da purificação dos seus pecado, sendo uma “lavagem”(Ats 22:16, Hbs 10:22). Por todos estes motivos, deve o crente aceitar o batismo bíblico a fim de obedecer o exemplo e às ordens de Cristo.

Quem tem autoridade para batizar:

João Batista foi o primeiro a ser enviado por Deus com autorização para batizar (Jo 1:33), Jesus Cristo foi batizado por ele (Mts 3:13-17), e ele entregou esta autoridade para a sua igreja (Mats 28:19-20). Portanto esta autoridade pertence a sua igreja verdadeira. Ninguém tem direito de ministrar batismo por conta própria.  

A CEIA DO SENHOR JESUS - (I Cor 11:23-31; Mts 26:26-30).

A ceia do Senhor, foi instituída por Jesus Cristo na noite em que foi traído (I Cor 11:23-24), a ocasião foi a celebração da páscoa, uma festa judaica realizada anualmente, que teve seu início na noite da saída de Israel do Egito (Ex cap. 12).

Memorial do Senhor – ( Lcs 22:19).

Com a instituição da ceia, Jesus colocou fim ao velho memorial chamado “o pão da aflição comido pelos pais na terra do Egito”, e estabeleceu um novo, o qual traz fatos e promessas do Velho Testamento. (Jerem 31:31; Hbs 8:7-13). “Fazei isto em memória de mim”, quer dizer “para recordação”, portanto a ceia do Senhor, é para o salvo se lembrar do sangue derramado por Jesus na cruz. Assim a ceia é comemorativa, memorial, simbólica e pregadora da salvação. Cada vez que a Igreja a celebra, está anunciando a morte de Cristo.

Os elementos da ceia – (Mts 26:26-29; Lcs 22:18).

O pão ázimo( I Cor 5:7-8). O pão da ceia não é o corpo verdadeiro (literal) de Cristo, nem está ele presente invisivelmente,) é somente o símbolo (o retrato do Cristo perfeito). Representa a sua encarnação, que ele tomou um corpo humano e deixou sua glória (Jo 1:14), nasceu de uma virgem  e viveu entre os pecadores em perfeição de conduta, doutrina e voluntariamente. Era ele sem mancha ou defeito, um homem perfeito, idôneo para servir de sacrifício para os nossos pecados (Hbs 7:26; II Cor 5:21), ele ganhou “a justiça” através da sua vida reta e santa que o pecador não tem, nem pode obter, mas precisa. O Senhor Jesus Cristo é a justiça do crente pela fé (Gal 2:16; Filip 3:9; I Pd 3:18). Ele partiu o pão da Ceia significando que ia se sacrificar por seu povo. Ele é nosso substituto de justiça. 

O fruto da vide: Assim como no pão, o Senhor Jesus Cristo não está presente no fruto da vide, nem tampouco é o seu sangue (literal). É somente o símbolo do mesmo derramado a fim de tirar nossos pecados. Ele sofreu a pena da lei de Deus (que é morte e inferno), tomando nossos pecados para si,  e pagou o preço deles todos, ganhando assim para nós o perdão (Roms 5:9; Apoc 1:5; I Pd 1:18-19).

Os símbolos da ceia:

A unidade do corpo local – ( I Cor 10:17; 12:12-31).

A celebração da ceia não é um ato individual, e sim coletivo, a Bíblia compara a igreja ao corpo humano, dizendo que o corpo físico é um só, mas tem muitos membros, e cada membro tem uma função diferente, mas trabalha em conjunto com o corpo todo. Nenhum membro do corpo pode sair para trabalhar em separado, funcionando sozinho, até mesmo os mais fracos são necessários. Cada igreja batista neo-testamentária é uma igreja local e cada igreja simboliza esse fato de um corpo. Quando os membros da igreja tomam a ceia, estão demonstrando que fazem parte daquele corpo local, e que ali nele  têm sua função. Sendo a igreja um corpo, não se pode tomar a ceia em grupos ou individualmente. A Bíblia nos diz para “esperarmos uns pelos outros (I Cor 11:33), quando vos ajuntais num lugar" ( I Cor 11:20).

A pureza do corpo – ( I Cor 5:7-8).

Quando tomamos a ceia com pão ázimo (sem fermento), estamos mostrando a pureza da igreja. Na ocasião, cada membro deve examinar-se a si mesmo, para não toma-la indignadamente (I Cor 11:27). Qualquer membro que tem pecado na sua vida deve confessar esse pecado antes de tomar a ceia. Isto pode ser feito na hora, publicamente ou em silêncio, dentro do coração do indivíduo, dependendo da natureza do pecado, se público ou particular. O importante é a sinceridade da pessoa. No caso dos membros não julgarem os seus próprios pecados, a igreja tem direito de fazê-lo, e julgar se os participantes estão em condições ou não para toma-la. A Bíblia diz que: “um pouco de fermento faz levedar toda a massa”(I Cor 5:6).

A IGREJA E O  GOVERNO CIVIL E SUA SUBMISSÃO (Mats 20:20-25, Ats 4:18-20; 5:29).

Cremos que o governo civil é uma instituição fundada por Deus para conservar a ordem e promover o bem da sociedade humana; Os crentes devem ter por ele o máximo respeito. A única exceção, é o caso das leis que proíbem reuniões e a propagação da palavra de Deus. Então reconhecemos como instituições de origem divina, a família, o governo civil, e a igreja de Jesus Cristo. Essas três deverão servir de apoio mútuo umas às outras, sem porém interferir no funcionamento uma da outra, vivendo uma completa independência entre igreja e estado.

Qual a atitude dos crentes para com o governo civil? – (Roms 13:1-7).

-          Os crentes, assim como os incrédulos devem ser sujeitos à autoridade do seu  governo (vs. 1 a ), nossa consciência exige esta sujeição à autoridade (vs 5).

-          O princípio de governo civil é ordenado e estabelecido por Deus (vs 1b), ninguém deverá resistir a esta autoridade, por atos criminosos, ou revolucionários (vs 2).

-          A função do governo não consiste em atos de paternalismo (providenciando auxílio para os doentes, velhos, etc., biblicamente esta é a função da família), mas sua função consiste na proteção dos que fazem o bem e punição aos que fazem mal (vs 3); O governo é ministro de Deus para executar este serviço de recompensar o bem e castigar o mal (vs 4).

Os limites desta sujeição – (Roms 13:6-7; Mts 17:25-27; 22:21; I Tim 2:1-2).

Acima o Senhor Jesus definitivamente separa “as coisas que pertencem a César” (ao governo) das “coisas que pertencem a Deus” (religião), e estabelece também o princípio de pagamento de impostos “para não dar escândalo”. Exorta ele ainda os crentes que orem sem cessar a favor dos governantes, para que estes garantam-lhes uma vida quieta e sossegada, sem interferência ou impedimentos do livre exercício da fé. Em Atos 5:29; 4:18-20, podemos ver a resposta dos apóstolos quando levados diante do tribunal civil e religioso ao serem impedidos de pregarem o evangelho. ”Julgai vós se é justo diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus” (vs. 19), e “mais importa obedecer a Deus do que a homens” (Atos 5;29). No entanto quando houver conflitos de pontos de vista ou formos desafiados pelas autoridades, o espírito de todo crente deverá ser o de mansidão e não de arrogância (I Pd 2:13-17; 3:13-17).

A IGREJA E O CULTO – (Lcs 18:9-14; Jo 4:23-24; Roms 12:1).

O culto é tão antigo como o homem. Vemo-lo praticado no Éden, Caím e Abel dão-nos mostras dos dois tipos de adoradores. Aquele é ritualista, e este é pratico, aquele é hipócrita, e este é sincero, aquele é adorador por tradição, e este o é de coração. A respeito do culto formalista fala o profeta Isaías do grande erro daqueles que cultuavam a Deus só de lábios (Is. 1:10-20). Muitos ainda hoje, estão presos a lugares, rituais e tradições. Mas Deus é imensurável, não tem fronteiras. Ele é o Senhor do culto, pois “habita no meio dos louvores”. Portanto o culto pode ser prestado nos fundos dos mares, nas mais altas montanhas, nas maiores alturas, nos aviões, nos foguetes, ou em qualquer outro lugar.

O que é o culto:

É uma alma faminta diante do celeiro espiritual.

É uma terra sedenta clamando por chuva.

É um coração faminto em busca de amor.

É o homem subindo as escadas do altar de Deus.

É a resposta do homem à revelação de Deus.

É a honra, reverência  e louvor que a criatura dedica a divindade.

O que o culto oferece ao indivíduo:

Coloca-o em relação pessoal com Deus.

Concede-lhe instrução e luz para o viver cotidiano.

Concede oportunidade de purificação da consistência.

Provê estímulos morais e desafios para a vida.

Retempera a fé, aumenta a esperança e afervora o amor.

Coloca-o em comunhão com os irmãos.

O simbolismo no culto.

Vários símbolos foram usados na antigüidade pelos cristãos:

A cruz:  – Este é o símbolo por excelência.

O peixe: - Dizem que foi o primeiro símbolo reconhecido pela cristandade. Naqueles tempos de grandes perseguições os cristãos usavam códigos ou símbolos para se identificarem. Ao se defrontar um cristão com outro, traçava um peixe no chão ou no ar e logo era reconhecido. As letras da palavra correspondiam às iniciais da frase: Jesus Cristo, filho de Deus, salvador.

As letras IHS: -  Elas significam “Jesus, salvador dos homens”. Ou INRI – Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.

Xp:  - Estas letras significam Cristo.

ΛΩ: (Alfa e Ômega) – o começo e o fim. Estas letra gregas são muito encontradas nas “catacumbas de Roma”.

Alguns símbolos e seus significados usados no culto das igrejas primitivas:

A Cruz -  o sacrifício de Cristo.

A mesa da ceia – o memorial.

O púlpito - o testemunho.

A Bíblia – a revelação de Deus.

O símbolo da música – louvor.

O batistério – a ressurreição.

Os perigos dos símbolos:

Os símbolos trazem o perigo de serem tomados pela coisa simbolizada, perdendo o seu significado e correndo o risco de tornar superstições. Muito apego aos símbolos pode dar a tendência de exaltação as coisas externas, quando na realidade, o essencial é o interno, o espiritual.

As principais partes de um culto.

Os hinos:

Os hinos dão vitalidade ao culto, pois através deles, o adorador pode extravasar os seus sentimentos de louvor e gratidão a Deus, eles refletem a nossa convicção, a nossa esperança, a nossa fé e o nosso amor. Paulo e Silas “cantavam hinos a Deus”, no cárcere, até “perto da meia-noite”(Ats 16:25). Os cristãos primitivos cantavam muito, herdaram esse costume dos judeus. A história israelita é a mais alta expressão de louvor e gratidão a Jeová. Os Salmos por exemplo constituem uma antologia de louvores a Deus, eles são como que um florilégio musical. Os anjos ao introduzirem no mundo o anúncio do nascimento do Salvador, o fizeram “louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra, entre os homens de boa vontade”(Lcs 2:13-14). Na última ceia (Mats 26:30), nosso Senhor e os discípulos cantaram supõe-se que tenha sido um trecho do “Hallel” (Salms 113:118), que era comumente cantado naquela época. Assim dos Evangelhos ao Apocalipse, a música cristã é citada, e por se alegre,  a religião cristã é cheia de hinólogos.

A oração:

A oração é a respiração e a janela da alma pela qual vemos e falamos com Deus, ela deve ocupar lugar de muita importância no culto. É o momento quando a alma se descobre perante o Criador e lhe invoca as bênçãos, é também a chave que abre o coração de Deus, donde saem as inumeráveis bençãos para a nossas almas. Orar então, é estar em contato com Deus, é debruçar-se ante a sua face augusta, para ouvir-lhe as repreensões, para sentir-lhe os apelos e receber dele as bençãos.

Quanto as qualidade, as orações devem ser:

Objetivas, compreensivas e concisas.

Quanto à classificação, elas podem ser:

de adoração, de louvor, de súplica, de intercessão.

Quanto ao propósito, elas devem incluir:

Adoração, confissão. agradecimento, súplica, submissão.

A pregação:

A exposição da mensagem é a parte principal do culto, revela-nos o propósito de Deus. Ela nos transmite sua graça, sua sabedoria, seu poder e vida. Por essa razão, ela é para o mundo da consciência, um sopro de vida do Criador. Quando ela diminui, o povo perece, por falta de visão e do conhecimento de Deus; Quando ela desaparece, as trevas cobrem os corações e as almas se perdem, por falta de sua luz e de sua verdade. Então as trevas substituem a luz, o mal o bem, o pecado a santidade, a morte a vida, a incredulidade a fé, o ódio o amor e a vingança o perdão.

O dia do Senhor – (Apoc 1:10).

O dia do Senhor deve ser guardado com toda a honra e dignidade. Deve ser santificado, ninguém deve profana-lo, o domingo é para o louvor, para a pregação, o testemunho e a santificação.

Porque guardar o domingo e não o sábado?

Não guardamos o sábado pelas seguintes razões:

1.      Há uma profecia sobre a abolição do sábado; Deus disse a Oséias: “E farei cessar os seus sábados “  ( Os. 2: 12 ).

2.      O sábado fazia parte da lei, era mandamento. Hoje não estamos mais sujeitos à Lei, Paulo escreve: “De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo do aio”  (Gál. 3:24,25). Logo, se a lei não pode ser aplicada, não o pode também o sábado.

3.      Cristo não guardou o sábado como mandava a tradição. Assim, diziam os fariseus: “Este homem não é de Deus; pois não guarda o sábado” (João 9:16). Jesus violou sete vezes a Lei.

4.      Não existe mandamento no Novo Testamento para guardar o sábado. 

Porque guardamos o domingo?

1.      Porque foi nesse dia que nosso Senhor ressuscitou (Mar. 16:9).

2.      Porque foi o dia em que ocorreu fatos memoráveis para os cristãos, como: a aparição de Jesus aos discípulos, a descida do Espirito Santo, a ressurreição de muitos dos seus discípulos, que apareceram na cidade a muitos, o dia em que ele concedeu a grande comissão e o dia da sua ascensão aos  céus.

3.      Porque se tornou o dia de culto dos cristãos primitivos (At. 20:7).

4.      Porque era o dia em que a Ceia era celebrada (At.20:9).

5.      Porque relembra o dia de nossa redenção, assim como o sábado relembra o dia da criação

6.      Ao guardar o domingo, estamos guardando o 4ª mandamento, pois o texto pode ser lido assim: “Lembra-te do dia do descanso para o santificar.” O importante é que no domingo, que significa o dia do Senhor, a idéia fundamental da palavra hebraica sábado é encontrada.

7.      Os cristãos da era apostólica sempre guardavam o domingo, e não o sábado, e o mesmo fizeram aqueles outros que os seguiram.




 

Escatologia

DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

AS COISAS QUE HÃO DE ACONTECER



Principiamos nosso estudo das "doutrinas das últimas coisas", considerando a importância dada a elas nas escrituras, posto que somente a temos usado como nosso único fundamento de fé, e sobre a qual estão edificadas todas as nossas doutrinas históricas. Notamos o seu realce, nas profecias do Velho Testamento, nas pregações do Senhor Jesus Cristo, nos testemunhos dos anjos e dos apóstolos do Novo Testamento (Ezeq 21:26-27; Malaq 3:1; Zac 14:3-5; Jo 14: 2-3). O segundo advento de Cristo e as coisas concernentes a ele, são partes da "herança da luz", garantida ao crente pelo seu sangue. Assim a nossa maior glória e satisfação estão vinculadas a total compreensão destas verdades (Apoc 22:20), portanto o seu apropriado conhecimento se faz necessário para:

-          Cooperar inteligentemente com os planos de Deus, conforme os mesmos são revelados na sua palavra (sem a sua compreensão não se pode pregar Jesus plenamente).

-          Saber o que virá no futuro dentro do programa divino a fim de darmos respostas àqueles que buscam a razão da esperança existente em nós (I Pd 3:15-16; I Tess 5:1-11), se não o soubermos, será como golpear no ar (I Cor. 9:26).

-          Receber os resultados benéficos em nossas vidas. É impossível conhecer estas verdades e não ser afetados por elas. A vida e o caráter do crente são moldados pela antecipação dos acontecimentos aprendidos no correto manejo da palavra da verdade acerca destes assuntos (II Tim. 2:15).

-          Salvaguardar contra os erros e ensinamentos falsos (Efs 4:12-25). A verdade sempre será a maior "garantia" contra qualquer tipo de erro. 

A MORTE E O ESTADO PRESENTE DOS MORTOS - (I Cor 15:26-28; 54-58; Apoc 21:4).

Por toda a história de sua vida, tem o ser humano indagado: Morrendo o homem, tornará a viver? (Jó 14:14). Vivemos a procura da verdade concernente ao nosso destino, do universo onde habitamos e as questões do futuro ainda no tempo presente. No entanto a ciência e a filosofia não nos satisfazem neste particular, somente os ensinamentos centralizados na Bíblia tem resposta positiva a estas perguntas, suas afirmações e promessas irrevogáveis, criam um firme alicerce de esperanças e consolo. Mas se por um lado estamos esperando o segundo advento de Cristo, por outro lado certos acontecimentos vão ocorrendo, "e a morte certamente é um deles". Cada pessoa (crente ou não, desde os dias de Adão), que morre fisicamente, terá que descer a sepultura, "disto não há como escapar".

A MORTE.

As escrituras ensinam que há três diferentes "mortes”:

- "Morte física": É a separação entre o corpo, a alma e o espírito (Gen. 3:19; Jo 11:14).

- "Morte espiritual": É a separação entre Deus, a alma e o espírito (Gen. 2:17; 3:6, 7; Efs 2:1; Is 59:1-3).

- "Morte eterna ou a segunda morte": É o sofrimento final do corpo, novamente unido à alma e ao espírito, no caso do pecador não regenerado, ficando completamente separado de Deus e dos redimidos por toda a eternidade ( Apoc 20:12-15; 21:8).

- Os mortos são existentes - (Jo 2:19-21; Lcs 24:37-43; II Tim 1:10).

Que os homens não entram no estado final quando morrem, é bastante evidente, e isto ocorre tanto ao justo, como ao o ímpio. A palavra de Deus ensina a existência dos espíritos de ambos, após a morte física (Lcs 16:19-31; Mats 17:3-4; I Pd 3:19-20; Apoc 6:9; 20:11-15), e esta não encerra a existência do espírito do homem, porque o mesmo não está sujeito à morte física (Mats 10:28; Lcs 12:4-5). Podemos matar qualquer coisa que está sujeita à morte física, e quando isto ocorre ao ser humano, seu corpo deixa de funcionar e ele deixa de ser "alma vivente". Inicia-se então o processo de desintegração e decomposição, mas o espírito não pode ser morto e dele nunca se fala como cessar na morte, ela é meramente a separação entre o espírito e o corpo (Lcs 23:46; Atos 7:59-60). Portanto a morte não é término da existência nem para o santo e nem para o pecador. Jesus Cristo assim o provou, em que sua ressurreição foi obra realizada pelo seu próprio poder (Jo 10:18; I Cor 15:19-23), bem como a plena demonstração de que o espírito continua em existência após a morte física.

- Uma orientação errônea refutada pelos textos acima expostos:

Rejeitamos completamente, por carecer de base bíblica e fundamento divino, o ensino humano hoje existente do "sono da alma", o qual traz, que as almas, tanto dos justos como dos ímpios “dormem” (inexistem), entre a morte física e a ressurreição. A Bíblia tão somente diz que os mortos "dormem" (Dan 12:2; Mats 9:24; Jo 11:11; I Cor 11:30; I Tess 4:14; 5:10). Nestas passagens, como em muitas outras, emprega-se o uso da linguagem das aparências. Neste sentido a apresentação da morte como um sono não ensina que o espírito é inexistente, o sono é puramente um fenômeno físico e a morte é "sono" por analogia (aparência). Essa aparência, contudo, aplica-se somente ao corpo, não ao espírito. 


O ESTADO PRESENTE DOS MORTOS - ( Lcs 16:19-31).

Já consideramos como "existentes" tanto os justos, como os ímpios falecidos antes da ressurreição (Paulo repreendeu Himeneu e Fileto, porque ensinavam que a ressurreição "já era passada" - II Tim 2:17-18). Durante este estágio de vida chamado de “ intermediário”, a alma e o espírito ficam destituídos de seu corpo permanente, porém seu viver é consciente e seus sentidos são preservados, conforme veremos:

"O estado intermediário dos mortos justos:" 

-          A alma do crente, por ocasião da separação do corpo, entra imediatamente na presença de Cristo (II Cor 5:1-8).

-          Os espíritos dos crentes que partiram estão em companhia de Deus (Ecles. 12:7; Hbs 12:22-23). 

-          Por ocasião da morte, os crentes entram no paraíso (II Cor 12:4; Lcs 23:42-43).

-          Os santos que partiram, desde então, estão vivos e conscientes (Mats 22:32; Lcs 16:22-25; I Tess 5:10), em estado de descanso e de bem-aventurança (Apoc 6:9-11; 14:13), sendo que sua estada presente é melhor que a vida no corpo, neste mundo (Fil 1:20-23).

"O estado intermediário dos mortos ímpios:"

-          Encontram-se desde suas mortes, até hoje em prisão sob restrição e vigilância (I Pd 3:19). Não há necessidade de vigiar espíritos inconscientes. A restrição subentende capacidade de exercer funções.

-          Estão desde então em tormentos e sofrimento conscientes (Lcs 16:23), debaixo de sentença e punição (II Pd 2:4-9).


-          Uma orientação errônea refutada pelos textos expostos:

Sabemos da existência do ensino chamado “doutrina do purgatório”, o qual traz, que aqueles que morrem com leves pecados nas suas almas, ou que não satisfizeram as exigências necessárias para entrar no céu, estão detidos, sofrendo punição temporal, até que se purifiquem suficientemente para serem liberados e então poderem lá entrar. As escrituras, contudo, não fornecem qualquer indicação que aqueles que estão redimidos, estarão sujeitos a qualquer sofrimento extraterrenos e a provação depois da morte. O ensino da existência do purgatório, o do limbo e o do sono da morte, são criações do espírito humano, produzido pela incredulidade dos corações humanos, quanto aos claros ensinamentos da palavra de Deus a este respeito. Estes ensinos têm sido fomentados com o propósito de manter controle sobre seus adeptos através do medo. Jesus Cristo levou o pecado e o sofrimento para a cruz, isentando o crente de pagar o seu preço (Roms 4:8; 8:33). Assim a salvação e a justificação, são totalmente de graça e pela fé (Hbs 9:28; Efs 2:8-9). Mas ainda, Hbs 9:27 implica claramente que não é possível nenhuma mudança entre a morte e o juízo, e não há nenhuma provação para o crente depois de sua morte, ela somente confirma o destino da alma, escolhido e definido pelo indivíduo, ainda aqui nesta vida presente. Assim os falecidos ímpios estão em tormento perene cônscios e ardente, e os falecidos justos gozam bendita paz com o Senhor.

O CÉU, UM LUGAR REAL - ( Jo 14:2-3; Apoc 7:9; I Tess 4:16-17; I Pd 1:3-5).

O Senhor Jesus Cristo pode não ter agradado sempre seus ouvintes por causa da franqueza que caracterizou suas mensagens. Porém, de tudo que Ele trouxe para nos revelar nada levou de volta em segredo. As suas mensagens aqui deixadas, respeitando as limitações dos que a ouviram, foi completa em tudo. Ele trouxe as mais completas informações a respeito de um esplêndido lugar o qual é o destino dos justos, as suas características, os seus governantes e seus moradores. Em nossa breve e incidental existência aqui na terra, e em busca de algo melhor, nosso coração anseia por este lugar. Assim para nossa satisfação e deleite, temos informações concretas da sua existência e isto chega a nós, não como um fato estabelecido pela razão e convicção humana, mas sim pela sua maravilhosa revelação divina.

Sua realidade bíblica-(Coloss 1:5; Hbs 11:10, 16; Apoc 22:1-5, 15).

Algumas passagens bíblicas indicam uma determinada parte do universo chamada de Céu, como a futura habitação dos crentes. Esta habitação é descrita como uma cidade, que em seus fundamentos, tem as seguintes características: ela é bem construída, bem iluminada, bem servida de água, bem aprovisionada, bem guardada, bem governada, de grande beleza e esplendor, cujos habitantes são redimidos, vencedores e o ambiente são santo. Moram ainda neste lugar seres angelicais, a pessoa de Deus e o Senhor Jesus Cristo, onde tem ele o seu trono.

Onde fica o céu? - (Prov. 15:24; Atos 1:9; Lcs 16:23; II Rs 2:11).

Segundas certas crenças tradicionais supõem-se que existam sete céus, mas as escrituras se referem a apenas três: o céu atmosférico (Ats 14:17 ), o céu estelar (Gns 1:14), e o terceiro céu (II Cor. 12:2; Deut 10:14). A sua localização exata não é definidamente esclarecida, as escrituras, contudo expressam que a sua localização fica em cima e não em baixo.

Que tipo de corpos teremos no céu? - (Lcs 24:38-39; Jo 20:27; I Jo 1:1; Apoc 1:17-18).

Estas passagens da palavra de Deus, sem duvida alguma demonstram o fato que Jesus Cristo é possuidor de um corpo real, físico, vivo e que não é alguma "substancia etérea". Podemos nos regozijar grandemente no fato que ele tem prometido um corpo similar a todos quanto a ele pertencem (II Cor 5:1-6; I Cor 15:38; I Jo 3:2).

- Os crentes se conhecerão no céu, portanto as características pessoais serão conservadas - ( Lcs 16:19-31; Mats 17:1-4).

Após a sepultura a personalidade se estenderá e as características pelas quais nos conhecemos e somos conhecidos serão mantidas. Perderemos nossa natureza carnal e pecaminosa, bem como a carne que nos tem causado grande pesar e dor. Mas em tudo o mais nossa personalidade se manterá intacta e idêntica. O que é perfeito, será completado, o que estiver faltando será suprido. Nas regiões celestiais, não só reconheceremos aqueles que conhecíamos nesta terra, mas também seremos capazes de reconhecer a outras pessoas que nunca vimos antes. Ninguém terá de apresentar-nos a Moisés, Abraão, Davi, Paulo, e a outros. Nas passagens acima, vimos que os discípulos reconheceram Moisés e Elias, no monte da transfiguração, embora jamais antes o tivessem visto (apesar de na ocasião, ainda estavam limitados pela fraqueza da carne Lcs 9:32-34), e o rico reconheceu tanto a Lázaro como a Abraão, e eles o reconheceram e, no entanto ele jamais vira a Abraão, mas apesar disto pode reconhece-lo.

- Os que estão céu, conservam os seus sentidos - (Lcs 16:19-31; Mts 17:3).

Embora seus corpos continuem no sepulcro, eles vêem como se tivessem olhos, ouvem como se tivessem ouvidos, falam como se tivessem língua. O rico viu a Lázaro e a Abraão, no paraíso; os dois ouviram, o que cada qual dizia, o rico era atormentado no Hades, mediante o seu tato. Em Mats 17:3, Moisés e Elias falaram com Jesus. (Já que falavam, exerceram a razão e a capacidade de pensar. A alma é o centro da razão e da vontade, assim ela é o centro da vista, da audição, da formação dos sentidos, do raciocínio. Olhos, ouvidos, língua e outros órgãos, são apenas instrumentos físicos do homem para transmitir ou receber aquilo que a alma deseja). Assim entendemos que no céu os nossos entes queridos e os outros seres celestes, vêem, ouvem, falam e cantam (Lcs 15:7-10; Apoc 7:9; Dan 9:20-21; Jó 2:1-6; Apoc 1:10), e se regozijam na "terra que é mais bela que o dia". Multidões de santos moribundos (incluindo Estevão, Ats 7:59-60), tem dado testemunhos sobre as glórias do céu, outros têm escutado o cântico de coros angelicais, que lhes têm sido reveladas pouco antes de haverem passado para a presença do Senhor.   

- As atividades dos moradores daquele sublime lugar - (Apoc 22:3; 4:8).

Talvez não saibamos exatamente quais ou quantas formas de serviço serão prestados ali, mas é evidente, que o julgar e o reinar com Cristo estão inclusos nestes serviços, assim o Céu é um lugar preparado para um povo preparado, com programa apropriado a ambos.

"Assim ali os moradores, executam a vontade de Deus:”

- Ali há descanso e paz (Apoc 14:13),

- adoração e serviço (Apoc 5:14; 7:15),

- seremos consolados e galardoados (Mts 5:4; Apoc 21:4),

- prestaremos serviço ao Senhor (Apoc 7:15; 3:21: II Tim 2:12).

Concluímos então com a afirmativa em que morrer e em conseqüência ir para o Céu, não consiste em tragédia, mas sim numa gloriosa promoção e grande lucro, devendo ser um bendito alivio para os que têm seus nomes ali escritos (Lcs 10:20; Apoc 2:17). Nenhum salvo que se encontra do outro lado da praia, ainda que pudesse, queria retornar a forma decadente que aqui deixou (Apoc 14:13; Filip 1:21-23). Na ocasião da morte, nós os crentes, vamos para este lugar à presença de Cristo, lá veremos nossos entes amados que morreram salvos. Ali seremos vizinhos e companheiros de anjos não caídos, de homens redimidos e vencedores, os reais filhos de Deus, onde não mais teremos mais contacto com o pecado ( I Cor 6:9-10; Apoc 21:8).

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO - (Jo 14:2-3; I Tess 4:13-18).

- O fato da sua vinda, uma realidade estabelecida (Lcs 3:3-6; I Tess 5:1-6).

A promessa da segunda vinda de Cristo tem sido a expectativa maior do povo de Deus, ela nos tem animado, fortalecido e encorajado em todos os momentos de nossa vida. Sua realidade foi implantada em nossos corações como um fato iminente desde o momento em que abrimos o Novo Testamento. Ali encontramos João Batista a pregar, não do primeiro advento, mas antes do segundo. Assim as positivas afirmativas da vinda do Senhor Jesus Cristo, foi:

- predita pelos profetas (Is 11:1-11, Zac 14:3-5; Jds 14);

- aludida por João Batista (Lcs 3:3-6; Malaq 3:1);

- prometida pelo próprio Senhor Jesus Cristo (Jo 14:2-3);

- declarada pelos anjos (Atos 1:10-11; Apoc 1:1-2);

- ensinada pelos apóstolos (Mats 24:37, 42-44; Mcs 13:26; Lcs 21:27).

A natureza da vinda de Cristo.

Havendo incisivamente determinado a sua vinda como um fato, tornou-se então importante para nós conhecer a sua natureza, porque sem este último conhecimento, o fato em si torna-se praticamente inútil. Portanto naturalmente sua vinda, é para ser:

-          Corporal - (Atos 1:11; Zac 14:4-5; Mats 25:31; Jo 14:3; Filip 3:20). Sua ascensão foi corporal, e a promessa de sua volta, é que ela será da mesma maneira.

-          Visível - (Mats 24:27; Apoc 1:7; Ats 1:11). Todas estas passagens indicam a visibilidade de Sua vinda (em uma de suas fases), portanto ela será visível pela igreja na ocasião do arrebatamento, e pelo mundo todo por ocasião da manifestação (revelação).

-          Em glória e esplendor - (Mats 16:27; 24:29-30; Mcs 8:38; Apoc 19:11-16).

-          Duplicada. A vinda de Cristo consistirá de duas fases, ou dois estágios, separados por um período de tempo:

-          Próxima - (Lcs 21:28; Mats 16:3; 24:33). Os sinais da segunda vinda de Cristo hoje são tão evidentes e numerosos, que desafiam o maior dos cépticos. Os jornais fornecem diariamente, novos sinais do encerramento desta atual dispensação, e confirmam a Bíblia de maneira notável. Sendo assim então, notemos:

a)     Sinais nos céus ( Lcs 21:25a), na lua e nas estrelas.

b)     Sinais sobre a terra (Lcs 21:25b):

- Terremotos, Pestilências, guerras e fomes (Mats 24:6-8),

- Desassossego e anarquia (II Tess 2:3, 7),

- Transportes múltiplos (Dan 12:4; Na 2:4),

- Apostasia (I Tim 4:1; II Tim 3:1-7).

- Sinais de intensificação comercial e industrial (Apoc 13:16-17).

- Sinais políticos e judaicos (Dan 9:27; Mats 24:32-34).

1) A primeira fase, ou estágio - (o arrebatamento).

Nesta primeira fase, Ele virá:

-          Nos ares (I Tess 4:15-17). Não há sinal de que Ele venha sobre a Terra neste tempo.

-          Para seu povo (Jo 14:3).

-          Como a "estrela da manhã" (Apoc 22:16).

-          Como um noivo (Mats 25:1-10), para receber Sua noiva (II Cor 11:2). O casamento e a ceia são típicos das bençãos consumadas da salvação.

2) A segunda fase, ou estágio - (a manifestação ou revelação).

Nesta fase Ele virá:

- Como "o sol da Justiça" - (Malaq 4:1, 2).

- Na terra (Mats 25:31; Zac 14:4, Ats 1:12), Ele pisará o Monte das Oliveiras.

- Com seu povo (Zac 14:5; Jds 14; Apoc 19:14).

- Como destruidor juiz e rei (II Tess 1:7-9), para conquistar, julgar e reinar.

- Para ser recebido de Israel - (Zac 14:9-11).

As duas fases contrastadas.

- A primeira fase será no ar (I Tess 4:15-17); a segunda será na terra (Zac 14:4).

- A primeira fase de sua vinda será para o seu povo (Mats 25:6-10; Jo 14:2) a segunda fase será com o seu povo (Jds 14; Apoc 17:14).

- Na primeira fase de sua vinda será como um noivo (Mats 25:6-10); a segunda fase de sua vinda será como um rei para julgar e reinar (Salms 96:13; Apoc 19:15).

- Na primeira fase os justos serão tirados dentre os ímpios, na segunda fase os ímpios serão tirados dentre os justos (Mats 13:40-42).

- Na primeira fase os justos na terra encontrarão o Senhor no ar para irem para o céu com Ele (I Tess 4:17; Jo 14:2); na segunda fase eles simplesmente entram no reino milenar aqui na terra (Mats 13:42; 25:34).

- Na primeira fase os incrédulos são meramente deixados aqui na terra (Mats 25:10-12); na segunda fase eles serão destruídos e lançados no fogo eterno (Mats 25:41-46).

- A primeira fase está sempre iminente (Mcs 13:35-36; Tg 5:8; Apoc 22:12), a segunda é para ser precedida de certas coisas definidas (Mats 24:14-29; II Tess 2:1-8).    

O tempo da vinda de Cristo.

Não referimos aqui a data de sua vinda, mas somente a relação de sua vinda com o tempo, o qual está representado nas escrituras como:

-          Desconhecido de todos exceto do Pai (Mats 24:36).

-          Incerto aos homens (Mats 25:31). Sinais algum foram dados bastante explícitos para que se assegure de que Jesus virá em qualquer tempo particular. 

-          Quando não esperado (Mats 24:44-50; Lcs 12:40-46). Quando Cristo vier, não achará um mundo convertido onde à justiça governa, mais sim apóstata, injusto, profano e avesso sua doutrina e aos seus ensinamentos.

Propósito

O propósito de sua vinda será duplo, pois a mesma afetará a duas classes dos humanos. Assim notemos:

Para os justos:

-     Irá levantar (ressuscitar) os mortos (I Cor 15:23; I Tess 4:16; Apoc 20:5-6);

-          Irá arrebatar, (raptar) e transformar os vivos (I Tess 4:17; I Cor 15:51-52).

-          Irá julgar e recompensar suas obras (I Cor 3:12-15; II Cor 5:10; II Tim 4:8).

-          Casará com a Igreja (Mats 25:1-10; Apoc 19:7-10), e á estabelecerá nos lugares celestiais (Apoc. 21:2, 9-10).

Para os ímpios:

- Para estes, sua vinda (na primeira fase) iniciará suas participação nas experiências da tribulação (II Tess 2:7-12; Apoc 16:1-14).

- Os que tiverem vivos (na segunda fase), serão julgados por causa de Israel (Mats 25:41-46), mortos e lançados no seu destino final, o lago de fogo inferno (Apoc 19:19-21; 20:12-15; Jerem 25:15-33; Is. 24:17-21).

Portanto temos que os ímpios falecidos participarão somente da segunda ressurreição (Apoc 20:11-15), quando então receberão um corpo (Mats 10:28). E a respeito deste corpo pouco se sabe quanto a sua natureza. Temos, contudo que ele será capaz de sofrer, que será indestrutível e não será justo, como será os dos salvos.

- O ARREBATAMENTO DA IGREJA (I Tess 4:13-18; I Cor 15:51-57).

Uma das melhores maneiras de compreender o que está acontecendo no mundo hoje em dia bem como em qualquer outra época, é ter compreensão apropriada da palavra de Deus. Quando comparamos "escritura com escritura", descobrimos que certos acontecimentos dependem de outros, a fim de que sejam cumpridos. Assim temos que para cumprimento das promessas feitas pelo Senhor Jesus à Igreja, quanto ao seu arrebatamento e o conseqüente encerramento desta dispensação, na qual encontramos, é necessário o acontecimento de uma série de fatos.

A Sexta dispensação - (Ats 3:19; 17: 29-30).

No plano divino existem diversos períodos de tempo, que nós o chamamos de dispensações. Incluem nestes períodos, diversas condições de relacionamentos entre Deus e o homem e são de diferentes durações. Contudo todos estes períodos se relacionam com os propósitos de Deus para conosco. O presente período em que nos encontramos, chama-se: a dispensação da graça; Ele se estende desde a morte de Cristo até a sua volta, quando então virá para buscar a igreja. A parte bíblica envolvida incluí do livro de Atos, até o terceiro capítulo do Apocalipse, e sua característica mais notável é a presença pessoal do Espirito Santo nos corações dos crentes.

O curso desta dispensação:

O propósito de Deus nesta dispensação enfatiza a pessoa do Espírito Santo, sua obra, a oferta de perdão, a justificação e a concessão da vida eterna, como presente gratuito da graça divina. Mas o seu maior significado é que ela retrata uma representação gráfica do curso e progresso da igreja como um todo, que partiu de um pequeno começo e cresceu acrescentando seus membros através dos séculos. Todas estas bênçãos sem preço têm seu principio na aceitação do Senhor Jesus Cristo como salvador pessoal (Roms 5:15-19). Assim todos os crentes juntos desta dispensação formam a igreja de Cristo. 

Características do fim desta dispensação (Mts 24:3-12, Lcs 18:8; II Tess 2:1-12).

Já é possível perceber a aproximação desse importantíssimo acontecimento, pois existem sinais registrados nas escrituras e que apontam para essa aproximação (Mats 16:3). O principal desses sinais que, além de trazer nosso senhor de volta, vai também encerrar esta dispensação da graça, é o cumprimento da profecia do retorno dos judeus à sua terra natal (Ezeq 37:1-28). Depois de terem peregrinado pelo mundo inteiro durante séculos, eles estão voltando à terra de seus pais para aguardar inconscientemente à volta do Messias (Deut 28:63-68; 30:1-10). Outro sinal de evidência esmagadora é o da predição do desenvolvimento das ciências, do conhecimento e das viagens através do mundo (Dan. 12:4; Naum 2:3-5). Temos ainda o desenvolvimento de uma igreja fictícia, rica influente e liberal, mais completamente carente das verdades fundamentais divinas. Sua mensagem tem causado o afastamento do homem da verdade divina, e do contacto intimo com Deus e sua justiça. Este desvio espiritual e afastamento de Deus são um fato universal, biblicamente chamado de "a grande apostasia" (II Tess 2:3; II Tim 3:1-8; Apoc 3:14-22). Há, porém ainda outros sinais tais como: o relaxamento dos votos matrimoniais (I Tim 4:1-6), e uma ênfase dogmática sobre coisas sem importância. A grande maioria do mundo já zomba da idéia da volta de Cristo (II Pd 3:3), que por si só já constituí um dos sinais. Apesar de tudo isso, ainda alguns aguardaram a Sua volta (Tt 2:12-14).

O que será o arrebatamento - (Coloss 3:4; Jo 14:3; I Tess 1:7-9, 4:13-18).

A expressão arrebatar, significa raptar, roubar, tirar algo ou alguém de um lugar. Este acontecimento bíblico, que ocorrerá no futuro, também é chamado de "encontro", neste caso, significa literalmente "sair, a fim de voltar junto", tal como os crentes de Roma saíram até a Praça de Ápio ao encontro de Paulo, e dali retornaram com ele para Roma (Ats 28:15). Portanto, "arrebatamento" para nós os salvos, entendemos que seremos tirados, raptados, transladados, suspensos, da esfera terrestre e tomados para encontrarmos com Cristo nos ares. Nesta ocasião receberemos corpos glorificados repentinamente e seremos instantaneamente mudados para ser conforme o padrão de seu corpo depois da sua ressurreição (I Cor 15:35-58).

Ilustrações bíblicas sobre o arrebatamento.

Veremos a seguir algumas ilustrações extraídas da palavra de Deus, que darão uma melhor perspectiva acerca do arrebatamento da Igreja. Podem não ser tipos perfeitos, mas nos fornecem um quadro daqueles que foram poupados ou removidos, sem terem de enfrentar julgamentos iminentes, que se seguiram a tais acontecimentos. Por semelhante modo, a Igreja haverá de ser removida "antes" do período da tribulação.

- Enoque...(Gens 5:21-24).

Enoque andava com Deus (vs 22), foi transladado.”...para não ver a morte (Hbs 11:5).

- A arca...(Gns: caps. 6 e 7). 

A arca foi construída segundo as especificações dadas por Deus. Ela foi revestida de piche (expiação), por fora e por dentro; Deus disse a Noé e a sua família: "Entra na arca..." Deus fechou a porta da arca, pelo lado de fora, antes do início do dilúvio.

- Ló... (Gens 19:1-24).

Ló e sua família viviam em Sodoma (um tipo do mundo). O Senhor teve de tira-lo daquela cidade ímpia. O Senhor disse: "... pois nada posso fazer, enquanto não tiverdes chegado lá...” (vs 22).

- Abraão, Isaque, Eliezer e Rebeca ( Gens cap. 24).

Abraão enviou seu servo, Eliezer, para obter uma noiva para o seu filho Isaque. A noiva, Rebeca, jamais vira a Isaque face a face. Eliezer (tipo do Espirito Santo), conta tudo sobre Isaque (o noivo). Rebeca aceita o pedido de casamento (vs 58). Isaque sabe desta aceitação e sai a encontra-la no "caminho"... (vs 63 e 64).

- Elias... (II Rs 2:8-11).

Elias era servo do Senhor, ele foi enviado com uma mensagem de advertência ao povo de Deus. Ele foi "arrebatado para o céu em um redemoinho".

Quando terá lugar o arrebatamento? - (Mats 24:35-36; 42-44).

O arrebatamento será uma "surpresa" para o mundo, ainda que não venha a surpreender aos crentes verdadeiros. O seu acontecimento será indefinido quanto ao tempo, porém será iminente quanto à esperança e à expectação. Os crentes não devem deixar enganar-se pela apostasia de muitos que recusam a crer na verdade acerca de sua vinda (II Tess 2:3), porém devem ser consolados pela sua vinda prometida (I Tess 4:18), vigiar e negociar até a vinda do Senhor (Mats 25:13; Lcs 19:13). Portanto, este fato deve ser esperado para ocorrer a qualquer momento.

Quem participará do arrebatamento? - (Lcs 17:34-36; I Tess 4:17; Jo 11:25-26). . O arrebatamento alcançará os crentes regenerados de todo o mundo. Todos são aqui representados pelos diferentes horários mencionados nestes textos. Nesta ocasião também haverá uma geração de crentes que não verá a morte, estes que estarão vivos receberão uma transformação misteriosa instantânea, e os que estiverem mortos, serão ressuscitados e transformados. Assim todos nós, seremos arrebatados, e tirados juntos e iremos nos encontrar com o Senhor, que sairá donde está para ficar para sempre conosco.

A ressurreição dos mortos "em Cristo" e o transladar dos vivos:

Assim a ressurreição é um fato que tem um duplo aspecto, para:

-          Os que já dormem (I Cor 15:51-52);

-          Os que estarão vivos (I Tess 4:17).

Ambos serão arrebatados "juntos" ao encontro do Senhor nos ares (I Tess 4:17).

As categorias bíblicas dentro da qual são catalogados:

-          Nem todos os mortos ressuscitarão ao mesmo tempo.

-          Nem todos os vivos serão arrebatados.

Nesse caso a Bíblia ensina que haverá duas ressurreições separadas e distintas: (Ats 24:14-15; Dan 12:2; Jo 5:28-29; Apoc 20:4-6).

-          A ressurreição dos justos (a primeira ressurreição);

-          A ressurreição dos ímpios (a segunda ressurreição).

Vemos também, que há um intervalo de tempo separando essas duas ressurreições.

ACONTECIMENTOS QUE TERÃO LUGAR NO CÉU:

Após a primeira ressurreição e o arrebatamento, com os santos nos céus acontecerão dois eventos "tremendos", que só dizem respeito aos que são nascidos do alto, redimidos pelo precioso sangue de Cristo. Estes dois acontecimentos celestiais serão:

1°-) O tribunal de Cristo - (Roms 14:10; I Cor 3:11-15; 4:5; II Cor 5:10).

Muitos crentes se deixam confundir com os julgamentos referidos na Bíblia. Muitos deles não sabem "quem", nem "quando", e nem "por quem" serão julgados. Para efeito de esclarecimentos, esboçamos a seguir, de modo breve, esses juízos:

-          O pecado: foi julgado no Calvário (Is 53:5-6; Jo 5:24; Gal 3:13; I Pd 2:24).

-          Os crentes: devem julgar a si mesmos (I Cor 11:31-32; I Tim 1:20).

-          Os judeus: serão julgados (Ezeq 20:34-38; Apoc 6:19; Slms 50:16-32).

-          Os crentes: serão julgados (II Cor 5:10;l Roms 14:10).

-          As nações: serão julgadas (Mats 25:31-46; Apoc 20:8-9).

-          Os ímpios: Satanás e os anjos caídos: serão julgados (Apoc 20:10-15; Jd 6).

Os crentes serão julgados pelo menos mil anos antes do julgamento dos ímpios, mas seremos julgados somente com respeito às obras de nossos serviços, ao passo que incrédulo o será pelas obras que fizeram e por terem recusado a aceitar a Jesus Cristo como salvador, que é a rejeição do evangelho da graça de Deus. Assim o julgamento dos crentes não será um "teste" para verificar se somos culpados ou inocentes (no tocante aos nossos pecados), mas servirá para verificar "como temos trabalhado" para o Senhor, durante a nossa jornada na Terra (I Cor 9:24).

-          O Juiz: - Cristo será o juiz (Jo 5:22-23, 27; II Tim 4:1; Ats 10:42; 17:31).

-          O tempo: - deste julgamento será quando voltar o Senhor (I Cor 4:5).

-          O lugar: - deste julgamento será nos ares (I Tess 4:17).

-          A base: - deste julgamento, que visa o recebimento ou não de galardões e envolverá exclusivamente os crentes, é a sua palavra (I Cor 3:1-15).

-          O resultado: - galardões e coroas, ou danos das obras e não da própria alma.

“Cinco coroas aparecem dentre as obras que permanecem:"

-          "A coroa da vida" - (de mártir) - Apoc 2:10; Tg 1:12. Para os que não recuaram, e venceram as provações até mesmo diante a morte.

-          "Coroa de glória" - (de pastor ou mestre) - (I Pd 5:4) - Para os que não serviram por motivo de ganho desonesto e nem tentaram dominar a herança do Senhor.

-          "Coroa da alegria" - (do ganhador de almas) - I Tess 2:19-20; Dan 12:3 - Para os que levaram pessoas a experimentar a transformação de suas vidas.

-          "Coroa de justiça" - (I Tim 4:8) - Para quem aguarda a vinda de Cristo.

-          "Coroa incorruptível" - I Cor 9:24-27 - Para aqueles que não seguem a carne e suas concupiscências, mas que conservam seu corpo em sujeição (I Jo 2:28).

2°-) As bodas do cordeiro - (Salms 45: 1-17; II Cor 11:2; Apoc 19:1-9; 21:9, 27).

Logo nos primeiros capítulos da Bíblia, encontramos ali descrito o casamento de Adão e Eva (Gens 2:18). E quando chegamos ao seu término, ali encontramos a descrição do "banquete das bordas do cordeiro", que é o casamento de Cristo (o segundo Adão), com a sua noiva a Igreja. Assim as escrituras começam e terminam com um feito da maior importância para nós os crentes. Nos textos acima citados, vemos este acontecimento em andamento, e os fatos que o antecederam. A figura do casamento aqui empregado está de acordo com o modelo da cerimônia oriental que compreende três estágios:

a-) O noivado: É o compromisso legal. Ocorre quando os membros individuais do corpo de Cristo são salvos.

b-) A vinda do esposo para buscar sua esposa: Isto acontecerá quando a igreja for arrebatada.

c-) O banquete do casamento do Cordeiro: Isto somente acontecerá em conexão com a sua segunda vinda. Será quando ele virá para estabelecer o seu Reino Milenar.

Então com o andamento dos fatos, vemos quatro "Aleluias" serão ouvidas a reboar por todo o Céu:

-          Duas "aleluias" - pelos que tiveram sido mortos durante o andamento do período da tribulação (Apoc 7:14), mas agora ressuscitados dentre os mortos (Apoc 7: 1-3).

-          Uma "aleluia" - pelos vinte e quatro anciãos (santos do Antigo Testamento - Apoc 4:4-5), e pelas quatro criaturas vivas (santos do Novo Testamento, vs 6-8).

-          Uma "aleluia" - pela Assembléia inteira do Céu, por causa do que já aconteceu e do que está preste a acontecer.

Ali também estarão presentes toda as hostes celestiais, (estes serão os convidados para o casamento do Cordeiro - Mats 22:10-11), e os santos do Antigo Testamento (estes se encontrarão ali na qualidade de amigos do Noivo - Jo 3:29). Eis então apresentada a Cristo na qualidade de esposa, a igreja, vestida com suas vestes puras, símbolo de justiça. Esta a quem o Senhor amou e se entregou a fim de adquiri-la. Esta virgem casta, (Efs 5:25-27), certamente é o corpo coletivo dos crentes que têm sido recolhidos dentre os povos, tribos, línguas e nações (Apoc 7:9), ela é que tomará seu lugar de exaltada posição ao lado do seu amado Senhor (Apoc 21:9, 27; 19:8). Eis enfim estabelecida em seu lar nos lugares celestiais, o lar preparado, a casa do Pai. 

O simbolismo das vestes da igreja, a "esposa" de Cristo:

As vestes nas escrituras são um símbolo de justiça. No sentido ético mau, é símbolo de justiça própria (como exemplo Is 64:6 e Fil 3:6-8), que mostra o melhor que um homem religioso e moral sob a lei poderia fazer. No sentido ético bom, as vestes simbolizam:  

-          Manto de justiça: A provisão de salvação de Deus pela graça através da fé em Cristo. São vestes de salvação.

-          Linho finíssimo de justiça: São os atos dos justos, ou suas obras de piedade e bondade produzidas pelo Espírito Santo. Simbolizam também, quando o crente julga a carne e entrega-se a Deus (Roms 13:14). Estas são as "boas" obras para as quais somos "criados" em Cristo Jesus, com as quais devemos adornar-nos para honrar o nome de Cristo aqui nesta terra (Efs. 2:10). 

ACONTECIMENTOS QUE TERÃO LUGAR NA TERRA:

As setenta semanas de Daniel - (Dan 9:24-27).

A profecia das setenta semanas revelada a Daniel e ao seu povo, fornece um perfeito quadro cronológico de predição messiânica. Ela é a chave que abre os maiores tesouros secretos para o entendimento do programa divino ao estabelecer o seu reino sobre a terra.

A divisão das setenta semanas - (Dan. 9:25-26).

As "setenta semanas" da profecia, são semanas de anos. O seu começo, está fixado com "saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém". Partindo desta data, as primeiras sessenta e nove, chegam-se até "o príncipe ungido". Mais tarde, depois das sessenta e nove semanas de anos, duas coisas importantes aconteceriam:

1-) O Messias seria "morto", e a partir de então não teria nenhum dos seus direitos reais ("e já não estará").

2-) A cidade que fora reconstruída e o seu santuário, seriam novamente destruídos. Desta vez pelo "povo" de um outro príncipe que ainda estaria para vir.

De maneira que, há concordância sobre estes dois últimos acontecimentos que se cumpriram com a morte de Cristo (29 AD), e a destruição de Jerusalém por Roma (70 AD). Os dois acontecimentos foram colocados antes da septuagésima semana do texto (Dan 9:27). Portanto um período de tempo entre a morte de Cristo e a destruição de Jerusalém, deve intervir entre a sexagésima nona e a septuagésima semana. A prova maior de que esta septuagésima semana de anos ainda não se cumpriu, está no fato de Cristo explicitamente relaciona seus principais acontecimentos com a sua segunda vinda (Mts 24:6, 15). Portanto durante o período entre as duas semanas deve intervir todo o período da igreja apresentado no Novo Testamento.     

A lacuna profética

Assim, estamos vivendo agora a chamada "lacuna profética". Ela representa o tempo da Igreja de Cristo, ou o tempo da graça, que está entre a ascensão do Senhor Jesus aos céus e a sua segunda vinda em glória. Esse tempo entre a sexagésima-nona e a septuagésima semana é para os judeus, o tempo dos gentios, que sobreveio a eles por causa do endurecimento de seus corações. No entanto as escrituras indicam que este endurecimento, não é definitivo. Ele cessará quando a "plenitude dos gentios" estiver passado e eles forem salvos (Roms 9:27; 11:25-27).

O fim vem... - (Ezeq 7:1-10).

Para efeito de ênfase e a fim de dirimir possibilidade de mal entendidos, expomos a seguir, um breve sumário dos tempos difíceis que hão de vir, e os acontecimentos que terão lugar nestes dias que antecederão o reinado do Anticristo, cujas características serão as seguintes:

-          Os judeus terão voltado para a Palestina na sua incredulidade e recuperado o legado como nação (Is. 11:11-16; Ezeq 36; 24-28).

-          Os judeus terão restaurado e reconstruídos o templo em Jerusalém e os sistemas de adoração, oferendas e sacrifícios do Velho Testamento terão sido restaurados (Is. 66:1; Apoc. 11:1-2).

-          O diabo e seus anjos terão sido expulsos das regiões celestiais (Apoc 12:7-12), suas atividades estarão circunscritas à Terra, será quando suas atividades aumentarão intensamente. Por fim isto acarretará na energização e controle do Anticristo (Apoc 13:2)

-          Os judeus aceitarão um pacto de sete anos com o anticristo (Dan 9:27; Jo 5:43).



"A tribulação" - ( Mts 24:15-22; Mcs 13:14-23; Lcs 21:20-24).

Quando acontecer o arrebatamento da Igreja, cada cristão nascido de novo, será imediatamente transladado para o cenário celestial (Lcs 17:34-36). Este acontecimento procederá ao começo do cumprimento da septuagésima semana de Daniel, cuja última metade é a grande tribulação. Enquanto lá no céu o folguedo e o regozijo tomarão conta, aqui na Terra, serão derramadas ira e miséria.

“A duração deste período - (Dan.7:25; 9:24-27; Apoc.11:2-8; 12:6,14)”. 

Cremos firmemente que este período será de "sete anos" de duração dividida em duas metades igual de três anos e meio cada. A segunda metade deste período vai se caracterizar pela crueldade crescente da parte do governador do mundo, perseguição e sofrimento. Nossa convicção é sustentada pelo tempo de que as duas testemunhas terá de profetizar em paralelo com a carreira da besta (Apoc 13:5). Notemos que as testemunhas devem profetizar por mil duzentos e sessenta dias (aproximadamente três anos e meio); então é para a besta levantar-se e matá-los (Apoc 11:7) e continuar por quarenta e dois meses (Apoc 13:5). Em harmonia com estas passagens, entendemos ser este o período de duração da tribulação, porque consideramos que o Nosso Senhor liga o "abominável da desolação" mencionado por Daniel (Dan 9:27; Mts 24:15-21; Mcs 13:14-19), então está evidente que a tribulação referida terá ligação com a septuagésima semana profética.

Os horrores deste período - (Apoc 4:1-19:11).

Este período é para ser "o dia" da ira de Deus. Nele, Deus derramará os seus justos juízos sobre o mundo, que por séculos desdenha de seu amor (Slms 2:5), será quando ele vingar-se-á completamente seus eleitos a respeito do tratamento que este mundo dispensou ao Seu filho e aos Seus santos (Lcs 18:7; Roms 12:19; Apoc. 6:9-10). Será quando Ele derramará os vasos de Sua santa ira sobre esta terra amaldiçoada de pecado e entenebrecida pelo diabo. Será um período de grandes perturbações causadas pelo Anticristo e pelo falso profeta, de inigualável agonia, que envolverá o mundo todo (Apoc 3:10b), de extrema convulsão social e sofrimentos sem precedentes, será "o tempo de angústia de Jacó", que envolverá especialmente os judeus (Jer 30:7; Apoc 7:14; Mats 24:15), e se os dias desse holocausto não forem encurtados a humanidade toda se perderá. Por fim a terra será arrancada do diabo e do seu povo, e será dada ao povo de Deus (Mats 5:5).

Salvar-se-á alguém durante este período? - (Apoc 7:1-17).

Deus nunca deixou o mundo sem alguma testemunha Sua; Com a Igreja fora do mundo, Ele irá levantar primeiramente duas, e depois um grupo de judeus chamados nas escrituras de os cento e quarenta e quatro mil. Estes serão chamados de modo sobrenatural, receberão poder para testificar e andar pelo mundo todo. Principiarão a proclamar o evangelho da vinda do Rei logo depois do rapto (arrebatamento) da igreja (Apoc 11:2-8). Temos, porém que seus testemunhos despertarão amarga oposição, alguns serão lançados na prisão, muitos serão vergonhosamente tratados, e praticamente todos provarão a morte por causa da sua fé (Mats 25:31-46). Assim afirmamos inesitantemente que a tribulação será um período de salvação, os eleitos de Israel serão redimidos (Apoc 7:1-4; Roms 9:27) com uma inumerável multidão de gentios (Apoc 7:9).

Assim as características do período da grande tribulação são:

-          A ativa interposição de Satanás - (II Tess 2:3-11; Apoc 12:12; 13:4-5).

O mistério da iniquidade que está sob restrição divina, já tinha começado no período apostólico e tem se expandido durante a "dispensação da igreja". Parece evidente que o que restringe, (ou influencia), este mistério é o "Espirito Santo". A remoção ou afastamento deste agente dar-se-á quando a igreja for transladada. Então Satanás cheio de grande cólera se manifestará na plenitude do seu poder, energizará a besta (o homem do pecado) resultando daí: a grande apostasia.

-          A atividade sem procedentes dos demônios (Apoc 9:2, 11,20).

Será nestes dias que sob a permissão de Deus, que os demônios poderão desencadear todo o seu diabolismo e será quando o pecado que habita os corações dos homens poderá demonstrar o seu verdadeiro caráter.

-          O reinado cruel da "besta" que surgiu do mar - O Anti-Cristo (Apoc 13:1-10)

Um notável elemento da tribulação começará com o aparecimento de uma figura chamada nas escrituras de "Anti-Cristo", a "besta" ou "o homem do pecado". Ele levantar-se-à do mar, que é o símbolo dos povos e das nações, com sabedoria e poder satanicamente inspirados, apresentará um plano viável para o alívio dos problemas desconcertantes que têm atormentado o mundo desde os primórdios e rapidamente subirá até o posto de Ditador Mundial. Durante algum tempo, governará pacificamente, depois por força militar, ele não descansará até que cada pessoa no mundo concorde em cumprir seus terríveis desejos.

"O ANTICRISTO" - ( Dan 7:8-27; 8:8-25; II Tess 2:3-2; I Jo 2:18-22; 4:3; Apoc 16:13-17; 19:17-20).

O estudo do assunto do Anticristo precisa ser feito com grande cautela. Tal estudo é freqüentemente desaconselhado ou menosprezado por causa de teorias estranhas a respeito de quem, ou o que constituíra este poder anticristão. É particularmente importante numa época de anarquia e desassossego fenomenais como a atual, quando tudo está amadurecendo para o seu reino, que compreendamos as escrituras referentes a esse "homem da iniquidade", pois as previsões a ele relacionadas são muito distintas e definidas. Conforme afirmamos antes, interpretamos qualquer passagem das escrituras literalmente, a menos que haja algo em seu contexto, ou em alguma outra escritura que indique um sentido figurativo. Não achamos absolutamente nenhuma razão, para tomarmos a descrição do homem do pecado doutra maneira que não literalmente, sendo assim então vejamos:

O Anticristo, um sistema ou uma pessoa

Alguns afirmam que o Anticristo será apenas um fenomenal sistema voltado contra Deus e ao cristianismo autêntico, que se alastrará por todo o mundo, mas não uma pessoa. Neste caso ele seria comparável a uma ideologia ou a uma corrente política econômica/religiosa permeada (rodeada) pelo ateísmo. No entanto parece que o Anticristo será ambas as coisas, um sistema baseado em determinados princípios, mas que terá a sua expressão máxima em uma pessoa, um ser diabólico, a encarnação do próprio Diabo, que estará à frente de uma colossal organização satânica, representando a concentração máxima do ódio, da maldade e da perversão. 

A identidade do homem do pecado.

-          Ele e a besta do Apocalipse devem ser o mesmo indivíduo.

Sustentamos esta convicção pelas seguintes razões:

- ambos tem o seu curso durante o ínterim entre as duas fases da vinda de Cristo.

- ambos serão destruídos na vinda final de Cristo a terra (II Tess 2:8; Apoc 19:11-20).

- ele é para ser um rei mundano com assento de poder em Roma (Apoc 17:1-11).

-          Sua personalidade é retratada atraente e poderosa - (II Tess 2:3-4,9).

Assim como Cristo é a expressa imagem de Deus, igualmente parece que o Anticristo é a manifestação culminante de Satanás, "o príncipe deste mundo". Sua vinda será "segundo sua eficácia" (energia, ou operação interna), com todo o seu poder, e sinais e prodígios da mentira e com todo engano de justiça.

- Ele é para ser um indivíduo atual - (Dan 7:20; 8:23-24; Apoc 17:17).

O Cristo impostor será um maravilhoso erudito, perfeitamente à vontade em qualquer assunto. Será exímio orador, possuindo uma língua de prata, os homens ficarão embevecidos por suas palavras, será um cientista, assim como também um grande esotérico, tendo um completo conhecimento do oculto. Suas mãos manusearão as forças invisíveis, será também um verdadeiro mago das finanças, ultrapassando em habilidade os mais capazes financistas que já viveram. Será ainda um gênio militar, sobrepujando a todos os maiores generais pelo seu magnetismo e estratégia. Os homens agregar-se-ão a ele aos milhares em torno de sua bandeira, sentido-se orgulhosos em servir sob seu comando.

-          Seu caráter é descrito: ímpio e blasfemo - (II Tess 2:3, 8-10; Apoc 13:6).

O Senhor Jesus é o justo, mas o homem da iniquidade será o iníquo. O Senhor Jesus foi nascido sob a lei (Gal 4:4); o Anticristo opor-se-á a toda lei, sendo "lei para si mesmo". Quando o Salvador entrou no mundo, Ele disse: "Eis aqui estou para fazer, oh Deus, a tua vontade (Hbs 10:9); mas do Anticristo está escrito: "Este rei fará segundo a sua vontade" (Dan 11:36). Ele estabelecer-se-á em oposição direta a toda autoridade, tanto divina como humana.

- Seu nome demonstra que ele antagoniza ao verdadeiro Cristo (Apoc 13:1-18).

O Anticristo não só opõe-se a Cristo, mas é alguém que se coloca "no lugar de Cristo". Isto significa "outro" Cristo, um pró-Cristo, um pretendente ao nome de Cristo. Ele parecerá ser e exibir-se-á como se fosse o verdadeiro Cristo. Será o falso Cristo criado por Satanás. Assim como o diabo é o Anti-Deus, não apenas o adversário, mas também o usurpador da posição e das prerrogativas de Deus, exigindo adoração a si mesmo, o Falso profeta, é o anti-Espírito, da mesma forma o filho da perdição será o Anticristo. Não apenas o antagonista e adversário de Cristo, mas igualmente seu rival, assumindo a própria posição e prerrogativas, fazendo-se passar pelo legítimo, reivindicando direitos e honras do Filho de Deus.

O tempo de sua carreira

- É para ser revelado no intervalo entre as duas fazes da vinda de Cristo - ( I Tess 4:15: 17; II Tess 2:8).

Ainda não houve nenhum indivíduo que cumpra a descrição exigida do "homem do pecado" revelado aqui na terra. Cremos que sua revelação está sendo agora impedida por um impecilho, e este impecilho é o Espírito Santo habitando em todo verdadeiro crente (I Cor 6:19), e em toda verdadeira Igreja do Novo Testamento (I Cor 3:16). É sua influência retentora, exercida através dos crentes que impede a revelação do "homem do pecado". Retirar do caminho o impecilho, então significará remover o Espírito Santo da terra. Este fato ocorrerá na primeira fase (ou estágio) da vinda de Cristo (I Tess 4:15-17), (ao referirmos a remoção do Espírito Santo, fazemos com referência a sua presença especial habitando nos crentes e na igreja, que teve inicio no Pentecostes. Esta remoção marcará o fim desta dispensação especial do Espírito. Então o seu ministério reverterá ao que era antes do Pentecostes), portanto a revelação do "homem do pecado" não se pode dar até depois da primeira fase da vinda de Cristo. E desde que ele é para ser consumido e destruído na segunda fase da vinda de Cristo, então sua revelação deve ocorrer entre as duas fases da vinda de Cristo.       


- A duração de sua carreira será de quarenta e dois meses (Apoc 13:5).

É para ser revelado pelo meio do período da grande tribulação e para continuar através da sua última parte. Três anos e meio respondem bem a "um tempo, tempos e metade de um tempo", durante o qual "o homem do pecado" tipificado em Daniel, (Dan 7:25; 12:7), espalhará o poder do povo santo (os judeus), durante o qual a mulher (representante da nação judaica Apoc 12:14), habitará no deserto. 

Suas atividades:

- Ele fará a industria prosperar - (Dan 8:25; Apoc 13:16-17).

O período da tribulação ou do reino do Anticristo começará aparentemente com uma falsa paz e muita prosperidade (Apoc 6:1-2). Parece que haverá pouca ou nenhuma dificuldade de sua aceitação com as nações gentias que logo aderirão ao seu programa de governo e religião (Apoc 17:17). Assim vemos que o Anticristo será um grande líder industrial e que ele dará ao mundo um novíssimo tráfico. No entanto logo haverá guerras, pestes e fomes. A mesma personagem que subira ao trono mundial com o propósito declarado de resolver seus males, em breve revelará seu verdadeiro propósito abominável. Usando pressão econômica obrigará o mundo inteiro a usar o seu sinal, que será um sinal de submissão ao seu pseudo-religioso programa.

- Ele fará um concerto com os judeus - (Is 28:14-18; Dan 9:27; Jo 5:43).

Sabemos que tem havido um problema semítico mundial durante séculos. As nações têm odiado os judeus e os mesmos têm sido jogados de um lado para outro sem pouso. Misturam-se com todas as nações, mas não são absorvidos por nenhuma delas, cumprindo profecia bíblica (Deut 28:63-68). Muito estranhamente, o Anticristo aparentemente resolverá este problema. Ele fará um trato amigável de sete anos entre o seu governo mundial e a então nação judaica. Essa aliança garantirá aos judeus sua integridade como nação. Os mesmos tendo voltado à Palestina na incredulidade, receberão autorização para construírem o templo de Jerusalém, e retornarem ao culto sistemático do Velho Testamento. Com isto receberão o filho da perdição como seu prometido Messias, que imitando o verdadeiro Cristo, que na ocasião de seu regresso a Terra, fará um novo pacto com a casa de Israel e com a casa de Judá (Jerem 31:31). Todos nós sabemos que a mais profunda ambição de Satanás sempre foi a de receber adoração de todo o mundo, e que esta paixão consumidora, este pecado hediondo levou-o à rebelião pré-histórica e foi a causa da qual foi julgado e amaldiçoado por Deus (Is 14:12-17; Ezeq 28:12-19).  Assim temos que com este pacto, ele então obterá ascendência sobre Jerusalém, ponto crucial de adoração humana.

- Ele fará coisas arrogantes (Dan 7:25; 8:10-12,23-24; Apoc 13:15; 17:1-18)

Com a igreja verdadeira arrebatada, será reconhecida oficialmente uma grande (universal), falsa igreja ecumênica, (a prostituta apocalíptica) a qual já vemos seus tentáculos implantados e espalhados por toda terra. Durante algum tempo será vantajoso para a Besta tolerar essa igreja mundial que debilmente estará adorando o Deus dos céus. Mas de repente e sem aviso, ele juntamente com seus dez reis, virar-se-ão contra a mãe das prostitutas, a exterminará, destruirá e colocará sua própria imagem a vista, exigindo adoração completa de todos.  

- O falso profeta - (Apoc 13:11-18).

O Anticristo terá o apoio incontinente de um ajudante que juntamente com o diabo apresentarão a sugestão de uma trindade do mal. Assim como há a trindade do bem, Satanás irá forjar uma trindade falsa com ele mesmo, a Besta e o Falso Profeta. Este será o líder da vida religiosa da humanidade, sua obrigação será a de arregimentar a adoração do mundo que a transmitirá ao Anticristo e este, por conseguinte a Satanás, que o sustenta. É claro que eles não divulgarão suas verdadeiras identidades, proclamarão em altas vozes simplesmente que o Cristo de Deus, voltou.

- Seu pacto com os judeus será rompido - (Dan 9:27b; Dan 7:25; Apoc 13:5-7).

Este acontecimento se dará na metade da septuagésima semana de Daniel, será quando ele romperá a aliança firmada com "muitos" judeus (através da qual os mesmos terão garantido sua autonomia como nação, e restabelecido o culto sistemático do Velho Testamento). Assim então temos a identidade do falso Messias revelada. Ele fará cessar as oblações e a adoração no templo no que concerne á adoração a Jeová e estabelecerá uma nova ordem de culto.

- Será exaltado e adorado como Deus - (Mats 24:15; II Tess 2:4 Apoc 13: 11-17). 

Entendemos que o templo em que o homem do pecado se sentará, será o Templo judaico construído por Salomão (hoje em ruínas), o qual o veremos restaurado em Jerusalém em algum tempo durante o período da grande tribulação (Apoc 11:1-2). Temos que o Anticristo juntamente com a nova religião ora implantada ordenará ali a cessação do sacrifício e oblações, se assentará no santíssimo lugar, e com uma audácia inconcebível, exigirá culto a si. Entendemos, porém que ele não se sentará pessoalmente no templo, mas será "representado" pela sua imagem.

- Ele perseguirá os judeus - (Dan 7:25; 11:35-41; Zac: 13:8-9; Apoc 11:7; 13:5-7).

Isto será ocasionado pela recusa dos judeus de se curvarem à sua autoridade e adorarem sua imagem. Esta recusa evidentemente vai despertar um terrível ódio deste ditador mundial, que fará um decreto de morte e um voto de derramar cada gota de sangue dos que rejeitarem adorarem como o Cristo de Deus.

- Ele comandará e conduzirá os Reis da Terra e seus exércitos contra Jerusalém, na batalha de Armagedom - (Apoc 16:13-16; 17:8-14).

Após grande perseguição e aflição, próximo ao fim do período da grande tribulação a besta e o falso profeta incitarão as nações da terra para se unirem em guerrear contra Israel. Ao desfilarem seus exércitos unidos, talvez esta seja a maior exibição de força militar jamais vista, pois estarão envolvidas as nações do mundo todo. Reunidos, marcharão contra Jerusalém, com isto não fazem senão cumprir o propósito de Deus, porque é seu designo reuni-las todas para as julgar (Joel 3:2), e derramar sobre elas sua indignação e ira (Zac. 14:2).

- Armagedon... (Is 66:15-16; Zac 14:1-13; Apoc 19:11- 20:3).

Esta será a hora mais negra de Israel, aos exércitos das nações serão permitidos capturar, e produzir grande destruição. Para Jerusalém, será hora de desolação, tristeza e vingança, será o tempo da plenitude dos gentios, quando então será pisada aos pés de Satanás (Lcs 19:43-44; 21:20-24; Apoc 11:2). Na aproximação dos exércitos e sua captura, serão mortos dois terços dos judeus então na Palestina. E os que não forem mortos, serão capturados, enxotados e assim expurgados de sua escória (impureza) (Ezeq 22:17-22; Zac13: 9). Então por algum motivo ainda não sabido, os exércitos marcharão em retirada para o norte, para a grande planície de Esdraelon também chamada de Armagedon. Porém neste momento terrível, os céus se abrirão e dele surgirá o Senhor, que virá montando num cavalo branco juntamente com todos os exércitos celestiais a segui-lo, para destruir seus inimigos e livrar seu povo.

- Por ocasião da revelação de Cristo, o Anticristo e o Falso Profeta, num ato, serão destruídos e condenados (II Tess 2:8; Apoc. 19:19-21). 

O Senhor Jesus Cristo por ocasião de sua volta destruirá o Anticristo, "o Iníquo" e o Falso Profeta. Essa destruição será efetuada pelo "sopro de sua boca" e a "manifestação de sua vinda". Finalmente o Cristo de Deus e o falso cristo de Satanás defrontar-se-ão. Mas no instante em que o conflito tiver início, terminará. O adversário será paralisado e toda resistência cessará. Então o mesmo homem da iniquidade e sua trindade diabólica, agora derrotada e deposta, serão presos lançados no local de suas condenação final, o lago de fogo.

- Inicia então um período de destruição mundial, "o dia do Senhor" - (Jerem 25:15-33, 46:10; Is 24:17-21; 26:20-21; 34:1-2).

Termina então o período chamado "dia do homem", e inicia "o dia do Senhor". Este será um tempo em que Deus interferira abertamente nos negócios dos homens em juízo e bençãos. Este período de destruição mundial é para ser um dia de duração prolongado (Zac 14:6-7), em que o Senhor vingará não somente os exércitos das nações que vem contra Jerusalém, mas também sobre todos os ímpios por todo o mundo (Ezeq 30:3; Joel 1;:15; 2:11; Amós 5:18-20; Obad. 15; Zac 1:15,18; 14:1).

- Relação da batalha de Armagedom com o julgamento das nações (Mts 25:31-46; Joel 3:2; 12-13; Mats 24:29).

Entendemos que o julgamento das nações terá lugar em conexão com a batalha de Armagedon, e se dará no vale de Josafá quando o Senhor Jesus Cristo vier na sua majestade e todos seus anjos com ele. Os textos acima são uma descrição figurada dos tratos de Deus com as nações participantes desta batalha e a destruição que sobrevirá. Há um julgamento futuro predito, que é preparatório para a entrada e o estabelecimento do reino davídico, tanto para a nação de Israel, como para as outras nações vivas.

Relações da manifestação de Cristo:

À nação de Israel:

A segunda vinda de Cristo terá referência especial à nação dos judeus, pois na dispensação do reino, desempenharão importantíssimo papel. Assim eles:

- Serão restaurados à sua própria terra - (Ezeq 36:24-28);

- Serão estabelecidos permanentemente na terra (Mqs 9:15);

- Israel e Judá serão unidos em um só reino debaixo de um só rei (Ezeq 37:21-22);

- Terão uma conversão nacional, por ocasião da volta de Cristo (Is 25:9; Dan 12:1; Mats 24:15-22,29; Roms 11:26; Is 66:8).

- Serão missionárias as nações (Slms 76:1-2; Is 2:1-3; Zac 8:13; 21; Roms 11:12-15);

As nações gentílicas:

A segunda vinda de Cristo, também tem o propósito de determinar quais nações serão incluídas ou excluídas do reino milenar de Jesus Cristo. Assim elas:

-          Serão separadas por meio de julgamento - (Mats. 25:31-33; Zac 14:1-4, 16-18).

-          As nações salvas participarão do reino milenário com Cristo - (Mats 25:34; Is 19:23-25).

-          As nações ímpias serão excluídas do reino milenário e sofrerão condenação eterna ( Mats 25:41-46). 

As nações salvas que entrarão no Reino de Cristo, serão aquelas que tiverem recebido a salvação nacional. As nações condenadas, ou "cabritos", serão aquelas que tiverem demonstrado rejeição ao Rei e ao seu Evangelho do Reino.

"O MILÊNIO" - O reino milenar de Cristo (Dan 2:44; 7:18; Apoc 20:1-6).

A grande visão profética das escrituras retrata um futuro reino econômico, político e terreno, tendo Jerusalém como sua capital e o Senhor Jesus Cristo assentado no trono de Davi. Este governo será tanto sobre a casa de Israel como sobre os reinos deste mundo, e se prolongará pelo espaço de mil anos (Lcs 1:32-33; 22:29-30). Em seu inicio, Satanás será aprisionado (Apoc 20:2-3), de forma que seus propósitos assim como sua influência maléfica será nulificada. Com isto, a injustiça cederá lugar à justiça, a violência à quietude, o ódio e a inimizade ao amor e a doce amizade; ficando assim o mundo em descanso, sob o domínio de aquele cujo poder se estenderá de mar em mar. No que diz respeito aos outros acontecimentos, que caracterizará este período consideremos o seguinte:

- Julgamento das nações vivas - ( Joel 3:2, 9,16; Mats 25; 40-41; Apoc 7).

Este julgamento "futuro" das nações se dará quando da manifestação do Senhor Jesus Cristo. Terá lugar no princípio do milênio, sobre a terra, no "vale de Josafá", ao sopé do monte das Oliveiras, e se baseará no tratamento dada pelas mesmas à pregação do "remanescente judaico", durante o período da tribulação.

- Jesus Cristo reinará na terra como rei - (II Sam 7:12; Mats 13:43; 25:31-34).

É na sua segunda vinda, que Cristo se manifestará como Rei e sentará no seu trono para reinar. Será quando estabelecerá a forma do seu futuro reino. Assim ele será:

Rei de justiça - Isaías 32:1;

Rei de Israel - João 12:13;

Rei de toda a Terra - Zac 14:9; Filip 2:10;

Rei dos reis - Apoc 19:16.

- Os santos governarão a terra com Cristo - (Mats 19:28; Lcs 19:15-19; II Tim 2:12; Apoc 3:21; 5:8; 20:1-6).

A Bíblia comprova que os doze apóstolos se assentarão em tronos a julgar as doze tribos de Israel. Afirmam que os crentes, especialmente os que morreram como mártires do Senhor Jesus, ressuscitarão e reinarão como reis e sacerdotes. Afirma ainda, que seremos vitoriosos, honrados, e convidados a partilhar com Cristo o seu próprio poder, tendo o direito de governar sobre a terra e não algum lugar nos céus. - Como será a forma futura do reino:

As escrituras sagradas revelam certos pontos importantes quanto à natureza do estabelecimento do reino do Senhor Jesus. A forma presente de tudo que vemos, bem como o final certamente será diferente. Assim o reino é para ser:

- Sobre a Terra. - (Zac; 14:9; I Cor 6:2; Apoc 5:10).

O reino do Senhor Jesus trata-se de um reino celestial, no que concerne ao seu caráter, no que diz respeito à sua esfera, ele é terreno.

- Na Terra "renovada" - (Mats 19:28; Atos 3:21; Is 65:17-25; 66:22-23; II Pd 3:13).

Durante o período do milênio a maldição pronunciada sobre a Terra, será removida. Então sua restauração será levada à plenitude. Ela terá alcance tão grandioso quanto os malefícios do pecado. O Senhor Jesus Cristo consertará e transformará esta terra, tornando-a um verdadeiro paraíso aos homens que nele confiam. Será então recriada, a ordem social de todas as coisas. O novo nascimento do mundo, ou a regeneração é a introdução da idade áurea da terra (Is 60:17).

-          Será preeminente judaico - (Is 1:26; Mats 19:28; Is 11:10-12; Os 3:4-5; Jerem 32:37-40; Amós 9:14-15).

A Bíblia conclusivamente ensina no que se refere a Israel como nação, que não houve ainda o seu cumprimento completo. Contudo ela afirma que haverá uma restauração, uma volta, e um ajuntamento (um trazer de novo a Deus), por parte dos judeus. Notamos que nas predições, há uma distinção entre os gentio e o povo judeu. Os gentios são para participar das bençãos do Senhor no seu reino, os crentes reinarão com Cristo e este terá seu trono estabelecido em um reino eminentemente judaico.

Durante o milênio, estão preditas bênçãos temporais e espirituais. Nele teremos:

era de paz universal, nela não haverá mais guerras(Slms 72:7-8; 85:10; Is 2:4; 9:6-7; Os 2:18; Zac 9:10).

Pela primeira vez na história do homem, a guerra será completamente banida de entre as nações. Finalmente o homem que por toda sua existência tem almejado a paz, mas nunca conseguiu estabelecê-la, poderá experimentar os efeitos benéficos da tranqüilidade entre seus semelhantes. Deus mesmo, por Jesus Cristo, se encarregará de implantar a tão esperada paz.

- era de progresso espiritual e de conhecimento universal de Deus - (Is 11:9; 24:6; 65:20-23; Jerem 31:34; Zac 2:11; 14:16; Salms 86:9). 

O conhecimento de Deus será disseminado por toda a Terra. O Senhor Jesus Cristo pessoalmente será o principal meio de propagação (Is 2:3). O poder de Satanás desaparecerá, pelo que os homens possuirão conceitos claros e corretos a respeito de Deus.

- a natureza será transformada (Miq 1:3-4; Apoc 16:20; Zac14: 4 Is 35:1-3; 40:4; 43:20).

Haverá profundas e radicais mudanças jamais vista neste globo terrestre no período do milênio. Montanhas e ilhas desaparecerão, ou serão transladadas a outros lugares, a terra se tornará extremamente fértil, os problemas ecológicos serão completamente resolvidos e os desertos áridos produzirão água em abundância. Arvores crescerão em grande número e não haverão derrubadas indiscriminadas como nos dias de hoje. Na região da Palestina surgirá um novo rio (o rio da vida), cujas águas conterão elementos que purificará qualquer fonte o rio da vida, inclusive o Mar Morto que a milhares de anos está podre, será purificado pelas águas deste rio (Ezeq 47:7-10; Zac 14:8; Apoc 22:1). Os animais selvagens que sofrem os efeitos nocivos do pecado também serão favorecidos. O Senhor Jesus vai transformar toda a criação quando estabelecer o seu reino na terra. A natureza selvagem será completamente alterada (Is 11:6-8; 65:25, Ezeq 34:25; Os 2:18).

- A morte será uma raridade no milênio (Is 65:20-22; Zac. 13:2; Is 26:10; Zac 8:4-5). 

Ser menino na idade de cem anos parece uma história imaginária. Mas exatamente é essa promessa que recebemos do Senhor para viver durante o milênio. Com a prisão de Satanás e a eliminação dos espíritos demoníacos da terra os homens poderão resistir ao pecado e aceitar a Cristo como seu salvador com mais facilidade. Apesar de toda a facilidade, porém muitos se rebelarão contra a soberania do Senhor, esses ímpios serão severamente punidos pelo Senhor Deus. Ao que parece a idade física que o homem atingirá, vai ser determinada pela obediência à lei de Cristo, a desobediência produzirá a morte. Assim será concedida uma idade mínima para os perversos morrerem durante este período.

- centro do governo milenar - ( Apoc 21:2-3; Zac 9:10).

O centro de governo de reino mundial do Senhor Jesus Cristo, indiscutivelmente será a cidade de Jerusalém. Ele reinará soberanamente nos quatro cantos da terra. Não haverá uma só nação que não estará sob o seu domínio. Todos os reinos deste planeta o reconhecerão como rei e senhor.

Vemos a seguir alguns títulos conferidos ao milênio nas escrituras. Estes títulos ajudarão a compreender a importância e o significado áureo deste período futuro. Assim encontramos:

"A regeneração" - (Mts 19:28).

Este título demonstra o caráter terreno desta era. Será um tempo durante o qual a terra será renovada ou "regenerada", quando então será recriada a ordem social.

"O último dia" - (Jo 6:40).

Este título aponta o milênio em suas relações dispensacionais. Será o dia final da semana dispensacional da Terra, o dia do descanso sabático de Deus.

"Tempos de refrigério" - (Atos 3:19-20).

Este título demonstra quão abençoada será esta era vindoura. "Refrigério" aqui, sugere "refrescamento", uma nova vida, a fertilidade que se segue à chuva abundante, após uma longa seca.

"Tempo de restauração de tudo" - (Atos 1:26; 3:20-21).

Este título fala sobre os resultados da restauração, que terá pleno cumprimento nesta era. As coisas que diz respeito aqui são aquelas "de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a Antigüidade", e eles falaram sobre:

-          A restauração de Israel à sua terra (pacto palestino) - Gens 122; Deut 30:1-9, Roms 11:26.

-          A restauração da teocracia sob o Filho de Davi (pacto davídico) - II Sam 7:8-17; Zac 12:8). 

"O dia de Cristo" - (Fil 1:6).

Este título chama atenção para a exaltação e a glória do Rei. "O dia do homem", está tendo prosseguimento enquanto Cristo estiver ausente da terra. Mas Deus já estabeleceu os limites para este dia, tendo decretado que será seguido pelo "dia de Jesus Cristo". Então e somente então, é que Jesus reinará como "rei dos reis e Senhor dos senhores" (Zac 14; 9).

O fim dos mil anos dará inicio às eras intermináveis da eternidade - (Apoc 20:3-10).

Durante a era milenar o mundo inteiro ficará sob o domínio e o senhorio do Senhor Jesus. Mas apesar disto disso, nem todo o mundo se converterá. No fim deste período Satanás será solto de sua prisão (Apoc 20:7). Ele sairá para enganar as nações e os homens se revoltarão contra Deus e o seu Cristo. Assim uma vez mais sobrevirá julgamento da parte de Deus dos céus e Satanás receberá sua condenação final, no lago do fogo.

-          A bem-aventurança final dos justos e destinos final dos ímpios - (Jo 14:2; 17:24; Roms 8:18; Hbs 11:10, 16; 113:14; Apoc 21 e 22).

Quantos aos justos:

O bem-aventurado final dos justos está descrita em Apoc 21. Onde se vê a Nova Jerusalém descendo do céu para a nova terra. Os salvos formarão esta cidade celestial. Haverá nela completa satisfação, todo aborrecimento e causa de tristeza se acabaram. Talvez "glória", seja a palavra que melhor descreve a felicidade dos justos. Haverá graus de bem aventurança e de honra, proporcionais à capacidade e a fidelidade de cada alma. Cada qual receberá a medida de bençãos e de privilégios que sua capacidade e suas possibilidades tornaram possíveis. Assim este estado final, uma vez que alguém entre nele, será imutável quanto as suas características e interminável quanto à sua duração.

Quanto ao julgamento dos ímpios - (Apoc 20: 11-15).

Chegando ao término da dispensação do Reino, ainda resta uma grande questão a ser resolvida. É o julgamento dos mortos que não foram justificados, esse julgamento é chamado na Bíblia de julgamento do grande trono branco. Para estes, esta será a visitação final de Deus. Desde o começo dos tempos os injustos ficaram confinados num lugar de tormento temporário chamado "Sheol" em hebraico e "Hades" em grego (Lcs 16:19-31).  Evidentemente os justos ao morrer foram imediatamente para outra seção do Sheol onde ficaram até a ressurreição e ascensão de Cristo, quando o lugar dos mortos justificados foi mudado para o terceiro céu, paraíso ou trono de Deus (Efs 4:8; Atos 7:55-56; II Cor 12:24).

Enquanto os mortos justificados vão ressuscitar, por ocasião do arrebatamento e no começo do milênio (Apoc 20:4-6), os injustos "não viverão" até o fim dos tempos quando eles serão levados à presença do Grande Trono Branco, quando serão abertos os livros.

A punição dos ímpios será eterna, e isto é coerente com a justiça de Deus - (Mats 25:41, 46; Apoc 14:11 ).

Não apenas a culpa eterna, mas também o pecado eterno, requer uma punição eterna. Enquanto os homens, na qualidade de criatura morais, se mostrarem contrários a Deus, merecerão castigo. Deus é reto e justo (Roms 3:26), e é por esta razão que Ele tem o direito e a obrigação de punir o pecado. Assim aqueles que chegarem a comparecer ante o Grande Trono Branco, a fim de serem julgados, serão aqueles que tiverem sido classificados como os que "merecem" a chamada "segunda morte".

-          Os novos céus e a nova Terra - (II Pdr 3:5-13; Roms 8:19-23; Is 60:10; 65:17).

A palavra de Deus promete um novo céu e uma nova terra. Evidentemente é o propósito de Deus exterminar o último vestígio do pecado. Esses novos céus e nova terra não são de forma alguma uma renovação ou purificação de nosso presente universo. Antes, os nossos atuais céus e terra serão mandados de volta para o nada do qual Deus os chamou no principio. Neste novo lugar da criação do Senhor, tão maravilhosa será a majestade de Deus, que as belezas dos antigos céus e terra serão completamente esquecidos (Is 65:17). E esse universo será o lar dos redimidos para toda a eternidade.

A Capital Celestial - (Apoc 21:1-17).

Suspensa entre os novos céus e a nova terra criados por Deus, ficará a divina cidade de pedras preciosas, a Nova Jerusalém. Será a obra prima do poder criativo de Deus. Será de ouro puro, como cristal transparente. Terá 1.500 milhas quadradas e terá a forma cúbica. A cidade de Deus reunirá todos os redimidos de Deus, terá nos seus fundamentos os nomes dos doze apóstolos, e nos seus muros os nomes das doze tribos de Israel, o povo de Deus.

Nela não haverá mais maldições - (Apoc 22:3-5).

Todas as coisas que tiverem tido vinculação com o pecado, com a tristeza e com o sofrimento, serão removidas. A impecabilidade e a santidade perfeita habitarão para sempre.

O Trono de Deus e o cordeiro estarão ali - (Apoc 22:3).

Os redimidos estarão para sempre ligados a esse trono. A desordem jamais perturbará ou interromperá o governo bendito e perfeito de Deus, por toda a eternidade.

Será dada uma visão eterna - (Apoc 22:4).

"... vê-lo face a face..." Não mais contemplaremos como que por um espelho. Que alegria será a nossa, quando O virmos face a face, tal como ele é, para jamais deixarmos de comtepla-lo.

Haverá posse eterna e possessão eterna - (Apoc 22:4).

O nome do Senhor estará nas frontes dos redimidos. Somos dEle e Ele é nosso, unidos para eras eternas.

-          O nascer da eternidade - (II Cor 15:24-28; Apoc 21:1-27).

Ao término da "era das eras", quando Cristo entregar o reino a Deus e Pai, quando houver destruído todo o principado, bem como a toda a potestade e poder. Isso porá fim ao que compreendemos por "tempo".

... E então teremos a eternidade, e sobre o seu fim não há qualquer indicio. 

 

Pneumatologia

DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

O ESPÍRITO SANTO



A sua importância.

O estudo do Espírito Santo de Deus é importante devido a quem ele é, o que ele fez, faz e ainda fará na história da humanidade. Ou seja o Espírito Santo é Deus, e aquilo que se conhece verdadeiramente do Senhor, só é possível por sua pessoa. Ele é o alicerce da vida e também  da religião;  Enquanto o mundo associa-o ao fanatismo, ele no entanto  se mantém ativo em todas as áreas da vida, sendo dela o criador. Também trabalha na providência, na política, nos talentos humanos, na salvação e no crescimento espiritual. Inspirou a Bíblia e agora ilumina as nossas mentes para que possamos entende-la. Sua vinda ao mundo era tão necessária a nossa salvação quanto a vinda de Cristo. Sem o Espírito Santo nossa religião é vazia e não temos provas de nossa salvação (Roms. 8:9,16). É ele quem nos dá a vida física (Jó 33:4), espiritual e ressurreta (João 3:5; Roms 8:11), sendo ele o autor de tudo que é bom e agradável em nossa existência (Gal 5:19-22).

I - A personalidade do Espírito Santo

Ter personalidade implica na qualidade ou fato de ser uma pessoa. Quanto ao Espírito  Santo, isto é um fato descrito na Bíblia, tanto quanto a  personalidade do Pai e do Filho. As igrejas primitivas o conheciam como uma pessoa Divina, que poderia ser seguida (Atos 13:2),  e com quem poderiam ter comunhão (II Cor 13:13; I Jo 5:7).

Pode se dizer que a personalidade existe quando se encontram em uma única combinação, inteligência, emoção e volição, ou ainda, auto-consciência e auto-determinação. Quando um ser possui atributos, propriedades e qualidades de personalidade, então esta se pode atribuir a esse ser inquestionavelmente. Características pessoais são atribuídas ao Espírito Santo.

Por características não nos referimos a mãos, pés ou olhos, pois essas coisas denotam corporeidade, mas, antes, qualidades como: conhecimento, sentimento e vontade, que indicam personalidade.

A Ele pelas Escrituras são atribuído,

-  inteligência –  I Cor 2:10-11; Atos 15:28; Roms 8:27.

-  Amor  - Roms 15:30

-  Tristeza – Efs 4:30

-  Vontade – I Cor 12:11

-  Bondade – Neem 9:20.

Atos pessoais são atribuídos ao Espírito Santo.

Através das escrituras o Espírito Santo é apresentado como um agente pessoal, a realizar atos que só  podem ser atribuídos a uma pessoa.

- Ele penetra e investiga as profundezas de Deus.  I Cor 2:10.

- Ele fala -  Apoc 2:7; Gal.  4:6, Jo 15:26; Atos 8:29; 13:2.

- Ele intercede – Roms 8:26.

- Ele ensina – Jo 14:26; 16:26.

- Ele guia e conduz – Jo 16:12,14; Roms 8:4. 8.

- Ele chama os homens  e comissiona-os -  Atos 13:2; 20:28.

- Ele inspirou as Escrituras  - II Pd 1:21.

- Convence, conforta  e regenera  o pecador – Jo 16:8,11; 14:16; 3:5.      

As ações do homem para com o Espírito Santo, merecem  tratamento pessoal.

-          Podemos rebelar-nos, (Is 63:10; Efs 4:30), mentir ou tenta-lo  – Ats 5:3; 9.

-          Blasfemar, (Mts 12:31,32), resistir contra Ele, ou obedece-lo – Atos 7:51; 13:2,3.

Mediante o uso de pronomes pessoais a Ele empregados, as ações realizadas, associações e características possuídas, e ao tratamento recebido, as Escrituras provam que o Espírito Santo é uma pessoa.


II - A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

- As Escrituras ensinam enfaticamente a Divindade do Espírito Santo. Isto se entende que Ele é Um com Deus, fazendo parte da Divindade, sendo co-igual, co-eterno e consubstancial com o Pai e com o Filho.

As provas de sua divindade podem ser assim dividas:

- Ele é chamado “Deus”, e “Senhor” – Atos 5:3,4,9; II Cor 3:16,18; Efs. 2:22.

- (Atributos que pertencem exclusivamente a Deus, lhe  são livremente referidos:

Eternidade (Hbs 9:14; Roms 8:2), onipresença Salms 139:7,10), onipotência (Lcs 1:35), onisciência (Gens. 1:1,2; I Cor 2:10,11), santidade (Mats 28:19), soberania (João 3:8, I Cor 12:11).

- Obras divinas são por Ele realizadas:

Criação e transmissão de vida  Jó 33:4; Salms 104:30; Gens 2:7.

A encarnação e a ressurreição de Cristo (Mats 1:18; Roms 8:11).

Associação do nome do Espírito Santo aparece com  os nomes do Pai e de Cristo.

Na  comissão apostólica – Mats 28:19.

Na  administração da Igreja – I Cor 12:4,6.

Na  benção apostólica – II Cor 13:13.   

De muitos modos inequívocos, Deus em Sua palavra, proclama distintamente que o Espírito Santo não é apenas uma pessoa, mas sim uma pessoa Divina.

III -  A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

- Ao considerarmos a obra do Espírito Santo, precisamos lembrar a verdade que todas as pessoas da Trindade são ativas na obra de cada pessoa individual. Muitas destas  obras são atribuídas às três pessoas da Trindade. Este fato também é verdadeiro na criação, enquanto o Pai e o Filho são reconhecidos pela obra (Atos 45:24; João 1:3), o Espírito Santo não fica excluído.

a)  Em relação ao universo material:

-          Ele foi ativo na criação do universo – Gen 1:2; Is. 40:12,13; Jó 26:13; Salms 33:6.

-          Ele foi ativo na criação  do homem - Jó: 33:4.

-          Ele está ativo na preservação da natureza – Slms 104:10,30, Is. 40:7.

A presente ordem de desenvolvimento, na natureza e no homem, é efetuada através da agência do Espírito Santo, ou seja: Ele é o Agente Ativo da criação, (tudo criou), na preservação e na restauração do universo material – Hbs 2:8.

a)    Na inspiração – II Tim. 3:16.

Mesmo que as porções variadas da palavra de Deus viessem por ditado (Ex 20:1), visão (Apoc.1:11), ou direção íntima (Lcs 1:1-3), fica claro que toda ela deve ser vista como a Palavra de Deus, inspirada (soprada) pelo Espírito Santo (Hbs 4:12). A inspiração nunca deve ser entendida como uma mera capacidade da inteligência humana. A inspiração assegura-nos que cada palavra na Bíblia representa os pensamentos do Espírito. Isto é provado pelas declarações feitas (II Sam 23:2-3; Jerem 1:9), e também pelo fato de os próprios profetas terem estudados seus escritos, para saberem o que relatavam (I Pd 1:10-12). A palavra inspiração enfatiza que as Escrituras vieram de Deus. Muitos falam de “homens inspirados”, mas a Bíblia foi inspirada e não seus escritores humanos.

A inspiração verbal plenária – II Tim 3:16.

O adjetivo “plenário”, quer dizer “completo”, com isto queremos dizer que a Bíblia é toda inspirada. Nela não se contém a Palavra de Deus em alguns lugares, mas ela o  é na sua totalidade. Ela foi inspirada verbal e plenamente e vista como tal pelo Senhor Jesus e seus apóstolos;  O Senhor usou todas as partes do Velho Testamento em seus ensinamentos (Lcs 24:27),  e citou livros tais como Jonas e Daniel hoje contestados  pelos críticos como palavra de Deus. Outros como o apóstolo Paulo cita tanto Moisés quanto Lucas como autoridade (I Tim 5:18). A Igreja primitiva não sabia da pseudo doutrina da inspiração “por grau”, ou porções “não inspiradas” da  Bíblia. Ela toda, deveria ser crida como “inspirada por Deus”.

A limitação da inspiração. - Tão importante quanto a inspiração verbal das Escrituras, é assegurar-se que somente elas são inspiradas. Expandir a inspiração além dela, para os dias de hoje, importa em minar as verdades da Bíblia como revelação completa do Espírito Santo. Temos aviso para não aumentarmos nada nela (Apoc. 22:18). As afirmações de cada profeta moderno a respeito da continuidade das inspirações extras bíblicas, são ataques contra a própria Palavra de Deus.

c-) A obra do Espírito Santo na Salvação.

Desde a queda de Adão, o homem tem permanecido num estado contínuo de depravação. Sem a influência graciosa do Espírito de Deus nunca houve um tempo em que o homem natural pudesse amar, confiar ou vir a Deus. Em todas as épocas o Espírito teve de convencer (Gen. 6:3), vivificar, iluminar (Salms 119:25-27) e conduzir a alma a Deus (Salms 65:3-4), ele tem sido, sempre o guia e o instrutor do homem a Deus (Neem. 9:20).

d-) A obra do Espírito Santo na revelação.

Da mesma maneira que Cristo prometeu que o Espírito Santo seria nosso professor,  ele também ensinou os crentes no Velho Testamento.

- Ele ensinou os profetas – II Sam 23:2; Ezeq 2:1-2; Miq 3:8

- Ele inspirou as Escrituras do Velho Testamento – II Pd 1:21; Atos 1:16, e instruiu o povo de Deus – Neem 9:20.

A pessoa do Espírito Santo no Velho Testamento.

Existem várias referências ao Espírito Santo de Deus distribuídas pelo Velho Testamento. Mesmo que a doutrina da Trindade não esteja muito clara no Velho Testamento, a personalidade e a divindade do Espírito Santo ali são reveladas. No primeiro versículo da Bíblia (Gen. 1:1),  a palavra hebraica  para Deus, é usada no plural. Em Gen. 1:2, o Espírito é expressamente mencionado. Deus também  refere-se a si mesmo no plural (Gen. 1:26; 11:7) e em Is 48:16, as três pessoas da Trindade são mencionadas juntas. Muitos dos títulos atribuídos ao Espírito Santo podem ser encontrados no Velho Testamento (Salms 51:11; Zac 12:10, Jó 33:4).

Dons Especiais do Espírito Santo foram manifestados  no Velho Testamento.  Dons Políticos - (Gens 41:38;  Num. 11:25; 27:18).

Foi o Espírito de Deus quem deu a Israel seus líderes. 

Dons Morais

- Coragem – Jz 6:34; 11:29.

- Indignação – I Sam 11:6.

Dons físicos

- Força – Jz 14:6; 15:14

- Capacidade mecânica – Êxodo 31:2-5.

Tudo isso deve nos ensinar o significado de Zac 4:6. Sem o Espírito de Deus, não podemos oferecer-lhe nenhum serviço.

As profecias sobre o Espírito Santo no Velho Testamento.

São freqüentemente estudadas as profecias que referem-se a Cristo no Velho Testamento, mas não  devemos esquecer aquelas que predizem a vinda e a obra do Espírito de Deus.

1-     Profecias sobre sua obra, durante o ministério terrestre de Cristo – Is. 61:1-3.

2-     Profecias sobre sua obra, durante o reino de Cristo – Is. 11:1-9.

3-     A profecia da sua descida, no dia de Pentecostes – Joel 2:28.

4-     Profecia sobre a futura obra com os Judeus – Is. 44:2-3; Ezeq. 37:1-14; 39:28-29; Zac 12:10.

e-) A obra do Espírito Santo em relação a Jesus Cristo  - I Tim 3:16.  Mesmo que a interação entre as pessoas  da Trindade seja sempre  incompreensível, ainda mais misteriosa é a relação entre o Espírito de Deus e o nosso Senhor encarnado. O Salvador era tão Deus quanto homem, cansado mas onipotente, ignorante mas onisciente, capaz de crescer perfeitamente, ele era auto-suficiente como Deus, mas na sua humilhação precisava ser ungido pelo Espírito. 

A necessidade de ser ungido.

A pergunta do por quê o filho de Deus necessitava ser ungido pelo Espírito, é parte do grande mistério da encarnação. Devemos considerar exatamente o que diz as Escrituras sobre isto, para não afastarmos em vãs especulações.

O Senhor sendo ungido igualou-se aos seus irmãos.

A aliança da graça requer de Cristo a representação do seu povo, tornando-se um servo e tomando sobre si a natureza deles (Fil. 2:5-11, Hbs 2:14-17).Dessa maneira Cristo tornou-se o último Adão. E como os filhos de Deus são dependentes do Espírito para servir, Cristo também serviu a Deus pelo poder do Espírito (Ats 10:38; Isaías 61:1-3; Mcs 1:12).

Cristo tinha duas naturezas.

Como homem: Cristo foi capaz de crescer e assim foi instruído pelo Espírito de Deus (Lcs 2:40; Is. 11:1-4), e como tal, foi  por ele conduzido ao deserto para ser tentado (Lcs 4:1), e até mesmo as suas obras foram atribuídas ao Espírito Santo (Mats 12:28).

Como Deus: O Novo Testamento mostra nos que Jesus Cristo tinha pleno conhecimento da sua própria deidade (Jo 3:12-13; 8:58; 14:9-10), e quando se submete ao Espirito Santo, isto caracteriza sua humilhação, pois está deixando de usar seus poderes que lhe eram garantido por sua natureza divina (Filip 2:6-8; Mts 26:53).  

Os estágios das atividades do Espírito Santo:

O estágio pré-pentecostal.

- O Espírito Santo existia antes do Pentecostes como a terceira pessoa da Divindade, e nessa qualidade esteve sempre ativo, mas o período que antecedeu a este dia, não foi os de sua atividade especial. O período do Antigo Testamento foi de preparação e espera. As verdades conhecidas então, eram verdades simples e dadas por meio de lições objetivas. Só havia e só podia haver bem pouco contato pessoal entre o homem e Deus. Ocasionalmente, um patriarca ou profeta falava face a face com Ele, naturalmente que o Espírito esteve ativo durante aquele período; Ele descia sobre os homens apenas temporariamente, a fim de inspirá-los para algum serviço especial, e deixava-os quando essa tarefa ficava terminada, não permanecia com os homens nem neles habitava.

O estágio pós-Pentecostal

- Este período, que se estende do dia de Pentecostes até os nossos dias, pode legitimamente ser chamado de dispensação do  Espírito. A partir dali marcou o raiar de um novo dia nas relações com a humanidade. Desde então habitou nos homens, e na Igreja; Todo o trabalho eficaz que a Igreja tem feito, tem sido realizado no poder do Espírito. Ela é o verdadeiro corpo de Cristo, habitado pelo Espírito Santo, e como tal é indestrutível, idêntica ao reino e trono de Deus.

O precursor de Cristo.

- O Espírito Santo capacitou  João Batista a fazer a sua obra como precursor de Cristo (Lcs 1:15), até mesmo os seus pais estavam cheios dele  (Lcs 1:41,67).

A conceição de Cristo.

- O Espírito de Deus preparou o corpo humano do Salvador no ventre de Maria (Mts 1:18-20; Lcs 1:35).

O batismo de Cristo.

- Cristo foi ungido novamente em seu batismo (Mts 3:13-17). O propósito era:

- Dar um sinal da completa satisfação do Pai através do Filho (Mts 3:17, Slms 45:7).

- Dar um sinal para as pessoas (Jo 1:32-34; 6:27). João reconheceu que Cristo tinha o poder do Espírito Santo (Jo 3:34), e finalmente equipar  Cristo para servir (Is. 61:1-4).

A tentação de Cristo.

- Foi o Espírito Santo quem conduziu Jesus a ser tentado (Mts 4:1; Mcs 1:12).

O serviço de Cristo.

As palavras e as obras maravilhosas de Cristo foram produzidas pelo poder do Espírito (Atos 10:38; Lcs 4:16,21; Mts 12:28).

A ressurreição de Cristo – Roms 1:4; 8:11; I Pd 3:18.

Jesus Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pelo poder coordenado de Deus trino. Portanto, o Espírito Santo teve participação proeminente em sua ressurreição. 

A glorificação de Cristo:

- João Batista ensinou que somente Cristo podia batizar com o Espírito Santo (Mts 3:11). Isso não podia acontecer depois da sua ascensão. (Jo. 7:39; Atos 2:33). Quando a Bíblia fala de Cristo enviando seu Espírito não devemos entender que ele não estava presente antes daquele tempo. Essas referências apontam sua vinda dele no tempo do  Novo Testamento com poder e benção. Em Jo. 14:16-17, nosso Senhor fala do Espírito que está presente e da sua vinda futura no seu modo de ação.

O reino de Cristo vindo sobre a Terra.

- A Bíblia liga a glória do futuro reinado de Cristo ao poder do Espírito (Is 11:1-4;  42:1-4).

f-)A obra do Espírito Santo em relação aos homens não regenerados:

Ele restringe a depravação

O poder corruptível do pecado é tão grande que só o poder restritivo do Espírito Santo proíbe o mundo de tornar-se uma fossa insuportável. O fato de o governo civil, a família, a adoração a Deus, a segurança pública, a moralidade e a honestidade ainda  serem encontrados entre os descrentes, deve ser atribuído à sua graça. Isto revela que Deus restringe o homem quanto a prática de toda a sua depravação. Este poder de restrição, é revelado pelo fato que Ele “endurece” os corações ou os “entrega” à iniquidade. Deus não é o autor do pecado (Tg 1:13), isto  então significa que Deus retira as restrições antes proibitivas a certos indivíduos (Ex. 10:1; Slms 105:25, I Sam. 2:25; Roms 1:24). O poder restritivo do Espírito é uma benção que não podemos esquecer de agradecer a Deus; Os descrentes que se orgulham da sua moralidade e cultura exterior, pouco sabem sobre as profundezas da depravação que é guardada em seus corações. É de fato, uma verdade gloriosa, que Deus restringe todo e qualquer pecado que não contribui para a sua glória (Slms 76:10).

Ele concede dons especiais:

Toda boa  dádiva vem de Deus (Tg 1:17). Foi o Espírito quem se apossou de Sansão (Jz 14:6) e quem deu capacidade a Bezalel (Ex. 31:2,5); Também podemos atribuir como obra do Espírito de Deus, as  habilidades especiais concedidas a poucos; Habilidades essas que beneficiam a humanidade de um modo geral, e a sociedade em seu tempo. Além disso podemos encontrar em algumas ocasiões dons espirituais sendo dados aos não regenerados. Como a Balaão que foi dado o dom de profecia e a Judas que teve o poder de operar milagres (Mats. 10:1), e Saul que  profetizou e recebeu  poder para reinar e lutar com coragem (I Sam. 10:9-11; 11:6). O Espírito Santo não restringe a sua atividade somente aos eleitos, mas é notório que Ele freqüentemente ajuda-os e protege-os da influência daqueles que estão ao seu redor. Aprendemos ainda que Deus controla os corações dos reis (Prov. 21:1). Entre alguns,  podemos  lembrar de Artaxerxes,  Nabudodonozor e de Ciro, que mesmo sendo um pagão, foi chamado o  ungido de Deus devido o propósito especial que tinha de abençoar os judeus por seu intermédio (Is 45:1), e de como José e Daniel acharam favor diante dos seus carcereiros. Tudo isso lembra-nos que Deus pode influenciar até mesmo os não regenerados para  o bem (Prov 16:7).

O Espírito luta com eles- Gns 6:3. Ele luta com os homens, procurando refreá-los para que não prossigam em um caminho de insubordinação, impiedade, pecado e iniquidade. Esta luta é travada por meio de nossa instrumentalidade individuais, através da pregação do evangelho e mediante influência de nossas vidas.

Testifica-lhes – João 15:26.  - O Espírito testifica aos não salvos por meio da verdade concernente a Jesus Cristo.

Desperta-os – João 3:16 – Hbs 10:31.  - Ninguém pode superestimar o perigo em que se encontram os homens pecadores, a Bíblia retrata-os como adormecidos, cegos, mortos e inconscientes. A morte, o pecado, o julgamento e a eternidade não são realidades para eles, que dormem a beira do inferno (Is. 28:15). No despertar do pecador, o Espírito de Deus impressiona as suas mentes sobre a realidade da eternidade e do juízo. O pecador torna-se consciente de que está perigosamente sob a ira de Deus, e os assuntos espirituais tornam-se importantes. Mas nem todos os despertados chegam a salvação. Alguns voltam a dormir através de uma confissão vazia de religião ou pela força do mundo (Ats. 24:25).

Ilumina-os  II Pd 2:20-21.  - Enquanto apenas os regenerados são “renovados para o conhecimento” (Coloss 3:10), os não salvos podem receber um grau de iluminação. Quando um pecador está convicto, ele pode ser ignorante em relação a natureza da fé, mas vê claramente o perigo do pecado, a gravidade da eternidade e pode ser movido a temer o inferno, e a estar preocupado com o seu eterno bem. Pela primeira vez, a sua alma torna-se importante. Isto é claramente diferente da luz da regeneração que capacita o homem para amar a Deus. Esta iluminação é simplesmente um alerta na mente natural do homem para que ele veja o perigo do pecado e do juízo.

Ele convence-os  - João  16:8-11.  - Enquanto o “despertar” trata mais com  o perigo, a “convicção” é a obra de Deus pela qual é revelada a causa do perigo. Pela convicção, o homem é convencido e reprovado a respeito de sua condição pecaminosa. Eis algumas das áreas que  Ele convence o pecador:

-          Do pecado: (Atos 2:36,37)  - Deus convence os homens dos pecados grossos que tenham feito, do pecado original, da falha ao quebrar a sua lei, e de sua incredulidade  quanto a rejeição da pessoa de Cristo, e de sua justiça pessoal, que envolve a veracidade de suas declarações a seu próprio respeito.

-          Da justiça:  Os homens são convencidos da justiça de Cristo, e de sua necessidade de confiar nele (Mats 5:6).

-          Do juízo vindouro:  Juízo geralmente refere-se a domínio. Os homens são convencidos que Satanás  será vencido, e Cristo será o Rei. Os poderes do mal não terão oportunidade de vencer, mas todos ficarão diante de Deus (Atos 17:30-31; Roms 14:11).

Necessidade de convicção: - Sem a convicção, os homens nunca estariam prontos para admitir a sua total profanação, nem viriam a Cristo como necessitados (Coloss 3:11). A convicção prepara a alma para a fé em Cristo ao arrependimento. A tristeza segundo Deus (II Cor 7:10) procede o arrependimento que é uma mudança permanente acerca do pecado.

Mesmo sendo um trabalho do Espírito de Deus, contudo ele se agrada por usar certas verdades neste trabalho, assim ele usa freqüentemente as verdades  da ira divina para despertar os pecadores para a convicção e também usa:

1)  A lei (Roms 3:19-20; 7:7,13) Os homens geralmente julgam-se pelas ações do seu próximo, mas pela convicção eles entendem que a glória de Deus é o que falta para eles (Roms 3:23).

2) A bondade de Deus (Roms 2:4). Muitos têm dado testemunho de que foi  o entendimento da bondade de Deus que lhes convenceu dos seus pecados.

- As marcas da verdadeira convicção:

- Faz com que os homens aceitem suas culpas (Slms 51:4; Lcs 18:9-14),

- Destrói o egoísmo do homem (Lcs 18:9-14; Is. 64:6),

- Encara o pecado como sendo contra Deus (Slms 51:4; Lcs 15:18),

- Guia o convencido a Cristo, e não ao desespero mundano (II Cor 7:10).

A convicção pode não ser uma obra agradável, mas é necessária; Ver-nos como somos, é um pré-requisito para que vejamos  a Cristo. Nas primeiras quatro bem-aventuranças (Mts 5:3-6) nosso Senhor explica que só os que conhecem a verdadeira convicção são realmente abençoados.

g-) A obra do Espírito Santo nos salvos:

Ele habita no crente – I Cor 6:15-19; 3:36; Roms 8:9.

O Espirito Santo vem habitar ou fixar residência na vida do crente, por ocasião da regeneração, e ali permanece, seja qual for o grau de imperfeição ou imaturidade desse crente. Assim Ele possibilita o crescimento da nova vida iniciada. Esta moradia é para a realização da  obra de Cristo nas vidas dos mesmos.

Ele dá garantia de salvação – Roms 8:16; II Cor 1:22; Efs 1:14.

O Espírito não só testemunha aos crentes da filiação atual, mas dá garantia de salvação final. A presença do Espírito em nossos corações proporciona um antegozo do céu e é uma garantia de que receberemos a herança  incorruptível e impoluta, que não fenece, reservada no céu (I Pd. 1:4,5).

Ele sela – Efs 1:1-14; 4:30.

Ele sela divinamente o pecador, no momento em que crê, tornando-o então propriedade sua, e dando a garantia da herança eterna.

Ele liberta – Jo 8:32,36; Roms 7:9-24, 8:2.

Ele liberta o homem, da lei do pecado e da morte. É obra  dele livrar-nos do domínio desta lei, e capacitar-nos a andar em harmonia com Deus.

Ele fortalece – Efs 3:16-19.

Os resultados desse fortalecimento são claramente vistos. O seu poder se torna operante em nossas vidas corporificando e entronizando realmente Cristo, o que é descrito como sua habitação (fixação permanente de residência) em nossos corações.

Ele enche o crente – Efs. 5:18-20.

Ser cheio do Espírito, não é limitado a uma única experiência, mas pode ser repetida incontáveis vezes.

Produz o fruto das graças – Gal 5:22,23.

O fruto do Espírito, é na realidade, o retrato do caráter de Jesus Cristo.

Possibilita todas as formas de comunhão com Deus – Gal 4:6; Jd 20.

(1) Ditando  oração e intercedendo -  Efs 6:18; Roms 8:26-27.

(2) Movendo nos a adorar. Efs 5:18-20.

A adoração, a veneração e a contemplação da criatura a seu Criador, deve ser levada a efeito em completa dependência da orientação do Espírito.

Ele vivificará o corpo do crente – Roms 8:11,23.

A ressurreição é atribuída ao Espírito Santo, como também as demais pessoas da Trindade. Ele fará retornar à vida os nossos corpos depois da morte física.

Ele guia – Roms 8:14.

(1) Chama para o serviço especial – Atos 13:2-4.

O Espírito Santo não somente dirige o teor geral da vida cristã, mas seleciona e chama homens para trabalhos especiais, tais como missões, ensino, ministério e etc.

(2) Lidera e orienta em serviço – Roms 8:14; Gal 5:16, Atos 8:27,29.

Quando nos rendemos a Deus, o Espírito não só dirige nossas vidas pessoais, mas também nos orienta para conduzirmos outras pessoas a luz de Deus.

Equipa para o trabalho – I Cor 1:7.

Conforta e ilumina – I Cor 2:9,12; Efs 1:17; I Jo 2:20,27.

Ensina instrui e capacita – Jo. 16:13,14; I Tess 1:5.

Distribuí dons  espirituais  - I Cor. 12:4-11.

Notai que “a manifestação do Espírito é dada a todo o homem (isto é, todo homem salvo) para o que for útil vs. 7”. Nenhum salvo pode dizer verdadeiramente, que está com falta de habilidades espirituais no serviço do Senhor.

Definição de dons espirituais:

Os dons espirituais são capacidades e talentos dados a alguém pela operação interna do Espírito Santo. Eles devem ser distinguidos do dom inicial do próprio Espírito concedido ao pecador num momento para que ele alcance a salvação (Atos 2:38; 10:45; 11:17; I Cor 12:4). Estes dons, também não devem ser confundidos com habilidades ou talentos naturais. A pessoa nasce com certas capacidades que podem ser desenvolvidas. Dons espirituais não são, por um lado, um produto de nascença mas do poder do Espírito Santo.

Tipo de dons espirituais - Roms 12:5-8; Efs 4:11-12;  I Cor 12:8-10, 28-29.

Várias classificações têm sido sugeridas:

Administrativo, funcional, sinal, edificação, autenticação, permanente, temporário; Alguns dons foram determinados como sinais (línguas, milagres, cura, revelações, sonhos, visões, etc). Outros dons permitem a igreja operar de forma mais ordenada (ajudas, governos), ou abençoa a alguns com suprimentos especiais (mostrando misericórdia, exortação e alegria), e um grande número de dons concernentes ao ministério da palavra (ensino, instrução e profecia). Aqueles dons, dados unicamente para suprir as necessidades das igrejas apostólicas eram obviamente temporários. Isso inclui todos os dons de sinais e qualquer dom que envolva a revelação direta a parte da Bíblia. Verificando os vários tipos de dons espirituais, notamos também que certos homens talentosos estão na lista (I Cor 12:28-29). Os homens que ocupam estas posições têm que possuir indubitavelmente mais que um dom que leve a cabo os seus trabalhos; Eles próprios são dons à igreja (Efs 4:7-12). No entanto alguns destes ofícios como apóstolo e profeta eram temporários. 

A fonte dos dons do Espírito.


Os dons do Espírito têm uma dupla origem:

1) Eles foram dados por Cristo – Efs 4:7-11.

2) São dados pelo Espírito – I Cor 12:4-11.

Estes dois pontos podem ser conciliados entendendo que o Espírito foi dado à igreja por Cristo. O Espírito foi chamado “o dom” da ascensão de Cristo para a igreja (Ats 2:33, Jo 7:39). O Espírito, tendo assim enviado, produz dentro de nós habilidades espirituais necessárias.

Todos o crentes têm dons espirituais (I Pd 4:10, I Cor 12:7), contudo é correto dizer que os dons foram dados a igreja. Nem todos os cristãos são membros de uma igreja do Senhor, mas a vontade de Deus é que eles sejam. A igreja é o lugar apropriado para o exercício dos dons do Espírito. Os dons foram dados a igreja para o seu desenvolvimento espiritual (Efs. 4:8-12, I Cor 12:13-31) Os dons são dados aos santos individualmente, de forma que a assembléia como um todo seja abençoada. É falso o conceito atual, em que as pessoas recebem dons espirituais para serem pessoalmente abençoadas, cada dom é para o corpo de  Cristo como um todo. Nós não recebemos os dons para o nosso próprio beneficio, mas para o beneficio do corpo. Assim como o corpo humano há uma interdependência entre os membros. O bem do corpo deve ser o fator controlador no exercício de qualquer dom espiritual. Este é o tema central em I Coríntios capítulos 12-14.   

O Regulamento dos dons do espírito

Considerando que os dons espirituais são dados para o benefício do corpo, então eles devem ser  regulados de maneira que esta finalidade  seja alcançada. Enquanto são determinadas regras específicas (I Cor 14:27; 33-34 ), o preceito geral é permitir que o amor para com os outros controle as nossas ações. O amor é tão importante  no exercício de dons espirituais que a maior exposição de amor da Bíblia é encontrada em meio a uma discussão sobre dons espirituais (I Cor 13:1-13).

Mencionado o regulamento dos dons espirituais notaremos que isto implica no poder de controlar dons por aqueles que os possuem ( I Cor 14:32-33). Aqueles que perturbam os cultos de adoração com ações descontroladas não podem atribuir o seu comportamento ao poder do Espírito de Deus. 

Os nove dons temporários – I Cor 12:8-10.

Temos aqui listados nove dons que foram possuídos peculiarmente pelas igrejas apostólicas. Estes dons (assim como o ofício de apóstolo e profeta) foram dados por Deus temporariamente e não permanente.

1)     A palavra de sabedoria – Atos 6:8-10; Mats. 10:19-20.

Esta era a habilidade sobrenatural de tomar decisões ou não falar baseando-se em estudo ou premeditação, mas pelo trabalho direto do Espirito Santo na mente.

2)     A palavra do conhecimento – Atos 54:1-10; II Reis 5:25-26.

Esta era a habilidade de saber fatos e compreender situações em virtude de uma revelação direta pelo Espírito Santo.

3)     O Dom da fé – I Cor. 13:2; Atos 3:1-9.

Isto é o que chamaríamos de “fé milagrosa”. Esta fé não era possuída por todos os crentes, mas era soberanamente dada por Deus segundo o seu querer (I Cor 12:11). Não deve ser confundida com a fé salvadora, comum a todos os crentes.

4)     Dons de cura – Atos 3:1-12.

Esta era a habilidade de curar a vontade (Atos 9:32-35). A cura foi executada como um sinal (Jo 10:38, Atos 4:29-30).

5) Operar milagres –  Hbs. 2:3-4.

Esta era a habilidade de fazer milagres como um sinal ou a confirmação de que a mensagem era de Deus.

6) Profecia

Esta era a habilidade de receber e comunicar à outras pessoas mensagens ou doutrinas que vinham da revelação direta de Deus. A Bíblia foi escrita por profetas.

7) Discernir de Espíritos.

Esta era a habilidade de discernir se aqueles que reivindicavam exercitar dons espirituais eram de Deus ou de Satanás. As igrejas primitivas não tinham o Novo Testamento completo para examinar os ensinos dos profetas.

8) Línguas – Atos 2:1-11.

Esta era a habilidade sobrenatural de falar em idiomas que não haviam sido adquiridos através de estudo. Isso também aconteceu como um sinal (I Cor. 14:22).

9) Interpretação de Línguas – I Cor 14:27.

Esta era a habilidade sobrenatural de interpretar aqueles que falavam em línguas.

Os dons temporários


Os batistas acreditam historicamente que alguns dons espirituais (e ofícios) pertenceram à infância da igreja do Senhor. Esse foi um resultado natural de posicionamento em relação a Bíblia. Este posicionamento asseguraram à Bíblia como “única regra de fé e prática”. Quanto a onda  moderna milagrosa é examinada, pensamos que o caminho está sendo preparado para a vinda do Anticristo (II Tess. 2:8-12). A sua vinda será durante um tempo de grande ênfase as maravilhas e feitos milagrosos (Mts 24:24; 7:22-23).

Fatos que provam a natureza temporária daqueles dons.

Nesta seção desejamos provar a afirmação de que alguns dons eram temporários. Assim precisa ser entendido que nós não estamos tentando provar que Deus não cura, faz milagres, ou não conduz e não ilumina o seu povo. Todo crente regozija-se quando Deus ouve as suas orações. No entanto, há uma grandiosa diferença entre Deus curar em resposta a oração e em um homem que tem o dom  de cura como um sinal. O que nós estamos afirmando é que esses dons que tinham a finalidade de autenticação ou revelação eram temporários. Senão vejamos agora algumas das razões e o porquê esta posição realmente é verdadeira.

a)     As igrejas primitivas tinham necessidade especiais que não são encontradas nas igrejas hoje:

1) Elas não tinham o Novo Testamento completo, então tiveram  necessidade de várias revelações divinas.

2) Elas precisavam de sinais para autenticar as revelações recebidas (Hbs 2:3-4).

Nenhuma das razões dadas pelos religiosos modernistas para nossa suposta necessidade de dons milagrosos são bíblicas. Eles afirmam que estes dons farão da igreja mais espiritual, porém os dons necessariamente não tiveram este efeito na igreja apostólica (Comparar I Cor 1:7, com 3:1-3). Eles reivindicam que como as pessoas de Deus ainda adoecem, ainda precisamos de dons de cura. Isto revela a falta de entendimento quanto a operação daqueles dons. Naquela época os que o tinham, agiam como um sinal para os incrédulos. Nos dias de hoje Deu

s cura de acordo com a Sua vontade mas não como um sinal. Não há nenhuma razão bíblica para que as igrejas com um completo e totalmente autêntico Novo Testamento necessitem destes noves dons milagrosos.

b)     O testemunho da história da igreja.

A história da igreja confirma o ensino de que estes dons milagrosos foram limitados a tempos apostólicos (Hbs 2:3-4). Os mesmos religiosos modernos reivindicam que a carnalidade e a falta de fé são os responsáveis para que os dons deixem de existir. Isto porém contradiz vários fatos:

1.      A igreja em Corinto era carnal ( I Cor. 3:1-3) contudo teve abundância de dons.

2.      Os dons são soberanamente dados por Deus ( I Cor 12:11). Se eles cessaram tratou-se da sua vontade que eles cessassem e não porque faltou fé nos crentes.

3.      Cristo sempre teve igrejas sãs e elas teriam recebido estes dons se eles fossem ainda disponíveis (Mats 16:18).

c)     O testemunho do apóstolo Paulo.

Em I Cor 13:1-3, Paulo está revelando a importância do amor e a sua superioridade sobre outros dons. Provando a superioridade do amor ele declara algumas verdades interessantes relativas a natureza temporária dos dons milagrosos.

1.      Em I Cor 13:10, é anunciado um princípio básico. Somos ensinados que o incompleto será substituído com a vinda daquilo que é perfeito. A revelação incompleta do vs.10 será obviamente os dons milagrosos (vs 9), e nós acreditamos que a Bíblia é perfeita. Sendo assim o vs. 10 ensina obviamente que as revelações de Deus que “vinham em parte”, uma parte hoje, outra amanhã para os apóstolos, logo que Deus tinha acabado de dar tudo quanto é necessário para o nosso conhecimento e nossa orientação, retirou a imperfeição, decretando assim o fim da era dos dons milagrosos. Alguns tentaram evitar esta lógica dizendo “o que é perfeito” refere-se ao céu, ou a  vinda de Cristo. Esta interpretação será rejeitada pelas seguintes razões:

a)     “Perfeito”, é aplicado a um objeto neutro. É difícil acreditar que Paulo referira-se a Cristo como um “o que”.

b)     O contexto não está tratando do retorno de Cristo mas diferentes graus para se completar a revelação:

(1)   Revelação parcial dos dons espirituais  (vs 9).

(2)   Revelação completa da palavra de Deus.

(3)   A escritura deve ser interpretada de acordo com seu contexto.

(4)   Em Tiago 1:25 a Bíblia e tida como “perfeita”.

2.      Em I Cor 13:11, temos a insinuação de que os dons milagrosos foram para os tempos da infância da igreja.

3.      Em I Cor 13:8-13, Paulo parece comparar a permanência relativa da fé, esperança e amor com os dons milagrosos.

a)     O amor nunca falha (vs 8). Esta é uma graça que nós desfrutaremos até mesmo no Céu para sempre.

b)     A fé e a esperança continuam, quando comparadas aos dons milagrosos (vs 13,8-10). Lembremo-nos porém que o amor ainda é superior a fé e a esperança, pois elas serão desnecessárias após o retorno de Cristo (Roms 8:24).

c)      Os dons milagrosos foram temporários (vs 8). Eles não serão eternos como o amor e não continuarão até o retorno de Cristo como a fé e a esperança.

Hoje em dia, não se deve admitir a existência de um profeta na igreja, no sentido de alguém que alega ensinar coisas especialmente reveladas para ele (o que sucede nas igrejas “renovadas”, etc.). Não deverá existir o falar em línguas, a não ser que se trate de alguém que fale um idioma legítimo, traduzido por outro para que a igreja entenda (I Cor 14:27-28). As línguas têm de ser aprendias hoje em dia, na escola, nos cursos, não vem pelo poder milagroso de Deus.

O Batismo no Espírito Santo -  João 14:16-18;  Efs 2:19-22

O Que é o Batismo no Espírito Santo? Eu devo buscar esta experiência?


Estas perguntas tornam-se cada vez mais comuns  ao passo que muitas igrejas modernas propagam seus pontos de vistas conflitantes acerta destes ensinamentos. Idéias falsas do batismo no Espirito Santo.

O batismo no Espírito Santo, para muita gente, é uma coisa que vem após a salvação chamado de a Segunda benção, ou a santificação inteira. Aqueles que acreditam  nisto, diz que recebe os dons e a exterminação do pecado inteiramente da vida. Só pensar nisto por um minuto, mostra que não pode ser a verdade sobre a vida do crente ainda presente no mundo. Diz-nos a Bíblia que a exterminação da natureza velha e pecaminosa do crente é uma impossibilidade -  Roms. cap. 7 e 8.

Sua vinda uma nova dispensação final – Ats 2, 1:4-8; Lcs 24:49, I Cor 13:8-13.

Não há absolutamente nada que justifique a crença que o Pentecostes é para repetir-se em experiência na vida de cada crente. Ele veio em cumprimento de profecias e promessas definidas e particulares e marcou o princípio de uma dispensação especial,  também foi a prova de que o trabalho remissório de Cristo estava acabado e aceito pelo Pai e assim foi glorificado no céu (Atos 2:33; Gal. 3:13-14); Portanto o batismo no Espírito Santo foi um ato histórico e único de Deus, ocorrido no dia de Pentecostes, com efeitos permanentes, os quais duram até o dia  de hoje. Através deste batismo, a igreja coletivamente e como instituição, foi identificada como corpo de Cristo,  organizada por pessoas de diversas raças, e revestida de poder para efetuar sua missão de evangelismo mundial. Os dons milagrosos (línguas, cura e etc) que a acompanhavam, duraram até o fim da era apostólica, sendo eles substituídos pela Bíblia completa, em qualidade de autenticação e orientação da igreja  para todos os tempos; Na ocasião de sua vinda o  Espírito Santo veio habitar a igreja como templo de Deus,  e nunca abandonou esta habitação (Ats 2; 1:4-8; I Cor 13:8-13; Efs 2:19-22; 4:11-16; Jo 14:16-18).

O “Batismo” como um sinal.

O batismo com o Espírito, foi  uma ação e um sinal importante. João Batista afirmou claramente que eles podiam reconhecer o Messias pela sua capacidade de batizar com o Espírito (Mts. 3:11). Então o batismo com o Espírito Santo verificou as reivindicações de Cristo, e a autoridade da igreja local. No dia de Pentecostes (o banquete das primícias), reuniram-se judeus de toda a parte do Império Romano para adorar a Deus em Jerusalém (Ats 2:1-11). Lá eles encontraram a primeira igreja composta pelos discípulos humildes de Cristo. O Templo judeu  que tinha sido a casa do Pai (Mats 21:13; 23:38), permaneceu destituído por Deus como aspecto espiritual, e a assembléia cristã passava a ser verdadeiramente a casa de Deus (I Tim 3:15).

O Espírito Santo veio habitar a Igreja como templo de Deus.

Deus habitou no meio do seu povo antigo no tabernáculo (Ex. 29:45-46; 40:34-38), no templo ( I Rs 9:3; II Cor 5:14; 7:1-3), e na época atual, ele habita a sua igreja na pessoa do Espírito Santo (Efs 2:19-22). No dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio acompanhado do som “como um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados, e de língua repartidas, como que de fogo”. Também os discípulos começaram a falar em línguas que nunca tinham antes falado (Atos 2:2-4). Isto mostrou para  todos, que o  Espírito Santo tinha chegado como Jesus havia prometido (Atos 1:5; João 14:16-18). A partir de então ele habita cada coração individualmente dos filhos de Deus, mas a igreja, ele a habita de maneira especial. Ele a batizou de uma vez por todas, trazendo-lhe plenos  poder e os dons necessários para a obra da evangelização do mundo (Lcs 24:47-49, Ats 1:8).

Desde o dia de Pentecostes o Espírito Santo entra em todo o crente na conversão e jamais parte – João 7:38,39; Ats 10:1; Gal 3:2; Efs 1:13; 4:30; Jds 19.

Todo crente recebe o Espírito Santo no seu coração no exato momento em que aceita Jesus como seu salvador (Roms 5:5; Roms 8:15,16; II Cor 1:22). Quem tem o Espírito, é filho de Deus, “... mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Roms 8:9), sendo o corpo do crente  o templo do Espírito Santo ( I Cor 6:19-20), é loucura orar para te-lo, ainda que possa orar pelo seu poder e plenitude. Tão pouco precisa-se orar para que Deus não lhe tire, porque ainda que possamos  entristecê-lo, e apagá-lo (I Tess 5:19) ou  recusar seus impulsos, não obstante estamos  permanentemente selados pela sua presença. Tem muita gente, hoje em dia, pedindo o seu batismo, porque não conhecem o verdadeiro sentido do mesmo. A palavra de Deus manda que andemos no Espírito (Gal. 5:16) e nos enchemos do mesmo (Efs 5:18) mas em nenhum lugar manda que  batizemo-nos no  Espírito. Portanto o crente não poderá ter a experiência do batismo do Espírito, pois isto foi um fato histórico acontecido uma só vez há  mais de 1900  anos atrás, no dia de Pentecostes. Para que o crente agora habitado pelo Espírito Santo possa gozar os benefícios dos seus frutos de uma maneira especial, ele deverá aceitar o batismo bíblico, e ingressar em uma igreja autêntica, pois foi para as mesmas que Cristo deu-lhes o poder à executar as suas ordens (Atos 1:8).  


 

Soteriologia

DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

A  SALVAÇÃO



Salvação é um termo que abrange muitos aspectos, Por exemplo há salvação no passado,  no presente e no futuro, ou seja, salvação da penalidade, do poder e da presença do pecado. Há salvação do espírito na regeneração, da alma na santificação, e do corpo na glorificação. Incluídas nesses diversos aspectos encontram-se ensinamentos  que, em conjunto, constituem o que chamamos de doutrinas da salvação.

A DEPRAVAÇÃO TOTAL -  Roms 1:18-32  - 3:12

Este ensinamento constitui a base da doutrina bíblica da salvação. Além de demonstrar o estado pecaminoso no qual a humanidade se encontra, iniciada desde a queda no jardim do Éden, e a total incapacidade de providenciar a sua própria salvação e restauração, é também demonstrar que o homem é uma criatura falida, o qual não possui, em si mesmo, a capacidade para produzir algum meio pelo qual ele possa merecer e ganhar aceitação diante de Deus, e fundamentar como base bíblica, a necessidade da salvação pela graça. Efs. 2:8-10.

A sua ruína:

a-) No espirito:- O espírito humano se define pelas suas três funções: consciência, intuição e comunhão. Quando o homem pecou, ele ficou “separado da vida de Deus” (Efs. 4:18, 2:1) e privado da comunhão do espírito de Deus com o seu espírito. A partir de então o homem se entregou à adoração de deuses falsos (Roms 1:21-23). Sua consciência ficou contaminada (Tito 1:15),  e consequentemente Deus os “entregou às concupiscências  de seus corações, à imundícia...”(Roms 1:24) e “os abandonou às paixões infames” (Roms 1:26, Efs 4:19). Só assim é que se explica o grau da imundícia ao qual o homem chegou. A consciência constantemente reprimida, deixa de funcionar, e o homem é entregue a uma “mentalidade reprovada” (Roms 1:28).

b-) Na alma:- A alma consiste em emoções, inteligência e vontade. O entendimento do homem ficou completamente obscurecido e ele não consegue compreender as coisas do Espírito de Deus (I Cor 2:14; Roms 1:21-22;  3:11; Efs 4:18,19; 2:3). Quanto às suas emoções, o homem, no seu estado natural, não tem capacidade para amar a Deus  (João 5:42) e quanto à sua vontade está escravizada pelos desejos da natureza carnal (Efs 2:3).

c-) No corpo:- A morte física é resultado da queda do homem (Roms 5:12). O corpo se chama “o homem exterior” e se corrompe de dia a dia (II Cor 4:16). Todos os sinais da velhice e da morte são uma prova visível de que o homem  é criatura caída.

O homem portanto, está estragado em todo o seu ser, o retrato não é nada bonito, já foi analisada o estrago e a ruína do homem ( Is. 1:5,6; Roms 3:10,18; Salms 14:1,3; 36:1;53:1,3; Ecls 8:11,  Jerem 17:9),  a queda do homem portanto é universal e total atingindo todas as pessoas de todas as raças e épocas, achando-se então  por natureza debaixo da condenação de Deus justo e santo (Efs 2:3). Ele, o homem  é filho espiritual do Diabo (João 8:44), sendo escravizado e controlado por Satanás através das suas próprias paixões carnais ( II Tim 2:25,26; Roms 8:19,21).

A DEPRAVAÇÃO TOTAL HEREDITÁRIA E IRREMEDIÁVEL

Herança é algo que recebemos de nossos pais  e a depravação natural,  é justamente o que herdamos deles, os quais por sua vez ganharam dos seus, e assim por diante. Adão e Eva já caídos, transmitiram aos seus descendentes uma natureza, ou instinto ruim que nos inclinam  para o lado do pecado. ( Roms 5: 12;  Salms 51 :5; 58: 3;  Jo  14: 1,4). Essa natureza se chama “carne”,  ela faz com que não tenhamos a capacidade de agradar a Deus (Roms 7:18; 8:7,8), e  mancha até as boas ações  dos homens, de modo que a nossas “justiças” são consideradas por Deus um trapo imundo ( Is 64:5) .

Do Senhor vem a Salvação

Por causa de sua depravação o homem não tem nenhuma inclinação natural para buscar a Deus (Roms. 3:11). Vemos portanto, que cabe a Deus a iniciativa em nossa salvação. Ele busca a nós, esta verdade foi dita por Cristo (João 6:44), “trazer” significa “atrair” (João 12:32), Deus, através de Cristo, atraí todos os homens, assim tornando possível a sua salvação. Ninguém terá a desculpa de dizer que não lhe foi possível salvar-se, visto que Deus não o “atraiu”. O Espírito Santo mexe nos corações de todos os que ouvem o evangelho para desperta-los para a necessidade da salvação (João 16:8,11), o homem se perde somente porque resiste ao próprio Deus, (Atos 7:51),  portanto ninguém vai para o inferno pelo pecado de Adão (João 1:29). Argumenta-se que o homem é tão depravado,  que não tem condições de arrepender-se de seus pecados, mas Deus exorta a todos os homens a que se arrependam (Atos 17:30) e Ele só manda que façamos algo,  que seja possível fazer. A verdade é que,  de fato, com a nossa mente e a nossa vontade escravizadas pelo pecado e pelo Diabo não podemos, por nós mesmos, nos arrepender e voltar para Deus, não tendo em nós nenhuma disposição natural para isso. Mas, como vemos,  Deus toma a iniciativa e procura nos despertar, e essa obra, é a obra  geral do Espírito Santo, e a real experiência do todo o homem,  com Deus ( João 1:9), de modo,  que, qualquer um que chegar ao inferno terá que confessar que Deus lhe ofereceu a oportunidade de se salvar, e que ele está lá por escolha própria (I Tim 2:4,5;   II Pd 3:9). É a rejeição categórica do evangelho que condena o indivíduo para o inferno, e não o seu estado natural de depravação, visto que Deus já superou essa dificuldade (João 3:18; 3:36; 5:24). Lembremo-nos que, ao pregarmos o evangelho, o mesmo será acompanhado do próprio poder de Deus, o qual torna possível a conversão do todos quantos nos ouvem (Roms 1:16; I Cor 2:1,5).


A SALVAÇÃO NÃO É PELAS OBRAS  - Roms 3:24; 11:6

O homem não tem nada para oferece a Deus:

Não tem justiça própria  ( Isaías 64:6; Tito 3:5).

Não é justo ( Roms 3:10; Roms 3:23).

Nem será justificado diante de Deus pelas  obras (Roms. 3:20; Gal 2:16; II Tim 1:9)


A SALVAÇÃO É SOMENTE PELA GRAÇA - Efs 2:8,10;

A salvação provém exclusivamente da graça de Deus,  sem os esforços das obras, ou mérito do homem, o mesmo não tem que trabalhar ou fazer qualquer esforço para ganhar a salvação (Apoc. 21:6). Ela é um presente de Deus e para que seja aproveitado, ele deve ser aceito ou recebido. A mesma é oferecida a todos ( Apoc. 22:17; Isa. 55:1). Ela veio por meio de Jesus Cristo (João 3: 14, 18, 36;  14:6;  I Jo. 4:9). Foi pela sua vida perfeita,  sua morte na cruz, e pela sua presente mediação no céu por nós, é que somos salvos. Tudo é feito por Ele, Ele não deixou nada por fazer; Compete ao pecador simplesmente reconhecer o seu pecado e confiar em Cristo, abrindo-lhe o seu coração e a sua vida, e será salvo no mesmo instante.

O ARREPENDIMENTO E A FÉ – Atos 3:19; 26:17,20

O arrependimento e a fé são os únicos requisitos necessários  do lado humano para a salvação, e significam uma verdadeira conversão de uma vida de pecado para uma nova vida em Cristo.

Seu significado

a-)  É uma mudança de pensamento ou de ponto de vista no tocante a nossa obrigação para com a vontade e a palavra de Deus. É mudar de ruma na  vida  moral e espiritual, não é uma simples reforma, mas sim uma mudança profunda e radical no coração do indivíduo, sendo uma obra do próprio Espirito Santo.

b-) O arrependimento sempre procede a fé porque é necessário que o pecador mude o seu ponto de vista para poder crer em Cristo; O arrependimento principia a fé, e a fé completa o arrependimento.

A importância do arrependimento:

Foi pregado por:

1-) O próprio Cristo (Marc 1:15; Mats 4:17, 9:13; Lcs 24:47); por João Batista (Mats 3:12); por Pedro (At.26:20); por Paulo (Ats 26:20) e por todos os apóstolos (Mcs. 6:12). O verdadeiro arrependimento não pode existir sem primeiro a “convicção dos pecados”, assim o verdadeiro arrependimento consiste em:

a-) Tristeza;- (II Corint 7:7-10), referimos aquela tristeza que cria em nós o nojo ou repugnância ao pecado  (Slms 51:17). É a convicção do Espírito Santo que provoca no pecador o desejo ardente de descobrir o caminho da salvação (Atos 2:27; 16:29).

b-) Confissão;-  (II Sam. 12:13; Lcs 18:13), essa confissão é feita a Deus, e também diante dos homens (Mats 3:6; Salms 51:1,5; 32:1,5), é uma confissão simples e sincera, sem se justificar, nem sequer por a culpa sobre terceiros  (Samls 51:4).

c-) Decisão:- O verdadeiro arrependimento é incompleto sem uma firme decisão do pecador de abandonar o seu pecado e voltar-se para Deus, buscando o perdão e purificação (Isa. 55:6,7; Atos 8:22, Lcs 15:18).

A REGENERAÇÃO  -  João 3:3,6

A regeneração é uma obra de Deus em nós e acontece no instante em que a pessoa crê em Cristo como Salvador. O sentido desta palavra, é o “novo nascimento” (Tito 3:5). A Bíblia ensina que o  homem não pode salvar-se, mas apensas “reformar-se, ou corrigir-se” ( Mats  9:16,17), e que ele necessita de um novo nascimento e de uma nova vida (Jo. 3:3). Portanto assim cremos que a regeneração, ou seja, o novo nascimento, faz parte de uma conversão autêntica, sendo efetuada pelo Espírito Santo no pecador arrependido,  no momento em que ele aceita a Cristo como Salvador, Deus através da regeneração, renova-o, ou dá-lhe um novo espírito (Ezeq 36:26,27), tornando-nos  “participantes da natureza divina” (II Pd 1:4); sendo então “filhos de Deus”(João 1:12), nascidos da semente incorruptível (Jo. 1:13,  I Pd 1:23,25; I Jo. 3:9),  resultando na comunicação de uma nova vida,  novos sentimentos, os quais se manifestam através de novos hábitos  chamado “ os frutos de arrependimento“  (II Cor 5:17).

A JUSTIFICAÇÃO – Roms 3:24,26; 4:1,8; 5:1.

Cremos que o pecador arrependido é eternamente justificado por Deus na hora em que crê em Cristo como Salvador e Senhor, e que a justificação significa o perdão dos pecados atribuídos a ele da perfeita justiça e santidade de Cristo (Atos 13:39; Roms 5:1; 8:1; 3:24,26).

A justificação bíblica  é um ato definitivo de Deus, a favor do pecador realmente culpado, pelo qual o mesmo é pronunciado ou declarado justo, inocente, e livre da culpa do pecado para todo o sempre (Lcs 18:14). Os seus pecados não aparecem mais nos registros do tribunal do céu, e a justiça positiva de Cristo passa à ser lhe atribuída.

Como Deus nos justifica:  Roms 5:8,9; 3:25.

Deus justifica o pecador pelo sangue de Cristo, derramado na cruz. Ele transferiu a nossa culpa e os nossos pecados para Cristo, e lá na cruz, castigou esses pecados. Cristo sofreu a ira de Deus em nosso lugar. Nosso pecado foi transferido a Cristo, e em troca a justiça dEle foi transferida para nós (II Cor 5:21; Isa 53:4,6). O homem não é justo, mas na hora de crer em Cristo, “sua fé é lhe imputada como justiça”(Roms 4:5), e diante de Deus ele é achado nEle, não tendo a sua justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé” (Fil.  3:9; Gal 2:16). Agora o crente tem um advogado para responder ou defende-lo de qualquer acusação que aparecer contra ele (Roms 8:33; I Jo 2:1,2).

SEGURANÇA E CERTEZA DOS SALVOS – Roms 8:33,39.

O que queremos dizer com “segurança dos salvos”, é que os verdadeiros salvos nunca irão perder a sua salvação, e que uma vez salvos,  o estão  para a eternidade, se uma pessoa puder perder sua salvação, então sua “segurança” dependerá das suas próprias forças. Isto seria salvação  pelas obras, e não pela graça (Efs 2:8,9). Todo crente nascido de Deus faz parte da sua família, e está ligado a ele através dessa filiação; portanto está eternamente seguro em Cristo, podendo perder a sua “comunhão”, mas nunca sua filiação (I Pdr 1:3,5; Jo 10:27,30;  II Tim 1:12).

A SANTIFICAÇÃO – I Tess 5:23; Roms 6:22

Deus sendo santo, não tolera a impureza na sua presença (Jos 24:19; I Sam 6:20; Hbs 12:14). Por isso, Ele exige que todos os que o servem e o adorem, sejam santos (I Pdr 1;16). Santificação entende-se, tornar-se santo, puro, ou separar-se para uso sagrado. Uma pessoa santificada é uma pessoa separada do mundo e completamente dedicada ao serviço de Deus (II Tim 2:21). Tal como outros aspectos da salvação do crente, a santificação é realizada de modo duplo. Há uma parte que somente Deus pode desempenhar, e fazer; há outra parte que pertence ao homem, pela qual ele é responsável.

A santificação instantânea.

Somos santificados uma vez para todas no instante em que cremos em Cristo pelo seu precioso sangue (Hbs 13:12; 10:10,14, Ats 26:18). Este aspecto da nossa santificação fala da nossa posição que ocupamos diante de Deus. E é  perfeito, não é possível acrescentar e nem melhorar nada. Somos também “santificados pelo Espírito Santo” (Roms 15:14-16) e isto na hora de crermos em Cristo (II Tess 2:13, I Pdr 1:2; I Cor 6:11). Ele nos convence do pecado, nos separa dos demais homens para crermos, sendo por ele regenerados (Ats 16:14). ]

A santificação progressiva.

Depois de nos santificar para a salvação, o Espírito Santo procura dar prosseguimento prática da nossa vida, ajudando-nos a tirar os olhos das coisas do mundo e a dedicar mais e mais ao Senhor. O Espírito Santo purifica as nossas vidas de toda qualidade de pecado e imundícia  para que possamos gozar  da comunhão cada vez mais perfeita com o nosso Pai (II Cor 6:14; 7:1). Nós nos aperfeiçoamos desenvolvendo a  nossa salvação, cooperando com o Espírito Santo em nossas vidas.

Devemos lembrar sempre de que é realmente “Deus é quem opera em nós, tanto o querer como o efetuar (Fil 2:13)”. Qualquer santidade em nossas vidas é obra do Espírito Santo e elimina qualquer vanglória da nossa parte. Paulo apela  para que nós apresentemos os nossos membros não à imundícia, como antes, mas agora “para servirem à justiça para a santificação (Roms 6:19). O resultado desta entrega, é a santificação prática (Roms 6:22). Quanto à nossa  posição em Cristo, não podemos nunca ser mais santificados  do que somos atualmente, mas quanto ao nosso estado ou situação temos que progredir diariamente na santidade.


 

Teologia

DOUTRINAS BATISTAS FUNDAMENTAIS

DEUS



O FATO DE DEUS


A existência de Deus é um fato conseqüente das Escrituras, que não tecem argumentos para afirmá-la ou comprová-la. Por conseguinte, nossa principal base para a crença na realidade de Deus se encontra nas páginas da Bíblia. A Bíblia, portanto não se destina ao ateu, que nega a existência de Deus,  nem ao duvidoso declarado, (agnóstico) que nega a possibilidade de saber se ele  existe ou não. Também não tem valor para o incrédulo que rejeita a revelação de Deus, por não ser capaz de descobri-lo no universo material. Deus, porém, sendo Espirito, não pertence à categoria da matéria e, portanto, não pode ser descoberto por investigações meramente naturais ou materiais, e nem pelos sentidos do corpo, mas antes, pelas faculdades da alma, vivificadas e iluminadas pelo Espírito Santo ( I Cor. 2:14, Coloss 1:15-17). .  

I – A EXISTÊNCIA DE DEUS

Nós cremos que Deus existe por causa dos seguintes fatos:

1-     A existência de Deus é tomada por certa pelos escritores da Bíblia:

a-)  Eles não tentaram provar que Deus existe  -(Gen.  1:1).

b-)  Eles afirmaram que todos os homens sabem da existência de Deus – (Roms 1:18-20).

c-)   A Bíblia nos ensina que somente os loucos não crêem em Deus – (Slms 14:1).

2-     Os homens em todos os lugares crêem em Deus, até os índios da mata tem um “deus”.

3-      Os homens têm uma consciência; De onde o homem recebeu a sua consciência, que lhe diz que “pode fazer isso, mas não pode fazer aquilo”?

4-      Nós sabemos que todas as coisas tem um criador;  Como é que o mundo e todas as coisas do mundo chegaram até aqui, se  não há um criador, um Deus? Como é que elas apareceram se não houvessem quem as criassem?

ELE É  AUTO-EXISTENTE - (João 5:26; At. 17:24,28; I Tim 6:15,16).

Isto dito, significa que Deus é absolutamente independente de tudo fora de Si mesmo para a continuidade e perpetuidade de Seu Ser. Isso, naturalmente, significa que as causas de Sua existência estão nele mesmo. Nele a vida é inerente, diferentemente da vida das criaturas. Sua vida não vem de fontes externas,  Ele tinha “vida em si”, mesmo  quando não havia vida em parte alguma fora dele. Nunca nos devemos esquecer de que, em Deus, as criaturas “vivem, movem-se e existem”, desse modo dependemos  dEle para viver, movimentar-se e existir, Sua auto-existência porem torna-O absolutamente independente. A razão da existência de Deus encontra-se exclusivamente nEle, e sua auto-existência é atributo inalienável de sua natureza. Deus é auto-sustentado e o tem sido desde toda a eternidade. Sua auto-existência é um atributo essencial. Existir faz parte de sua natureza.

II-  SUAS CARACTERÍSTICAS


a-) É ESPÍRITO  PURO   -  (João  4:24 -  At 17:28,29).

Deus é espírito em sua natureza, ou seja: em seu ser essencial, ele  é espírito, e sendo espirito, é incorpóreo, invisível, sem substância material, sem partes ou paixões físicas e,  portanto,  é livre de todas as limitações temporais. Os olhos físicos só podem ver objetos pertencentes ao mundo material, mas Deus não pertence a este mundo,  portanto não pode ser visto com os olhos físicos. No entanto os registros bíblicos,  mostra-nos que Deus se tem manifestado de forma visível, O “anjo do Senhor”,  no Velho Testamento, é claramente um manifestação da divindade, e identificado como a Segunda pessoa da trindade, o Senhor Jesus Cristo. “O anjo do Senhor”, era o Deus Filho, antes de sua encarnação definitiva (Jz 13:18, confrontar com Is. 9:6).

b-) É UMA PESSOA  - (Ex. 3:14 – João 8:58).

Pode se definir personalidade com a existência dotada de autoconsciência e do poder de autodeterminação. Não se pode confundir personalidade com corporalidade ou existência em corpo material, mas antes corretamente definida, a personalidade abrange os três elementos constitutivos: intelecto, ou poder de pensar, sensibilidade, ou poder de sentir, e volição, ou o poder da vontade, Associados a estes temos a consciência e a liberdade de escolha.

A personalidade de Deus, é estabelecida

Pelos nomes dados a ele, que a revelam:

“Jeová  Jiré” -  (O Senhor proverá) -   (Gens. 22:13-14).

Este nome revela:  providencia pessoal.

“Jeová Ropeca”  – (O Senhor que sara)  -  (Ex. 15:26).

Este nome revela: preservação pessoal. ( O termo “ropeca”,  significa cerzir como se cirze uma roupa, reparar como se reconstrói um edifício, curar como se restaura a saúde de uma pessoa enferma. Toda cura direta ou indireta vem da parte de Deus, ele é nossa saúde salvadora).

“Jeová Shaloom” –  (O Senhor nossa Paz) – (Jz 6:24).

Este nome revela:  Deus como aquele que concede paz pessoal.

“Jeová Samá”– ( O Senhor está presente)  (Ezeq. 48:35).

Este nome revela: presença pessoal.

Os nomes que lhe são atribuídos, subentendem relações e ações pessoais.

Pelas características e propriedades de personalidade que lhe são atribuídas

Tristeza  - (Gens. 6:6).

A tristeza é uma emoção pessoal que é atribuída a Deus, devido á  atitude pessoal, as ações dos homens. A tristeza subentende personalidade.
Ira   -  (I Rs. 11:9).

A ira, é um sentimento pessoal de Deus, ainda que santo, e que Ele sentiu contra Salomão por causa sua deslealdade e infidelidade.
Zelo   -  (Deut. 6:15).

O zelo ou o ciúmes de Deus, diferentemente do ciúme  humano, é santo. Trata-se simplesmente de Seu interesse por seu  santo nome, Sua vontade e Seu governo. Não obstante, é um elemento pessoal e revela a personalidade de seu possuidor.

Amor  -  (Apoc 3:19).

Deus portanto, há de ser pessoal, pois o amor é pessoal. O amor subentende três elementos essenciais da personalidade:  intelecto, sensibilidade e vontade.

Ódio – (Prov. 6:16).

Aquilo que é impessoal, é incapaz de odiar qualquer pessoa ou cousa. Somente uma pessoa é capaz de odiar.

c-) TRINDADE E  TRIUNIDADE DE DEUS - (I Cor 8:5,6 – Efs 4:6).

Apesar de que a Bíblia ensina a unidade de Deus, a saber, que existe um e apenas um Deus, ensina também que na divindade única há uma distinção tríplice de pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Isso não significa que as três pessoas divinas sejam três no mesmo sentido em que são uma, ou que sejam uma no mesmo sentido em que são três. A essência divina, única e indivisível, como um todo, existe eternamente como Pai., Filho e Espírito Santo.  Deus é um só, mas também é trino. Ele se manifesta em três pessoas com funções e personalidades distintas, porém harmoniosas.

DEUS PAI.

Deus é um só. (Deut. 6:4,  Isaías 44:6; 45:22;  João 17:3;  I Cor. 8:4-6;  I Timot. 1:17; 2:5; Efs. 4:6). O Pai, é a primeira pessoa da divina trindade. Quando dizemos que Deus é um, queremos dizer com isso que existe “um só Deus Pai de todos.

DEUS FILHO

Jesus é o unigênito filho de Deus (João 1:28, João 3:16). Ele é um com o Pai  (João 10:30,38; João 17:21; I João 5:7). Ele é chamado Deus (João 1:1; João 20:28; Filip. 2:5-11; Roms 9:5, Coloss. 2:9). Cristo é a manifestação visível do Deus invisível  (Hbs 1:1-3; João 1:14). 

DEUS ESPÍRITO SANTO

O  Espírito Santo é  um com o Pai e o Filho (I João 5:7,  Atos 5:3,4;  João 14:26; Mats. 2819; II Cor. 13:13).

III -  A NATUREZA DE DEUS

A natureza de Deus melhor se revela pelos seus atributos. Precisamos ter cuidado de não imagina-los como sendo abstratos, mas como meios vitais que revelam a natureza de Deus.  O termo “atributo”, em sua aplicação às pessoas e às cousas, significa algo pertencente a elas. Pode ser definido como qualidade ou característica essencial, permanente, distintiva e que pode ser afirmada, como por exemplo a cor ou o perfume de uma rosa. Os atributos de uma cousa lhe são tão essenciais que, sem eles, ela não poderia ser o que é; e isso é igualmente verdade dos atributos de uma pessoa. Se um homem se visse privado dos atributos que lhe pertencem, deixaria de ser homem, pois tais atributos lhe são inerentes, na sua qualidade de ser humano. Se transferirmos essas idéias a Deus, descobriremos que seus atributos lhe pertencem inalienavelmente, e, portanto, o que ele é agora, há de ser para sempre. Os atributos de Deus, portanto, são aquelas características essenciais, permanentes e distintivas que podem ser afirmados a respeito do seu  Ser. Seus atributos são Suas perfeições, inseparáveis de Sua natureza e que condicionam Seu caráter

OS ATRIBUTOS NATURAIS

a-)  ONIPRESENÇA  - (Slms 139: 7, 10  - Atos 17:24,28 – Mats. 18:20  - Jer.. 23:23,24).

Este atributo está intimamente ligado a onipotência e onisciência de Deus,  pois ele está presente em todos os lugares, ele age em todos os lugares, e possui pleno conhecimento de tudo quanto ocorre em todos os lugares. Ele não tem necessidade de ir de um lugar para outro, não há lugar distante para ele, ele é qual um centro de um circulo, tem a mesma relação para com todos os lugares. Devido a sua relação com tudo, ele acha-se em condições de agir instantaneamente em qualquer parte, comunicar-se imediatamente com todo o universo, por seu poder de ação, não há  consideração de tempo, nem de espaço, como não há, igualmente, para o seu poder de pensar e querer. A sua presença, é uma presença frutífera, produtora e econômica, qualquer criatura, esteja onde estiver pode gozar de sua presença.

b-) ONISCIÊNCIA  - (Roms 11:33 – Jo:  11:7,8 - Is. 40:28 - Slms 147:5).

O atributo de onisciência, denota a infinita inteligência de Deus. O  seu conhecimento abrange  todas as coisas,  é universal, sua compreensão é infinita e a sua inteligência é perfeita, inclui tudo que pode ser conhecido, ele conhece toda a eternidade passada e aquilo que será durante a eternidade futura.

c-) ONIPOTENCIA – (Mats. 19:26 – Jó 42:2 – Gens 17:1).

Ele pode fazer todas as cousas, para ele nada  difícil,  tudo é possível:

No domínio da natureza – (Gens 1:1-3  - Salms 107:25).

Toda a natureza esta lhe sujeita, a sua direção e controle.

No domínio das experiências humanas

Na vida de José ( Gns 39:2,3,21).

Na vida de Nabucodozor – (Dan 4:19-21).

Na vida de Daniel  - (Daniel 1:9).

Na vida dos homens em geral – (Slms 75:6-7).

Nos domínios celestiais  - (Dan. 4:35).

Os santos anjos estão sob o domínio de Deus, e sujeitos a sua vontade.

Nos domínios dos espíritos malignos – (Jó:1:12; Tg 4:7; Apoc. 20:2; Lcs  22:31-32).

Os poderes malignos, Satanás, os demônios e os anjos caídos, estão todos sujeitos a vontade e a palavra de Deus.

d-) ETERNIDADE (Is. 55:13-17; Slms 93:2; Hbs 1:12; 13:8).

O atributo de auto-existência sugere o de eternidade. Se as causas da existência de Deus se encontra nele próprio, a razão admitirá que essas causas tem estado a operar desde a eternidade. Por ser eterno, então deve ser também auto-existente. Para ele não existe passado, presente ou futuro, pelo menos no que concerne a seu conhecimento; Ele vive num eterno agora, ele não teve principio nem tem fim, ele conhece os acontecimentos na sua sucessão dentro do tempo, mas não está limitado de nenhum modo por ele, ele sempre foi, e sempre será.

OS ATRIBUTOS MORAIS

SANTIDADE – (I Pd 1:16; Apoc 4:8; Hbs 12:14; Is. 6:3).

A santidade de Deus, é seu atributo mais exaltado, pois expressa a majestade de sua natureza e  caráter moral, se é que existe qualquer diferença em grau de importância, entre seus atributos, este parece ocupar o primeiro lugar. Nas visões que Deus concede aos homens no tempo do Antigo Testamento, o que mais salientou foi o de sua santidade. Por cerca de trinta vezes o Profeta Isaías se refere a Jeová, chamando-o “ o Santo ”, desse modo indicando as características daquelas visões, que mais o impressionaram (Isaías 6:1 a 5). Este é o atributo pelo qual é glorificado por excelência. Conceitos superficiais de Deus e de sus santidade produzem conceitos superficiais do pecado e de sua expiação (Roms 2:14-16).

Deus é inteiramente separado de tudo quanto é mal, e de tudo que corrompe, tanto em si mesmo, como em relação a suas criaturas (Lev. 11:43-45). A santidade é uma característica de seu ser (Jó 34:10). A sua santidade se entende a absoluta perfeição da pureza e integridade de sua natureza e caráter (I Jo. 1:5,  Slms 99:9, Jo. 17:11).

A manifestação de sua santidade verifica-se:

a)     No ódio contra o pecado (Gen. 6:5-6; Prov  6:16-19).

b)     No seu deleite naquele que é santo e reto (Prov. 15:19).

c)     Na separação entre si e o pecador (Is. 59:1-2).

d)     Ao providenciar a libertação do homem, do pecado (I Ped. 2:24).

A percepção da sua santidade gera a reverencia e o temor no coração daqueles que chegam a sua presença, a não ser que estejam empedernidos pelo pecado.

RETIDÃO E JUSTIÇA  - (Slms 145:17).

Justiça e retidão são simplesmente a santidade exercida para com as criaturas. A mesma santidade que nele existe desde a eternidade, agora se manifesta em retidão e justiça. Todos os requisitos exigidos por Deus aos homens, são absolutamente retos em seu caráter  - (Slms 116:5). A justiça é a execução de sua retidão, que pode ser chamada de santidade judicial. Justiça é a execução de sua retidão, que pode ser chamada de santidade judicial. Todos os seus tratos com o homem se baseiam na justiça absolutas (Deut. 32: 4).

Bondade e severidade são elementos de um caráter perfeito, mesmo entre os homens, sem bondade, o caráter se torna duro e inflexível, repele em lugar de conquistar. Por outro lado, sem severidade a bondade degenera em fraqueza, naquela flexibilidade moral que em pessoas conhecidas por “boazinhas” freqüentemente leva os homens a ceder com facilidade perante as seduções dos pecadores.

A manifestação de sua retidão e justiça

a)     Na punição dos perversos e injustos – (Apoc 12:5-6; Gen. 6:5-6).

b)     No seu amor a retidão, e seu ódio contra o pecado – (Slms 11:4-7).

c)     No seu perdão para com o crente arrependido – (I João 1:9).

d)     Na recompensa dos justos – (Hbs 6:10).

AMOR E GRAÇA  (I João 3:16-17; 4:16; João 3:16-17).

O amor, é aquele atributo pelo qual ele se inclina a buscar os melhores interesses de suas criaturas, e a comunicar-se a elas, a despeito do sacrifício nisto esta envolvido.

Nós cremos que Deus têm amor

1-  Porque a Bíblia ensina – (I Jo. 4:8-16).

2-  Porque ele ama seu Filho – (Mats 3:17).

3-  Porque ele ama os crentes – (João 16:27; 17:23).

4-     Porque ele ama os pecadores – (João 3:16).

5-     Porque ele nos perdoa – (Is. 38:17 – Efs 2:4-5).

6-     Porque  ele tem cuidado de nós – (Fil 2:19 – Mats 21:22).